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Mercado de trabalho surpreende: desemprego cai a 5,6%, bate mínima histórica para maio, renda dos brasileiros cresce e número de trabalhadores subutilizados atinge o menor patamar já registrado pelo IBGE

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 27/06/2026 às 01:21 Atualizado em 27/06/2026 às 01:23
Homem segura carteira de trabalho em primeiro plano, em imagem que representa a queda do desemprego e o avanço do mercado de trabalho no Brasil.
Imagem de carteira de trabalho em destaque simboliza o recuo do desemprego para 5,6% e a melhora dos indicadores do mercado de trabalho brasileiro.
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Pesquisa revela avanço do mercado de trabalho brasileiro, aumento anual da renda e redução do número de pessoas que desistiram de procurar emprego.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE.

O resultado representa o menor índice registrado para um trimestre terminado em maio desde o início da série histórica, em 2012.

Os números foram apresentados em 26 de junho de 2026, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua.

A taxa permaneceu estatisticamente estável diante dos 5,8% observados no trimestre encerrado em fevereiro de 2026.

Na comparação anual, entretanto, houve redução de 0,6 ponto percentual. Entre março e maio de 2025, o desemprego estava em 6,2%.

Brasil tem 6,1 milhões de pessoas desempregadas

O trimestre encerrado em maio contabilizou 6,1 milhões de pessoas desempregadas no país.

A quantidade permaneceu estável diante dos 6,2 milhões observados no trimestre anterior.

A comparação com o mesmo período de 2025, por outro lado, revelou uma queda de 9,3%.

Essa redução representa 624 mil pessoas a menos procurando uma oportunidade de trabalho em apenas um ano.

Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a estabilidade trimestral possui um componente sazonal.

A mínima histórica, contudo, demonstra que o mercado mantém sua capacidade estrutural de absorver novos trabalhadores.

População ocupada chega a 102,7 milhões

A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio.

O mercado incorporou 558 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o crescimento chegou a 840 mil pessoas.

O nível de ocupação, dessa maneira, ficou em 58,6%.

Esse indicador representa a proporção de pessoas empregadas entre aquelas que possuem idade suficiente para trabalhar.

A força de trabalho brasileira chegou a 108,8 milhões de pessoas.

Esse grupo reúne trabalhadores ocupados e brasileiros que permanecem procurando emprego.

Subutilização atinge menor nível da história

A taxa de subutilização caiu para 13,3%, alcançando o menor nível já registrado pelo IBGE.

O indicador estava em 14,1% no trimestre anterior. No mesmo período de 2025, o índice havia atingido 14,9%.

A população subutilizada, consequentemente, recuou para 15,1 milhões de pessoas.

O grupo inclui desempregados, trabalhadores com poucas horas disponíveis e pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuravam uma vaga.

O número de brasileiros trabalhando menos horas do que desejavam chegou a 4,1 milhões, com redução trimestral de 5,7%.

William Kratochwill avalia que o contingente disponível para ser absorvido pelo mercado está diminuindo.

A menor oferta de trabalhadores pode aumentar a pressão por melhores salários e condições profissionais.

Quantidade de desalentados também recua

A população desalentada somou 2,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio.

Esse grupo reúne brasileiros que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma oportunidade.

O contingente caiu 10,2% no trimestre e 14,6% na comparação anual.

A taxa de desalento, diante desse cenário, recuou para 2,2%. No mesmo período de 2025, o indicador estava em 2,6%.

A população fora da força de trabalho chegou a 66,5 milhões de pessoas.

Esse grupo permaneceu estável no trimestre, porém cresceu 1,7% em um ano, com 1,1 milhão de pessoas adicionais.

Informalidade ainda alcança 38,3 milhões

A informalidade permaneceu elevada, apesar da melhora observada nos principais indicadores do mercado.

O país contabilizou 38,3 milhões de trabalhadores informais. A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada.

Os empregados com carteira assinada somaram 39,3 milhões.

Os trabalhadores sem carteira chegaram a 13,4 milhões, enquanto os profissionais por conta própria totalizaram 26 milhões.

O trabalho doméstico reuniu 5,4 milhões de pessoas. Esse grupo, entretanto, perdeu 328 mil trabalhadores em um ano.

Renda média dos trabalhadores chega a R$ 3.726

O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio.

O valor permaneceu estável diante do trimestre anterior, porém apresentou crescimento aproximado de 4% na comparação anual.

A massa total de rendimentos atingiu R$ 377,7 bilhões.

O setor de transporte, armazenagem e correios ampliou a ocupação em 3%, incorporando 177 mil trabalhadores.

Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais cresceram 3,1%, com 591 mil ocupados adicionais.

Os dados do IBGE, portanto, revelam desemprego historicamente baixo, menor subutilização e crescimento anual da renda dos trabalhadores brasileiros.

A melhora do mercado de trabalho já pode ser percebida nas oportunidades e nos salários oferecidos em sua região? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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