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Itália tem o maior número de centenários do mundo e estudo revela o segredo: genes dos caçadores-coletores aumentam chances de viver mais de 100 anos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/12/2025 às 16:02
Atualizado em 21/12/2025 às 16:03
Estudo mostra como a ancestralidade dos caçadores-coletores influencia a longevidade dos centenários italianos, com genes que aumentam em 38%
Estudo mostra como a ancestralidade dos caçadores-coletores influencia a longevidade dos centenários italianos, com genes que aumentam em 38%
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Estudo revela como os genes de caçadores-coletores ocidentais, sobreviventes da Era do Gelo, aumentam as chances de viver até 100 anos, com 38% de probabilidade a mais para italianos com essas características genéticas.

Um estudo recente publicado na revista GeroScience revela que a longevidade dos centenários italianos está diretamente ligada à sua ancestralidade genética, com descendentes de caçadores-coletores ocidentais, sobreviventes da Era do Gelo, apresentando 38% mais chances de viver mais de 100 anos.

O papel dos caçadores-coletores na longevidade

Pesquisadores investigaram o passado remoto de populações ancestrais para entender a longevidade de pessoas que vivem mais de 100 anos.

A análise revelou que os centenários italianos compartilham uma característica genética comum: todos descendem dos primeiros habitantes da Europa, os caçadores-coletores ocidentais, que sobreviveram às adversidades da Era do Gelo.

Genes de caçadores-coletores e longevidade

O estudo, que analisou 333 centenários italianos e 103 genomas de ancestrais europeus, sugere que a longevidade humana pode estar enraizada em genes transmitidos por esses grupos ancestrais.

Os pesquisadores observaram que, quanto maior a presença do DNA de caçadores-coletores, maior a probabilidade de uma pessoa alcançar os 100 anos.

Esse aumento na longevidade foi especialmente notável entre as mulheres, com a probabilidade de alcançar a centenária aumentando em 38% para cada pequeno aumento do DNA ancestral.

A evolução genética enfrentando adversidades

Ao contrário do que se poderia imaginar, a dieta tradicional italiana não é a responsável por essa longevidade.

A pesquisa aponta que fatores genéticos, e não hábitos alimentares, têm um papel crucial. O estudo focou em como os genes de caçadores-coletores se integraram no patrimônio genético dos italianos modernos.

Esses grupos enfrentaram condições extremas após a Era do Gelo, o que levou ao fortalecimento dos mecanismos de defesa e produção de energia no corpo humano, transmitindo essa adaptação para gerações futuras.

Avanços na paleogenômica

A análise paleogenômica, que compara o DNA antigo com os genomas modernos, permitiu que os cientistas aprofundassem o estudo da relação entre populações ancestrais e a longevidade.

Os resultados confirmaram que os mecanismos de defesa evoluíram para permitir a sobrevivência durante períodos de escassez e dificuldades extremas, favorecendo o prolongamento da vida.

Esses genes robustos, legados pelos nossos ancestrais, continuam a influenciar a saúde e longevidade dos italianos.

O impacto das adversidades na longevidade

Os pesquisadores destacam que, embora o estilo de vida e a dieta possam influenciar a longevidade, os principais fatores vêm de mecanismos evolutivos que enfrentaram adversidades no passado distante.

Isso não apenas fortaleceu a resistência do corpo, mas também proporcionou um legado genético que possibilitou a vida mais longa em populações específicas.

O estudo mostra como as dificuldades do passado, como a sobrevivência após a Era do Gelo, moldaram os genes das populações europeias, especialmente na Itália.

Esse impacto genético ajudou a criar um povo com maior capacidade de resistir às dificuldades e, consequentemente, a viver mais tempo. Em última análise, a longevidade está mais profundamente enraizada na evolução genética do que nas escolhas alimentares ou ambientais.

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Sandro
Sandro
23/12/2025 13:49

Tá errado ..
o Japão sempre teve o maior número de centenários .

José Maria.
José Maria.
23/12/2025 13:44

Sou descendente italiano,dois tios faleceram com noventa e oito anos, minha mãe está com noventa e cinco anos forte que só,eu tenho setenta e oito anos graças a Deus praticando atividade física com muita energia.

Carmela Garçon
Carmela Garçon
21/12/2025 18:57

Na família da minha mãe italiana formada de 12 filhos todos esses tios ultrapassaram os 90 anos numa boa . Vida rural . Origem de Milão.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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