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Paraná está concluindo as obras da primeira usina solar fotovoltaica flutuante do Sul do País

30 de janeiro de 2022 às 11:13
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Usina solar flutuante é composta de 276 módulos fotovoltaicos. Foto: Divulgação.

O Paraná acaba de inaugurar a primeira usina solar fotovoltaica flutuante da região Sul. A unidade está nas proximidades da usina hidrelétrica Santa Clara e pode gerar até 100 kWp

A região Sul acaba de receber a sua primeira usina solar fotovoltaica flutuante, que está situada no Paraná. A unidade, que já entrou em operação, faz parte do projeto coordenado pelo Lactec no âmbito do Programa de P&D da Aneel, e está implementada entre os municípios de Pinhão e Candói, no reservatório da usina hidrelétrica Santa Clara, que conta com uma potência de 120 MW. A usina solar flutuante do Paraná pertence à Elejor, Sociedade de Propósito Específico (SPE), da qual Copel é sócia majoritária.

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Usina solar fotovoltaica do Paraná conta com 100 kWp de potência

A primeira usina do Paraná é equipada com 276 painéis solares, que estão em cima de uma estrutura metálica capaz de flutuar. Ao total, os painéis ofertam uma potência de 100,7 kWp em uma área de 1,1 mil m². A usina solar flutuante está ligada a um eletrocentro no solo, que transforma a corrente elétrica de contínua para corrente alternada, que é utilizada para suprir a demanda de eletricidade da própria hidrelétrica.

Para Kleber Franke Portella, coordenador do projeto pelo Lactec, os benefícios da usina solar flutuante comparadas com outras usinas onshore é que não são necessários investimentos em adequações e aquisição da área, como terraplanagem ou corte de vegetação.

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Outros pontos favoráveis para a usina solar fotovoltaica offshore são a segurança contra furtos e vandalismo e também evitar o uso de uma área que poderia estar sendo utilizada para outro fim, como agricultura, entre outras.

Desafios encontrados durante a implantação da usina solar offshore

O Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 afirma que o potencial desse tipo de geração de energia pode alcançar 45,5 terawatts-hora/ano. Essa potência poderia suprir 1% da demanda do Brasil durante cerca de um ano, utilizando como base a potência que foi utilizada em 2020, de 474,2 TWh, de acordo com informações da EPE.

A usina de energia solar flutuante do Paraná está a cerca de 250 metros da margem, fazendo desse um dos principais desafios encontrados no caminho do projeto. O lago onde está a usina solar fotovoltaica conta com variações de até 20 metros no nível da água e o sistema de ancoragem teve que conseguir acompanhar tais oscilações.

Entenda a importância do sistema de ancoragem

Para Kleber, o mecanismo de ancoragem dinâmica é fundamental para que o projeto no Paraná funcione perfeitamente, tendo em vista que a variação é algo que acontece bastante nos reservatórios de usinas hidrelétricas.

Segundo o pesquisador, isso é algo que deve ser considerado em um projeto de instalação de uma usina solar fotovoltaica deste tipo, tanto para que a integridade das estruturas seja preservada como para que um bom desempenho de geração de energia seja assegurado.

O projeto fez parte de um estudo de comparação, onde foram utilizados diferentes módulos de geração: um totalmente plano, um inclinado e outro com rastreador solar. Os módulos com rastreador solar atingiram o melhor desempenho, entretanto há outros aspectos que devem ser considerados para a instalação desses, como o peso e o consumo de energia dos rastreadores.

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