Lava Jato devolve R$ 425 milhões à Petrobras.

Petrobras recebe nesta quinta-feira, 25 de julho, R$425 mi em decorrência de acordos de leniência e repatriações.

A Petrobras informa que recebeu essa semana R$ 425 milhões através da força-tarefa da Operação Lava Jato em decorrência de acordos de leniência e repatriações promovidas pelo Ministério Público Federal. A devolução de parte do montante total, R$ 111 milhões, foi autorizada pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal.

A devolução desta semana envolve R$ 313 milhões, referentes ao pagamento da primeira parcela do acordo de leniência da Technip e da Flexibras celebrado com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União; R$ 45 milhões, decorrente de parcela do acordo de leniência celebrado entre a Camargo Correa e o MPF; e R$ 67 milhões por parte de pessoas físicas envolvidas em atos de corrupção apurados na Lava Jato.

Em cinco anos de Lava Jato, mais de R$ 4 bilhões já foram devolvidos à Petrobras em decorrência de acordos de colaboração, leniência e repatriações, realizados com empresas investigadas e que confessaram participação nos desvios ocorridos na estatal.

No primeiro semestre deste ano, o Ministério Público Federal recuperou mais de R$ 1,5 bilhão e apresentou 14 denúncias, número superior a 2018 e o mesmo verificado em 2017.

“Adicionalmente, o acordo com a Technip e a Flexibras ainda prevê outros dois pagamentos em favor da Petrobras, em 2020 e em 2021, ambos no valor de R$ 253 milhões, cada, que serão contabilizados quando do seu efetivo recebimento”, diz a empresa, que reafirma, em comunicado, seu compromisso de adotar as “medidas cabíveis, em busca do adequado ressarcimento dos prejuízos decorrentes dos atos ilícitos praticados”.

A primeira fase da Lava Jato ocorreu em 17 de março de 2014. Até o momento, foram realizadas 61 fases. De acordo com o levantamento mais recente do MPF, a operação já resultou em 244 condenações de 159 pessoas. As penas somam mais de 2 mil anos de prisão por diversos crimes, entre eles, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

A cerimônia será realizada na Justiça Federal em Curitiba. Participam do evento procuradores do Ministério Público Federal, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco; o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário; o advogado-geral da União substituto Renato de Lima França; o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima; e o chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação na 9ª Região Fiscal, Edson Shinya Susuki.

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