A Ducati Superleggera V4 Centenario chega ao país em venda seletiva, com fibra de carbono, freios carbono-cerâmica e foco em colecionadores e pilotos que querem performance quase de pista
A Ducati confirmou a chegada da Superleggera V4 Centenario ao mercado brasileiro e colocou no radar uma das superbikes mais exclusivas da marca. O pacote combina produção limitada, componentes de alto custo e desempenho extremo, com potência de 228 cv que pode subir para 247 cv com kit de pista, mas com um detalhe que pesa: as primeiras entregas no Brasil só estão previstas a partir de 2027.
Além do desempenho, a Ducati posiciona a Superleggera V4 Centenario como um produto de nicho, voltado a colecionadores e pilotos experientes que buscam uma experiência próxima às motos de competição, mas ainda homologada para uso em vias públicas. O preço estimado no Brasil reforça esse perfil, ficando entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, em um processo de venda altamente seletivo.
Por que a Ducati Superleggera V4 Centenario é tratada como superbike para poucos
A proposta da Ducati com a Superleggera V4 Centenario é oferecer algo além de uma esportiva potente. O apelo está na combinação de exclusividade com tecnologia derivada de competição, incluindo materiais leves e soluções pensadas para pista. Na Europa, ela é apresentada como uma das motos mais exclusivas da marca, tanto pelo número reduzido de unidades quanto pelo pacote técnico avançado.
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Esse posicionamento aumenta o valor percebido em mercados como o brasileiro, onde modelos limitados e de altíssimo desempenho tendem a entrar diretamente no território do colecionismo, além do uso em track days.
Motor Desmosedici Stradale R e potência que sobe com kit de pista
A Ducati Superleggera V4 Centenario usa o motor Desmosedici Stradale R de 1.103 cm³. Na configuração padrão, entrega 228 cv a 14.500 rpm e 12,0 kgf.m a 10.500 rpm. Com o kit de pista, a potência pode chegar a 247 cv, aproximando o comportamento da moto do que se espera de uma máquina voltada para competição.
O conjunto ainda inclui um virabrequim com inserções de tungstênio, pensado para melhorar o equilíbrio dinâmico em altas rotações, reforçando a proposta de desempenho em ritmo forte.
Peso, relação peso-potência e a lógica de “moto de autódromo”
O foco da Ducati aqui é eficiência esportiva, e isso aparece nos números citados. Com o kit de pista, o peso em ordem de marcha pode ficar a partir de 167 kg, e a relação peso-potência aproximada chega a 1,48 cv/kg. Isso conversa diretamente com aceleração intensa, mudanças rápidas de direção e uso esportivo em autódromos, que é onde esse tipo de moto mostra sua verdadeira intenção.
Na prática, não é um projeto pensado para uso cotidiano. O uso de rua existe por homologação, mas a natureza do pacote aponta para pilotagem esportiva e cenário de pista.
Fibra de carbono em larga escala e freios carbono-cerâmica
A Ducati reforça a obsessão por peso e rigidez com ampla aplicação de fibra de carbono em componentes estruturais e de carenagem. Esse material ajuda a reduzir massa e, ao mesmo tempo, manter precisão em alta velocidade.
Nos freios, a Superleggera V4 Centenario traz discos carbono-cerâmica em material C/SiC, descritos como mais leves e mais resistentes a altas temperaturas do que discos de aço. O ganho está em reduzir massa não suspensa e aumentar eficiência em frenagens intensas, algo crucial em pilotagem agressiva.
Suspensão Öhlins com foco em ajuste fino e precisão

Na dianteira, a Ducati equipa a moto com a suspensão Öhlins NPX 25/30 pressurizada, com tubos externos em fibra de carbono, priorizando rigidez e precisão. Na traseira, entra o amortecedor Öhlins TTX36 GP LW, com regulagens hidráulicas sem ferramentas, permitindo ajustes finos conforme pista e estilo de pilotagem.
Esse conjunto reforça a ideia de que a moto foi desenhada para ser ajustada como equipamento esportivo, e não apenas “andar bem” em qualquer condição.
Quanto a Ducati deve custar no Brasil e por que o preço dispara
No mercado europeu, a Ducati Superleggera V4 Centenario é citada com preço em torno de 150 mil euros, o que, em conversão direta, se aproxima de R$ 900 mil. No Brasil, a marca estima entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, levando em conta impostos, logística e o caráter extremamente exclusivo do modelo.
A entrega prevista a partir de 2027, em formato sob encomenda, adiciona outro elemento de escassez. Quando a oferta é limitada e a compra é seletiva, o preço vira parte do produto, não apenas consequência de custo.
Eletrônica para domar potência e permitir pilotagem mais controlada
A eletrônica da Ducati Superleggera V4 Centenario é baseada na plataforma da Panigale V4 R, com calibração específica para o nível de desempenho. Entre os recursos citados estão Ducati Traction Control, Ducati Wheelie Control e Ducati Slide Control, que ajudam a gerenciar tração, empinadas e derrapagens.
Também aparece o Ducati Power Launch, sistema de largada assistida com diferentes níveis de intervenção, permitindo que o piloto ajuste a assistência conforme experiência e aderência do asfalto. Em uma moto com esse nível de potência, a eletrônica deixa de ser “extra” e vira parte central da pilotagem.
O que essa Ducati representa no mercado brasileiro
A chegada da Ducati Superleggera V4 Centenario ao Brasil não é sobre volume, e sim sobre imagem, desejo e exclusividade. Ela mira um público muito específico: quem coleciona, quem faz pista e quem quer uma experiência próxima do universo de competição, com material de alto nível e números que colocam a moto em um patamar extremo.
Com preço estimado entre R$ 1,5 e 2 milhões e entregas apenas em 2027, a Ducati transforma a Centenario em um objeto de disputa e status no topo do topo do mercado.
Se você tivesse a chance, compraria a Ducati Superleggera V4 Centenario para coleção ou colocaria essa moto na pista para usar o que ela promete de verdade?

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