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Motorista de BYD Dolphin pode rodar 1.500 km por mês com recarga compensada por apenas 4 placas solares de 550 W, segundo cálculo feito em Recife que estima consumo de 181,5 kWh e gasto de R$ 180 na tomada

Escrito por Carla Teles
Publicado em 31/05/2026 às 19:47
Atualizado em 31/05/2026 às 19:50
Assista o vídeoMotorista de BYD Dolphin pode rodar 1.500 km por mês com recarga compensada por apenas 4 placas solares de 550 W, segundo cálculo feito em Recife que estima consumo de 181,5 kWh (1)
BYD Dolphin: carro elétrico usa energia solar de placas solares na recarga doméstica; cálculo em Recife indica sistema de quatro módulos.
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Simulação com o BYD Dolphin calcula que um carro elétrico rodando 1.500 km por mês consumiria 181,5 kWh; em Recife, a energia solar de 4 placas solares de 550 W foi recomendada para compensar a recarga doméstica com margem diante de oscilações na geração fotovoltaica ao longo do mês local.

Uma simulação apresentada em vídeo estima que um motorista de BYD Dolphin poderia compensar a energia necessária para percorrer 1.500 km mensais utilizando quatro módulos fotovoltaicos de 550 W em Recife. O cálculo parte de um carro elétrico rodando 50 km por dia e de uma produção local estimada de energia solar.

Conforme mostrado em vídeo publicado pelo canal Luciano Batista, o levantamento considera consumo de 12,1 kWh a cada 100 km, tarifa hipotética de R$ 1 por kWh e perdas do sistema fotovoltaico. Nessas condições, a recarga doméstica consumiria 181,5 kWh mensais e teria custo aproximado de R$ 180 na tomada, antes da compensação por placas solares.

Consumo do BYD Dolphin foi calculado para uma rotina de 50 km por dia

BYD Dolphin: carro elétrico usa energia solar de placas solares na recarga doméstica; cálculo em Recife indica sistema de quatro módulos.
Imagem: Divulgação.

O ponto de partida foi uma rotina fixa: 50 km diários durante 30 dias. Nesse cenário, o BYD Dolphin completaria 1.500 km no mês. A simulação empregou consumo de 12,1 kWh para cada 100 km, número utilizado pelo autor do cálculo para dimensionar a demanda elétrica do veículo.

Ao reduzir a distância pela metade, o cálculo chega a 6,05 kWh para 50 km. Multiplicado pelos 30 dias, o total é de 181,5 kWh. O resultado funciona como referência para um carro elétrico nesse perfil de uso, mas não substitui a medição real de cada motorista.

Recarga doméstica teria custo estimado antes da geração própria

Para transformar consumo em gasto, a simulação adotou tarifa arredondada de R$ 1 por kWh. Com 181,5 kWh consumidos, a recarga doméstica do automóvel representaria cerca de R$ 181,50, apresentado no vídeo como aproximadamente R$ 180 ao mês.

A despesa final pode variar conforme tarifa da distribuidora, tributos, bandeiras, modalidade de compensação e hábitos de condução. Ainda assim, o cálculo demonstra por que proprietários de carro elétrico avaliam combinar mobilidade elétrica e energia solar para reduzir a parcela do consumo atribuída ao veículo.

Placas solares foram dimensionadas com a irradiação média de Recife

BYD Dolphin: carro elétrico usa energia solar de placas solares na recarga doméstica; cálculo em Recife indica sistema de quatro módulos.
Imagem: Divulgação.

O cálculo das placas solares considerou módulos de 550 W, irradiação média diária de 5,34 em Recife e eficiência de 75% para incorporar perdas do sistema. Com essas premissas, cada painel produziria aproximadamente 66,08 kWh mensais.

Dividindo a necessidade de 181,5 kWh por essa produção, chega-se a 2,75 painéis. Como o módulo não pode ser fracionado, três unidades formariam a quantidade mínima teórica para compensar o consumo calculado do BYD Dolphin. A quantidade indicada depende diretamente do local e das condições da instalação.

Quatro placas solares acrescentariam folga para oscilações da geração

Apesar de três painéis cobrirem a conta matemática, a recomendação do vídeo foi instalar quatro placas solares de 550 W, totalizando 2,2 kWp. O painel adicional cria margem para dias nublados, variações sazonais ou deslocamentos um pouco maiores que a média prevista.

Pela mesma fórmula usada na simulação, quatro módulos poderiam gerar aproximadamente 264 kWh no mês em Recife. Esse volume supera a demanda estimada para o carro elétrico, mas não significa eliminação automática da conta: a energia da residência, as regras da rede e os custos do sistema continuam relevantes.

Energia solar pode compensar consumo, mas não equivale a abastecimento gratuito

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Em um sistema conectado à rede, a energia solar gerada no imóvel pode compensar consumo registrado ao longo do período, incluindo parte da energia utilizada pelo automóvel. Isso é diferente de afirmar que a carga do veículo será sempre gratuita ou diretamente abastecida pelos painéis no momento da conexão.

Além do custo de aquisição das placas solares, o projeto pode envolver inversor, estruturas de fixação, instalação, aprovação junto à distribuidora e adequações elétricas. O benefício para a recarga doméstica deve ser analisado considerando investimento inicial, produção prevista e consumo total da casa.

Resultado muda conforme cidade, direção e uso do veículo

A conta apresentada foi feita para Recife e depende da irradiação solar considerada no exemplo. Em cidades com produção fotovoltaica diferente, sombras no telhado, orientação desfavorável ou perdas superiores, o sistema necessário para gerar a mesma quantidade de energia solar pode aumentar.

O consumo do BYD Dolphin também varia na prática. Trânsito, ar-condicionado, velocidade, percurso, carga transportada e hábitos ao volante influenciam o desempenho de qualquer carro elétrico. Por isso, a recarga doméstica deve ser dimensionada a partir da rotina real e de um projeto fotovoltaico individualizado.

A união entre carro elétrico, energia solar, placas solares e recarga doméstica pode reduzir o impacto do veículo na conta, mas exige dimensionamento adequado. Você instalaria quatro painéis para compensar seus deslocamentos mensais ou ainda considera o investimento alto? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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