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Depois de passar dois anos buscando água para tomar banho, agricultora faz oração de joelhos, encontra poço na própria terra e vê manga e maracujá transformarem Flores de Goiás

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 27/06/2026 às 03:00 Atualizado em 27/06/2026 às 03:02
Agricultor segura uma muda com raízes expostas em plantação irrigada de Flores de Goiás, simbolizando a transformação da agricultura familiar no Vão do Paranã.
Agricultor exibe uma muda em plantação irrigada no Vão do Paranã, em Flores de Goiás, onde o acesso à água passou a impulsionar a produção rural e a geração de renda.
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Projeto desenvolvido pela Codevasf leva irrigação, assistência técnica e cultivo de frutas aos agricultores familiares do Vão do Paranã, no nordeste goiano

Uma transformação econômica e social está mudando a realidade de agricultores familiares em Flores de Goiás, no nordeste do estado.

A chegada da irrigação permitiu que famílias do Vão do Paranã começassem a produzir manga e maracujá durante todo o ano.

Entre os moradores beneficiados está a agricultora Júlia Pereira de Andrade, que passou dois anos sem água dentro da própria propriedade.

A família precisava sair do assentamento para buscar o recurso usado no banho e em outras necessidades domésticas.

Diante da escassez, Júlia recorreu à fé e fez um pedido que marcou sua trajetória.

“Eu ajoelhei e pedi muito a Deus para que me desse água”, relatou a agricultora.

Poço muda a rotina da agricultora em Flores de Goiás

A perfuração de um poço representou o começo de uma nova fase para Júlia e seus familiares.

O aparecimento da água dentro da chácara encerrou uma rotina marcada por deslocamentos e dificuldades até para realizar tarefas básicas.

“No momento em que eu consegui perfurar esse poço, que eu vi água dentro da minha chácara, foi o bem maior que Deus me deu”, contou.

O recurso passou a ser utilizado tanto no ambiente doméstico quanto na produção agrícola.

A mudança ampliou as possibilidades de uso da propriedade e criou uma nova fonte de renda para a família.

Irrigação garante cultivo de manga e maracujá

A água retirada do poço atualmente irriga pés de manga e maracujá dentro da chácara.

A produção das frutas ajuda no sustento familiar e reduz a dependência das chuvas ao longo do ano.

O acesso contínuo à água também permite que os agricultores organizem melhor o plantio e mantenham as lavouras por períodos mais longos.

A história de Júlia representa a transformação vivida por outras famílias da região.

Tubos de irrigação instalados entre mudas em uma plantação de Flores de Goiás.
Sistema de irrigação distribui água entre mudas cultivadas no solo, reforçando a produção agrícola em Flores de Goiás.

Região conhecida como “Corredor da Miséria” começa a mudar

O Vão do Paranã ficou historicamente conhecido como “Corredor da Miséria”.

A denominação estava relacionada aos elevados índices de pobreza e aos frequentes períodos de seca enfrentados pelas comunidades locais.

Os investimentos em irrigação, assistência técnica e fruticultura começaram a modificar esse cenário.

Agricultores familiares passaram a encontrar novas formas de produzir, comercializar alimentos e ampliar a renda dentro das próprias terras.

As principais ações desenvolvidas na região incluem:

  • instalação de sistemas de irrigação nas propriedades;
  • assistência técnica aos agricultores familiares;
  • incentivo ao cultivo de manga e maracujá;
  • produção agrícola durante todo o ano;
  • geração de renda nos assentamentos rurais.

Projeto da Codevasf fortalece agricultura familiar

A transformação ocorre por meio de um projeto desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf.

A iniciativa leva sistemas de irrigação e apoio técnico aos produtores de Flores de Goiás.

O projeto também incentiva a fruticultura como alternativa econômica para famílias que enfrentaram anos de escassez hídrica.

A produção contínua ajuda os agricultores a diminuir os efeitos dos períodos secos e a aproveitar melhor suas propriedades.

A transformação foi apresentada em reportagem do g1 e do Globo Rural, publicada em 26 de junho de 2026.

Água transforma propriedades e gera renda no nordeste goiano

A água antes buscada fora do assentamento hoje permanece disponível dentro da propriedade de Júlia.

O recurso atende às necessidades da família, alimenta as plantações e permite a produção de frutas.

A irrigação transforma gradualmente uma região marcada pela pobreza e pela seca em uma área produtora de manga e maracujá.

O exemplo de Flores de Goiás mostra como o acesso à água pode modificar a rotina, o trabalho e a renda de agricultores familiares.

A oração feita por Júlia durante o período de escassez agora acompanha uma realidade diferente.

A água encontrada na própria terra passou a irrigar plantações, produzir alimentos e fortalecer a economia da família.

Você acredita que projetos de irrigação semelhantes deveriam chegar a outras regiões brasileiras atingidas pela seca? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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