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Multinacionais se unem para construir nova fábrica e suprir escassez de semicondutores global

14 de julho de 2022 às 11:19
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Multinacionais se unem para construir nova fábrica e suprir escassez de semicondutores global
Nova fábrica da GlobalFoundries e a franco-italiana STMicroelectronics na França – imagem: Divulgação

Multinacionais estão se unindo para instalar uma nova fábrica de chips na França, com o intuito de suprir a escassez de semicondutores que vem impactando milhares de empresas

A multinacional GlobalFoundries e a franco-italiana STMicroelectronics, uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, estão se unindo para a construção de uma nova fábrica na França. Com interesse no projeto e com o objetivo de suprir escassez de semicondutores, o governo da França vai disponibilizar subsídios para esta realização.

Nova Fábrica de semicondutores das multinacionais promete gerar mais de 1 mil empregos

Com base em Crolles, no sudeste do país da Europa, a instalação deve ser operada em conjunto pelas duas empresas, ao mesmo tempo que recebe um apoio financeiro público essencial da França.

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O investimento das multinacionais e do governo para suprir a escassez de semicondutores está estimado em um total superior a US$ 5,7 bilhões, o que em conversão direta equivale a R$ 30 bilhões. Não há detalhes de como será para cada um dos envolvidos a divisão dos valores que serão investidos.

A estimativa é que a nova fábrica de semicondutores seja inaugurada até 2026, gerando mais de 1 mil empregos, concentrando suas atuações nos setores automotivo, industrial e de comunicações. A unidade das multinacionais também apoia um movimento da União Europeia de se tornar menos dependente de outros mercados pelo mundo, principalmente em relação às tecnologias.

Governo está em busca de cadeia de suprimentos integrada

De acordo com o CEO da GlobalFoundries, Thomas Caulfield, a participação de sua empresa na nova fábrica para mitigar a escassez de semicondutores deve contribuir na segurança da cadeia de suprimentos para seus clientes, também deixando claro que o apoio do governo da França foi essencial. Isso em um cenário onde diversos fabricantes de chips atuais estão sediados no leste asiático.

A escassez global e a pandemia também fomentaram medidas políticas de Estado em busca de uma cadeia de suprimentos mais integrada globalmente. Por exemplo, como ocorreu no começo deste ano, quando a União Europeia apresentou planos para investir cerca de US$ 49 bilhões com o objetivo de impulsionar pesquisas e produção de chips europeus.

Já no mês de março, a Intel anunciou seu plano de crescimento com base em um investimento de US$ 88 bilhões na Europa, focando na produção de chips avançados na Alemanha.

A empresa também está construindo uma nova fábrica em Ohio, nos Estados Unidos, afirmando que o ritmo e o escopo destes planos dependem da rapidez com que o Congresso aloca cerca de US$ 52 bilhões em financiamento para ampliar a produção de chips no país, incluindo em P&D.

Tesla pretende investir em nova fábrica de semicondutores

A crise de chips semicondutores tem gerado impactos em diversas multinacionais, tanto que nem mesmo o multibilionário, Elon Musk, CEO da Tesla, escapou deste problema.

Feitos de silício ou germânio, o uso dos semicondutores em fábricas é muito importante, por contarem com condutividade elétrica entre isolantes e condutores, algo essencial para o funcionamento de veículos, telefones, computadores e celulares.

Em um encontro com o Ministro das Comunicações, Fábio Faria, em novembro do último ano, Elon Musk afirmou que, para fugir da crise de microchips, que está ocorrendo no mundo inteiro, pode não haver escolha além de investir em uma nova fábrica de semicondutores. O Brasil seria um dos países prováveis para receber o investimento de Elon Musk.

O assunto surgiu após o ministro propor a construção de uma nova fábrica da Tesla no Brasil e mencionar também que deseja transformar o país em um importante produtor de chips, assim como acontecia até os anos 80.

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