Fundada por Lucas Ceschin e Rodolpho Damasco, a startup brasileira The SmAll Market abriu seu primeiro minimercado sem atendentes em Miami em março de 2026, aplica inteligência artificial ao estoque e à precificação e confirmou captação de R$ 10 milhões enquanto prepara nove novas unidades próprias residenciais ainda neste ano.
Um minimercado sem atendentes criado pela startup brasileira The SmAll Market começou a operar em março de 2026 dentro de um condomínio residencial em Miami, nos Estados Unidos. Fundada por Lucas Ceschin e Rodolpho Damasco, a empresa instalou sua primeira unidade para oferecer itens cotidianos com jornada de compra automatizada.
Em reportagem publicada pela PEGN, em 27 de maio de 2026, os fundadores informaram que a captação de R$ 10 milhões apoiará a expansão do negócio e que a unidade inaugural atingiu equilíbrio financeiro no primeiro mês. O modelo utiliza inteligência artificial para analisar compras, ajustar produtos e auxiliar na precificação.
Minimercado sem atendentes tenta ocupar espaço deixado pelo delivery
O primeiro minimercado sem atendentes foi instalado em um residencial com mais de 150 unidades em Miami. A empresa busca atender compras pequenas e urgentes, como alimentos ou itens de uso diário que faltaram em casa, sem exigir deslocamento até um supermercado ou pedido de entrega.
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na leitura dos fundadores, o delivery nos Estados Unidos pode custar caro para aquisições reduzidas. A startup brasileira aposta que uma loja autônoma dentro do edifício pode funcionar como extensão da despensa dos moradores. A conveniência é o ponto central: o produto fica disponível onde o consumidor já mora.
Inteligência artificial acompanha produtos comprados em cada condomínio

Antes de instalar uma unidade, a empresa conversa com a administração do condomínio para conhecer características básicas do público residente e montar o estoque inicial. Depois da abertura, a inteligência artificial acompanha o comportamento real de compra para indicar ajustes no portfólio oferecido.
A tecnologia também atua na precificação, segundo os empreendedores. Em vez de repetir o mesmo catálogo em todos os endereços, o minimercado sem atendentes pode adaptar produtos e preços à demanda local. A inteligência artificial é usada para tornar cada operação mais compatível com os hábitos daquele edifício.
Startup brasileira reuniu investidores ligados a varejo e operações
A startup brasileira recebeu aporte em rodada pré-seed com participação de investidores-anjo. A captação de R$ 10 milhões, apresentada na reportagem como valor aproximado de uma rodada superior a US$ 2 milhões, reuniu nomes associados a alimentação, tecnologia, finanças e grandes operações de varejo.
Entre os participantes citados estão Trevor Hayes, ex-CEO do Subway; Leandro Balbinot, apresentado como CTO do Whole Foods e vice-presidente de operações da Amazon; e Jardel Cardoso, fundador da Billor e ex-CEO da CrediPago. Para os fundadores, a experiência dos apoiadores pode ajudar a reduzir erros durante a expansão em Miami.
Equilíbrio financeiro inicial será testado na expansão em Miami
Segundo os fundadores, a primeira unidade alcançou equilíbrio financeiro em seu primeiro mês de operação. O resultado foi relacionado ao formato autônomo, sem empregados atuando permanentemente no ponto de venda. A empresa informou ainda estimar cerca de 24 meses para o retorno do investimento inicial por unidade.
O dado, porém, representa apenas o começo da operação. Repetir o desempenho em outros condomínios de Miami será o teste decisivo para o modelo. Com a captação de R$ 10 milhões, o plano informado é inaugurar mais nove unidades até o fim de 2026, totalizando dez lojas próprias na cidade.
Software interno coordena loja sem atendimento presencial
O equipamento físico da operação, incluindo tablet, câmera e leitor de código de barras, é obtido com fornecedores do mercado. O software, por outro lado, foi desenvolvido internamente. O objetivo é concentrar dados de vendas, estoque, curadoria de produtos e decisões de preço em uma mesma estrutura tecnológica.
Para os sócios, esse controle permite que a startup brasileira combine varejo residencial e inteligência artificial sem depender de estoques padronizados. O minimercado sem atendentes não cobra aluguel do condomínio pelo espaço, conforme a empresa: o residencial cede a área e recebe a comodidade para seus moradores.
Regras americanas influenciaram escolhas da primeira fase
A chegada a Miami também exigiu que os brasileiros entendessem regras federais, estaduais e municipais dos Estados Unidos. De acordo com Ceschin, os próprios fundadores procuraram órgãos locais para obter orientação sobre a operação antes de ampliar a presença da marca.
Uma decisão inicial foi não vender bebidas alcoólicas, devido à necessidade de licenças específicas. A captação de R$ 10 milhões também deverá apoiar uma expansão sujeita a essas regras. O avanço da empresa depende não só da tecnologia, mas de adequação regulatória e aceitação dos condomínios.
A expansão mostrará se a conveniência de comprar dentro do próprio condomínio pode sustentar uma rede maior nos Estados Unidos. Você utilizaria uma loja autônoma no prédio onde mora ou ainda considera importante a presença de atendentes? Deixe sua opinião nos comentários.
