Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste estão entre as regiões mais vulneráveis; entenda os critérios e riscos à saúde.
Um estudo da NASA revelou que partes do Brasil podem se tornar inabitáveis até 2073 devido ao calor extremo. Combinando temperatura e umidade, regiões como Centro-Oeste e Nordeste enfrentarão riscos de colapso térmico. Saiba quais áreas estão ameaçadas e como o calor pode afetar a saúde humana.
A pesquisa da NASA aponta que áreas do Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil estão vulneráveis a condições inabitáveis nos próximos 50 anos. O critério usado vai além da temperatura: considera a combinação entre calor e umidade, chamada temperatura de bulbo úmido, que amplifica os efeitos no corpo humano.
Entenda o critério da temperatura de bulbo úmido
A temperatura de bulbo úmido é medida com um termômetro coberto por um pano molhado. Valores acima de 35°C tornam a sobrevivência praticamente impossível. No Brasil, regiões com umidade elevada e calor acima de 37°C (com 70% de umidade) podem atingir esse limiar, causando risco de morte mesmo à sombra.
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Doenças e risco de falência de órgãos
O calor extremo está ligado a 27 distúrbios letais, incluindo:
- Falência de órgãos (quando a temperatura corporal ultrapassa 42°C);
- Agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias;
- Danos cerebrais.
Entre 2000 e 2019, o calor causou 489 mil mortes/ano no mundo, segundo OMS e OMM – número subnotificado.
Além do Brasil
O estudo destaca que sul da Ásia, Golfo Pérsico, partes da China e Sudeste Asiático também podem se tornar inabitáveis. O critério de temperatura de bulbo úmido foi aplicado globalmente, usando imagens de satélite e projeções climáticas.
Como mitigar os efeitos? Medidas urgentes apontadas pelo estudo da NASA
Para evitar o cenário, a NASA recomenda:
- Reduzir emissões de gases do efeito estufa;
- Combater desmatamento e queimadas;
- Implementar sistemas de alerta precoce para ondas de calor;
- Promover consumo sustentável de recursos naturais.
O estudo da NASA é um alerta para ações imediatas. O calor extremo não é apenas uma crise ambiental, mas uma ameaça à saúde pública. Sem medidas globais, regiões inteiras do Brasil e do mundo podem se tornar inóspitas em décadas.

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