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Com 1.900 cavalos, 2.300 Nm de torque e aceleração de 0 a 100 em menos de 2 segundos, o hypercar elétrico italiano Pininfarina Battista custa 2 milhões de euros — e só serão fabricados 150 no mundo inteiro

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 21/04/2026 às 19:15
Atualizado em 21/04/2026 às 19:18
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O Pininfarina Battista é o carro elétrico mais potente já fabricado na Itália — são 1.900 cavalos distribuídos em quatro motores, torque de 2.300 Nm que empurra o corpo contra o banco, e uma produç��o tão limitada que menos gente terá um Battista do que astronautas já foram ao espaço

Apenas 150 unidades serão fabricadas.

Cada uma custa aproximadamente 2 milhões de euros — mais que muitos apartamentos em capitais europeias.

O Pininfarina Battista é a resposta italiana à pergunta: o que acontece quando a casa de design mais famosa do mundo resolve fazer seu próprio carro?

A Pininfarina, fundada em 1930 por Battista “Pinin” Farina, projetou Ferraris, Alfa Romeos e Maseratis por quase um século.

Mas nunca havia produzido um carro com sua própria marca.

Até agora.

Segundo o site oficial da Automobili Pininfarina, o Battista entrega 1.900 cavalos de potência (1.400 kW) com zero emissões.

Os números que fazem engenheiros de carros a combustão perderem o sono

Quatro motores elétricos — dois traseiros de 603 cavalos cada e dois dianteiros de 335 — trabalham juntos.

O resultado: aceleração de 0 a 100 km/h em 1,86 segundo.

Para comparar, um Bugatti Chiron de 1.500 cavalos a gasolina faz o mesmo em 2,4 segundos.

O torque de 2.300 Newton-metros está disponível instantaneamente — sem turbo lag, sem troca de marcha.

Velocidade máxima: 350 km/h, limitada eletronicamente.

A bateria de 120 kWh permite autonomia de cerca de 480 km em condução mista.

É como ter um avião de caça nas mãos, mas que não faz barulho nem polui.

O design que carrega 94 anos de história

A carroceria é toda em fibra de carbono, construída sobre um monocoque com estruturas de alumínio.

O design é assinado pela equipe da Automobili Pininfarina, herdeira direta do estúdio que moldou algumas das Ferraris mais bonitas da história.

Pneus Pirelli P Zero Corsa de 21 polegadas completam o visual.

São cinco modos de condução personalizáveis.

Um deles inclui som sintético a 54 Hz — uma frequência escolhida para dar emoção sem ser artificial demais.

Battista vs. Rimac Nevera vs. Tesla Roadster

O Battista não está sozinho na corrida dos hypercars elétricos.

O Rimac Nevera, da Croácia, tem 1.914 cavalos e plataforma compartilhada com o Battista.

Na verdade, os dois carros usam a mesma bateria, o mesmo tub de fibra de carbono e componentes similares.

A diferença está no design e na calibração — o Battista é mais GT, o Nevera mais brutal.

O Tesla Roadster, prometido desde 2017, ainda não entrou em produção.

Elon Musk prometeu mais de 1.000 km de autonomia e aceleração abaixo de 2 segundos.

Mas enquanto o Roadster vive no mundo das promessas, o Battista e o Nevera já estão nas ruas.

Por que só 150 unidades

A produção limitada é intencional.

Cada Battista é montado à mão na fábrica de Cambiano, perto de Turim.

Com 150 unidades e preço de 2 milhões de euros, a receita total estimada é de 300 milhões de euros.

A Automobili Pininfarina pertence ao grupo indiano Mahindra, que usa o projeto para entrar no mercado de EVs premium.

A exclusividade é parte do apelo: menos de 150 pessoas no planeta terão um.

Para comparar, mais de 600 pessoas já foram ao espaço.

Carregamento: 0 a 80% em 40 minutos

O Battista suporta carregamento DC rápido de até 250 kW.

De 0 a 80%, leva cerca de 40 minutos.

A autonomia de 480 km é suficiente para uma viagem de Turim a Milão e volta sem parar.

Porém, em uso agressivo de pista, a autonomia cai drasticamente.

Como disse um apresentador do Top Gear: “300 milhas de autonomia — se dirigido como um aposentado.”

O outro lado da moeda

O Battista pesa pouco mais de 2 toneladas — pesado para um supercarro.

Cerca de 70% da tecnologia é compartilhada com o Rimac Nevera — então não é 100% “Pininfarina”.

A infraestrutura de carregamento para hypercars ainda é limitada em muitas regiões.

E o preço de 2 milhões de euros o coloca fora do alcance de 99,999% da população.

Mas o Battista não foi feito para ser popular.

Foi feito para provar que o futuro dos supercarros é elétrico — e que a Itália pretende liderá-lo.

Depois de quase um século desenhando os carros dos outros, a Pininfarina finalmente fez o seu — e é o mais rápido de todos.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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