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Ao esvaziar o sótão da mãe falecida, três irmãos acharam um gibi do Superman de 1939 que virou a HQ mais cara do mundo: US$ 9,12 milhões em leilão

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 26/06/2026 às 12:15 Atualizado em 26/06/2026 às 12:17
Gibi do Superman de 1939 achado num sótão em San Francisco virou a HQ mais cara do mundo: foi a leilão e arrematado por um colecionador por US$ 9,12 milhões.
Gibi do Superman de 1939 achado num sótão em San Francisco virou a HQ mais cara do mundo: foi a leilão e arrematado por um colecionador por US$ 9,12 milhões.
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Ao esvaziar o sótão da mãe falecida em San Francisco, três irmãos encontraram numa caixa de papelão um gibi do Superman de 1939, o primeiro só do herói. Em leilão da Heritage, o exemplar virou a HQ mais cara do mundo, arrematado por um colecionador por US$ 9,12 milhões.

Um trabalho triste de organizar a casa de quem partiu terminou em um achado milionário. Três irmãos, que preferiram não se identificar, esvaziavam o sótão da casa da mãe falecida, em San Francisco, nos Estados Unidos, quando encontraram dentro de uma caixa de papelão, no meio de jornais antigos, uma pilha de gibis. Entre eles estava um exemplar do Superman nº 1, de 1939. A história foi contada pela Fortune.

O que parecia papel velho era um tesouro. Em leilão da casa Heritage Auctions, em novembro de 2025, o gibi do Superman foi arrematado por US$ 9,12 milhões, cerca de 50 milhões de reais, tornando-se a HQ mais cara do mundo já vendida. O detalhe que emociona é da família: a mãe dos irmãos havia comprado a revista ainda criança, por apenas 10 centavos de dólar.

O achado no fundo do sótão

A descoberta veio no momento menos esperado. Os três irmãos arrumavam o sótão da casa da mãe, em San Francisco, depois da morte dela, quando abriram uma caixa de papelão cheia de jornais velhos.

Embaixo do papel amarelado havia uma pilha de gibis guardados por décadas, e nenhum deles imaginava o que tinha em mãos.

A pilha escondia raridades. Além do cobiçado Superman nº 1, os irmãos encontraram outros títulos antigos, incluindo cinco exemplares iniciais da revista Action Comics, da editora que deu origem ao herói.

Era uma pequena cápsula do tempo dos primórdios dos super-heróis, esquecida no sótão por gerações.

Diante do possível valor, eles agiram com cautela. Em vez de vender por impulso, os irmãos procuraram a casa de leilões Heritage Auctions alguns meses depois do achado e mantiveram o anonimato.

Foi a especialistas que coube confirmar que aquele gibi empoeirado do sótão era, na verdade, uma joia do colecionismo mundial.

Que gibi é esse: o Superman nº 1, de 1939

Uma imagem da edição nº 1 da revista em quadrinhos do Superman, da DC Comics, é exibida na segunda-feira, 24 de novembro de 2025, em Irving, Texas. FOTO AP/TONY GUTIERREZ
Uma imagem da edição nº 1 da revista em quadrinhos do Superman, da DC Comics, é exibida na segunda-feira, 24 de novembro de 2025, em Irving, Texas. FOTO AP/TONY GUTIERREZ

Vale esclarecer a peça, porque há confusão comum. O Superman nº 1, lançado em 1939, foi a primeira revista dedicada inteiramente ao Homem de Aço.

Não é a mesma coisa que o Action Comics nº 1, de 1938, que trouxe a estreia do personagem. Os dois são lendários, mas representam marcos diferentes da história dos quadrinhos.

O nº 1 do Superman tem peso próprio. Foi com ele que o herói ganhou publicação solo, sinal de que o sucesso na Action Comics tinha sido tão grande que justificava uma revista exclusiva.

Por isso o gibi é tão desejado: marca o momento em que o Superman deixou de dividir páginas e virou estrela de banca por conta própria.

Esse contexto ajuda a entender o preço. Um exemplar do Superman nº 1 não é só papel antigo, é um pedaço do nascimento da cultura dos super-heróis.

Quando um gibi assim aparece em bom estado, o interesse de colecionadores do mundo todo explode, e foi exatamente o que aconteceu com a peça achada no sótão.

A mãe que comprou por 10 centavos aos 9 anos

Por trás da fortuna há uma história de infância. Segundo a Fortune, a mãe dos três irmãos comprou aquele Superman nº 1 quando tinha apenas 9 anos, na San Francisco da época da Grande Depressão.

Para juntar o dinheiro da revista, que custava 10 centavos de dólar, ela teria unido suas economias às de um irmão adolescente.

A revista nunca saiu da família. Comprado por uma menina nos anos 1930, o gibi atravessou mais de oito décadas guardado, até parar na caixa de papelão do sótão.

Esse vínculo de quase uma vida inteira é parte do que torna a história tão especial, muito além do valor de mercado.

Houve até uma ajuda do acaso climático. Especialistas citados pela imprensa lembram que o clima frio e úmido de San Francisco pode ter contribuído para preservar o papel por tanto tempo.

Guardado longe do calor e da luz, o gibi do Superman chegou aos dias de hoje em um estado que surpreendeu até os avaliadores.

O estado raríssimo que multiplicou o valor

No mundo dos quadrinhos, conservação é tudo. O exemplar foi avaliado pela CGC, empresa que dá notas ao estado dos gibis em uma escala que vai até 10, e recebeu nota 9.0.

Para uma revista com mais de 85 anos, é uma pontuação altíssima, já que mesmo quadrinhos recém-impressos raramente alcançam o topo da escala.

Essa nota é o que separa um tesouro de uma curiosidade. Dois exemplares do mesmo gibi do Superman podem valer fortunas muito diferentes dependendo do estado de conservação, e foi a raridade de encontrar um nº 1 tão bem preservado que disparou o interesse dos colecionadores.

Quanto maior a nota, maior a disputa.

Por isso a avaliação técnica foi decisiva. Antes de ir a leilão, o gibi passou pela análise que comprovou sua autenticidade e seu estado, dando segurança a quem fosse pagar milhões.

Sem esse selo, nenhum colecionador toparia desembolsar uma cifra recorde por uma revista achada numa caixa de sótão.

O leilão recorde de US$ 9,12 milhões

O martelo bateu num valor histórico. Em 20 de novembro de 2025, a Heritage Auctions vendeu o Superman nº 1 por US$ 9,12 milhões, o que fez dele a HQ mais cara já leiloada no mundo.

O comprador, mais um colecionador que preferiu o anonimato, levou para casa um dos itens mais raros dos quadrinhos.

O recorde anterior também era do Superman. Até então, a marca pertencia a um exemplar do Action Comics nº 1, de 1938, com a estreia do herói, vendido em 2024 por US$ 6 milhões, igualmente pela Heritage.

Em pouco mais de um ano, o teto do mercado de gibis saltou de 6 para mais de 9 milhões de dólares.

Para os três irmãos, o leilão mudou tudo. Uma herança que estava esquecida no sótão se transformou em uma quantia capaz de mudar a vida de uma família inteira.

O que começou como a tarefa pesada de esvaziar a casa da mãe terminou como um dos maiores achados da história do colecionismo.

Por que colecionadores pagam milhões por um gibi

O preço pode parecer absurdo, mas tem lógica de mercado. Para colecionadores, um gibi do Superman nº 1 é um item de arte e história ao mesmo tempo, com oferta minúscula e procura enorme.

Quando raridade, estado impecável e a aura de um ícone se juntam, o valor dispara em leilão.

O Superman ajuda a explicar a febre. Como um dos personagens mais conhecidos do planeta, ele transforma sua primeira revista solo em um símbolo cultural, não apenas em papel impresso.

Comprar esse gibi é, para muita gente rica, levar para casa um pedaço do início de toda a indústria de super-heróis.

No Brasil, a paixão por gibis também é forte, ainda que em outra escala. Gerações cresceram lendo quadrinhos em bancas de jornal, e o colecionismo de revistas antigas tem público fiel por aqui.

A história do achado no sótão lembra que, às vezes, o item mais valioso de uma casa está escondido numa caixa que ninguém olhava havia anos.

E você, ainda guarda gibis antigos em casa?

A história dos três irmãos prova que um simples gibi pode valer uma fortuna: o Superman nº 1, de 1939, achado no sótão da mãe falecida em San Francisco, virou a HQ mais cara do mundo ao ser arrematado por US$ 9,12 milhões em leilão da Heritage, comprado por um colecionador anônimo.

E você, será que tem algum gibi antigo guardado numa caixa esquecida, herdado de pais ou avós? Conta aqui nos comentários qual quadrinho marcou a sua infância e se você teria coragem de leiloar uma raridade dessas ou guardaria para sempre na família.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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