Pesquisa revela avanço do mercado de trabalho brasileiro, aumento anual da renda e redução do número de pessoas que desistiram de procurar emprego.
O resultado representa o menor índice registrado para um trimestre terminado em maio desde o início da série histórica, em 2012.
Os números foram apresentados em 26 de junho de 2026, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua.
-
Gigante chinesa do e-commerce avisa que robôs vão substituir 700 mil entregadores “mais cedo ou mais tarde”, enquanto veículos autônomos de delivery avançam por 200 cidades e trabalhadores podem ser treinados para consertar as próprias máquinas que ocuparão suas rotas
-
Trump manda recado direto à Europa e promete tarifa de 100% para quem cobrar imposto digital de empresas americanas, em ameaça que pode atingir vinhos, acordos comerciais e muitos outros produtos
-
Enquanto comprar imóvel no Brasil virou sonho distante para milhões de famílias, brasileiros descobrem no Japão casas vazias e abandonadas à venda a partir de R$ 15 mil em bancos municipais criados para dar destino a 9 milhões de residências sem moradores em um país que envelhece, esvazia cidades e tenta repovoar bairros esquecidos
-
Mercado de trabalho em 2026 abre espaço para quem tem apenas ensino médio, e áreas como logística, varejo e construção civil seguem contratando sem exigir diploma universitário, enquanto cursos rápidos em empilhadeira, eletricidade predial e soldagem podem aumentar as chances de salário melhor
A taxa permaneceu estatisticamente estável diante dos 5,8% observados no trimestre encerrado em fevereiro de 2026.
Na comparação anual, entretanto, houve redução de 0,6 ponto percentual. Entre março e maio de 2025, o desemprego estava em 6,2%.
Brasil tem 6,1 milhões de pessoas desempregadas
O trimestre encerrado em maio contabilizou 6,1 milhões de pessoas desempregadas no país.
A quantidade permaneceu estável diante dos 6,2 milhões observados no trimestre anterior.
A comparação com o mesmo período de 2025, por outro lado, revelou uma queda de 9,3%.
Essa redução representa 624 mil pessoas a menos procurando uma oportunidade de trabalho em apenas um ano.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a estabilidade trimestral possui um componente sazonal.
A mínima histórica, contudo, demonstra que o mercado mantém sua capacidade estrutural de absorver novos trabalhadores.
População ocupada chega a 102,7 milhões
A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio.
O mercado incorporou 558 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o crescimento chegou a 840 mil pessoas.
O nível de ocupação, dessa maneira, ficou em 58,6%.
Esse indicador representa a proporção de pessoas empregadas entre aquelas que possuem idade suficiente para trabalhar.
A força de trabalho brasileira chegou a 108,8 milhões de pessoas.
Esse grupo reúne trabalhadores ocupados e brasileiros que permanecem procurando emprego.
Subutilização atinge menor nível da história
A taxa de subutilização caiu para 13,3%, alcançando o menor nível já registrado pelo IBGE.
O indicador estava em 14,1% no trimestre anterior. No mesmo período de 2025, o índice havia atingido 14,9%.
A população subutilizada, consequentemente, recuou para 15,1 milhões de pessoas.
O grupo inclui desempregados, trabalhadores com poucas horas disponíveis e pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuravam uma vaga.
O número de brasileiros trabalhando menos horas do que desejavam chegou a 4,1 milhões, com redução trimestral de 5,7%.
William Kratochwill avalia que o contingente disponível para ser absorvido pelo mercado está diminuindo.
A menor oferta de trabalhadores pode aumentar a pressão por melhores salários e condições profissionais.
Quantidade de desalentados também recua
A população desalentada somou 2,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio.
Esse grupo reúne brasileiros que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma oportunidade.
O contingente caiu 10,2% no trimestre e 14,6% na comparação anual.
A taxa de desalento, diante desse cenário, recuou para 2,2%. No mesmo período de 2025, o indicador estava em 2,6%.
A população fora da força de trabalho chegou a 66,5 milhões de pessoas.
Esse grupo permaneceu estável no trimestre, porém cresceu 1,7% em um ano, com 1,1 milhão de pessoas adicionais.
Informalidade ainda alcança 38,3 milhões
A informalidade permaneceu elevada, apesar da melhora observada nos principais indicadores do mercado.
O país contabilizou 38,3 milhões de trabalhadores informais. A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada.
Os empregados com carteira assinada somaram 39,3 milhões.
Os trabalhadores sem carteira chegaram a 13,4 milhões, enquanto os profissionais por conta própria totalizaram 26 milhões.
O trabalho doméstico reuniu 5,4 milhões de pessoas. Esse grupo, entretanto, perdeu 328 mil trabalhadores em um ano.
Renda média dos trabalhadores chega a R$ 3.726
O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio.
O valor permaneceu estável diante do trimestre anterior, porém apresentou crescimento aproximado de 4% na comparação anual.
A massa total de rendimentos atingiu R$ 377,7 bilhões.
O setor de transporte, armazenagem e correios ampliou a ocupação em 3%, incorporando 177 mil trabalhadores.
Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais cresceram 3,1%, com 591 mil ocupados adicionais.
Os dados do IBGE, portanto, revelam desemprego historicamente baixo, menor subutilização e crescimento anual da renda dos trabalhadores brasileiros.
A melhora do mercado de trabalho já pode ser percebida nas oportunidades e nos salários oferecidos em sua região? Deixe sua opinião!
