O canal Anderson Sincero publicou um vídeo afirmando que o BYD Song Pro GS não vale os cerca de R$ 200 mil de lançamento e não deveria passar de R$ 140 mil. Dias depois, a BYD cortou R$ 47 mil do preço do híbrido plug-in, que foi a R$ 142.990, dando força ao argumento sobre a desvalorização na tabela Fipe.
Quem comprou um carro elétrico ou híbrido na empolgação do lançamento e viu o preço cair meses depois sabe o tamanho da dor. É exatamente sobre esse risco que fala o vídeo “BYD Song Pro NÃO VALE R$ 140 MIL“, do canal Anderson Sincero, no YouTube. Na avaliação dele, o BYD Song Pro GS, lançado por volta de R$ 200 mil, não entrega o que cobra e não deveria valer mais do que R$ 140 mil.
Poucos dias depois da publicação, o mercado pareceu dar razão ao crítico. Segundo o Garagem360, a BYD cortou R$ 47 mil do preço do Song Pro GL 2026, que passou de R$ 189.990 para R$ 142.990. O número bate quase exatamente com o teto que o youtuber considera justo, e reacende a pergunta que todo comprador faz antes de assinar o financiamento: o BYD Song Pro vale a pena?
O argumento do canal: por que ele diz que não vale

O primeiro ponto de Anderson Sincero é a precificação. Para ele, o BYD Song Pro GS foi lançado caro, perto de R$ 200 mil, sem uma série de equipamentos que justificassem o valor, vendeu mal e forçou a marca a baixar o preço depois. “Aqueles que compraram nas emoções e na empolgação perderam já de cara”, resume o youtuber no vídeo, apontando que o comprador apressado é o que mais sofre.
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A chegada da linha 2026 piorou a situação da versão anterior, na visão dele. O canal mostra que o modelo 2026 saiu por cerca de R$ 199 mil, praticamente o mesmo preço de lançamento do antigo, só que com muito mais equipamento, incluindo os sistemas de assistência à condução ADAS e o piloto automático adaptativo ACC. Para Anderson Sincero, isso deixa a versão 2025 “defasada perante o novo modelo” e tende a empurrar o BYD Song Pro mais velho ladeira abaixo.
A crítica central é a falta do que ele chama de tecnologia embarcada. Na opinião do youtuber, ter bateria, ser híbrido plug-in ou ter uma tela grande não conta como diferencial moderno, porque já é comum no mercado. O que pesaria de verdade, segundo ele, são justamente os assistentes de segurança que faltam na versão 2025, e essa ausência seria um dos motivos para o carro perder valor mais rápido.
A desvalorização que ele aponta na tabela Fipe
O ponto que o próprio canal trata como o mais crítico é a desvalorização. Anderson Sincero argumenta que ninguém comemora perder 50, 100 ou 150 mil reais na revenda, e que um carro lançado com valor que ele considera exorbitante já nasceu fadado a despencar. É aí que entra a tabela Fipe como termômetro do estrago.
No vídeo, ele mostra o BYD Song Pro GS avaliado em cerca de R$ 169 mil na tabela Fipe, com uma queda registrada no mês anterior. Para o youtuber, o gráfico do modelo conta a história sozinho: houve um hype quando o SUV chegou, lá no fim de 2024, mas desde então as curvas só apontam para baixo. Na leitura dele, é a prova de que o BYD Song Pro vale a pena cada vez menos para quem pensa em revender.
Ele ainda reforça a tese lembrando que existem modelos e marcas que se seguram melhor na tabela Fipe. Ou seja, o problema, na avaliação do canal, não é a desvalorização ser inevitável em qualquer carro, e sim a velocidade com que ela acontece neste caso específico. Para quem encara o automóvel como patrimônio, esse é o tipo de detalhe que decide se o híbrido plug-in vale a pena ou não.
A queda de R$ 47 mil que reforçou a tese
Foi aqui que a realidade encontrou a previsão. Apenas dois dias após o tom de alerta do canal sobre novas quedas, o Garagem360 noticiou, em 19 de junho de 2026, que a BYD reduziu o preço do Song Pro GL em R$ 47 mil, levando o híbrido plug-in de R$ 189.990 para R$ 142.990. O valor final ficou praticamente no teto que Anderson Sincero havia cravado como justo.
Há um detalhe importante que muda a leitura, porém. De acordo com o Garagem360, essa oferta está ligada à venda direta, com enquadramento específico, voltada a públicos como taxistas e outros segmentos atendidos pela marca. Ou seja, não é um desconto automático para qualquer consumidor que entra na concessionária, e o valor final depende de o comprador se encaixar nas regras.
Mesmo com essa ressalva, o movimento dá munição ao argumento do vídeo. Quando uma montadora derruba quase R$ 50 mil de um carro recém-lançado, fica difícil rebater a ideia de que quem pagou o preço cheio no lançamento saiu perdendo. Para o mercado, é o tipo de sinal que pressiona o BYD Song Pro ainda mais na tabela Fipe.
O outro lado: o que a análise não fecha
É justo lembrar que se trata da opinião de um canal, e não de um veredito do mercado inteiro. O próprio Anderson Sincero reconhece no vídeo que o BYD Song Pro “melhorou em alguns pontos” e “tem suas qualidades”, e que o problema, para ele, está na conta entre o que o carro oferece e o que custava. Avaliar se um híbrido plug-in vale a pena envolve fatores que variam de motorista para motorista.
A própria questão da autonomia, que o canal critica, depende muito do uso. Ele argumenta que a autonomia elétrica prometida costuma ser uma “farsa” porque varia conforme o relevo, a velocidade e a região, e porque medições oficiais não capturam o consumo real no modo híbrido. O ponto é válido como alerta, mas também significa que, para quem roda em cidade plana e carrega a bateria todo dia, o resultado pode ser bem melhor do que o pintado no vídeo.
No fim, o caso do BYD Song Pro funciona menos como condenação e mais como aula de cautela. A lição que o canal tenta passar, e que a queda de preço acabou ilustrando, é simples: comprar carro eletrificado na empolgação do lançamento costuma sair caro, porque o preço e a tabela Fipe ainda estão em movimento num mercado que muda rápido.
A pergunta “o BYD Song Pro vale a pena?” não tem resposta única, mas o episódio entrega um recado claro a quem está de olho num eletrificado. O canal Anderson Sincero apostou que o SUV não valia mais que R$ 140 mil, e a própria BYD, ao cortar R$ 47 mil do preço, acabou chegando perto disso. Entre a opinião do crítico e o desconto da fábrica, o comprador que tiver paciência tende a pagar menos pelo híbrido plug-in e a sofrer menos com a tabela Fipe.
E você, compraria o BYD Song Pro agora com o desconto, esperaria cair mais, ou fugiria do modelo? Conta aí nos comentários.


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