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Cientistas criam roupa íntima inteligente que mede quantas vezes uma pessoa solta gases por dia e estudo revela média surpreendente para o entendimento de um dos fenômenos mais comuns e menos estudados do corpo humano

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 10/03/2026 às 21:30
Cientistas criam roupa íntima inteligente que mede quantas vezes uma pessoa solta gases por dia e estudo revela média surpreendente
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Pesquisadores dos Estados Unidos testam sensor preso à roupa íntima para medir gases liberados ao longo do dia e descobrem que pessoas podem soltar gases dezenas de vezes sem perceber, criando um novo campo de estudo sobre o funcionamento do intestino

Uma experiência curiosa dentro de um laboratório universitário acabou abrindo caminho para uma das pesquisas mais inusitadas da ciência moderna. Pesquisadores criaram uma roupa íntima inteligente capaz de registrar quando uma pessoa solta gases.

O objetivo não é fazer piada. A ideia é responder uma pergunta que a medicina ainda não consegue explicar com precisão: quantas vezes por dia uma pessoa solta gases normalmente.

O resultado inicial surpreendeu até os próprios cientistas.

Durante os primeiros testes, voluntários jovens e saudáveis soltaram gases em média 32 vezes por dia. Em alguns casos o número foi muito menor. Em outros, quase dobrou.

E tudo começou com um teste improvisado dentro de um laboratório.

Um sensor que transformou uma roupa íntima inteligente criado para estudar bactérias acabou revelando um fenômeno que ninguém conseguiu medir na vida real

A história começou quando o microbiologista Brantley Hall, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, tentava medir gases produzidos por microrganismos do intestino humano.

O equipamento não funcionava como esperado dentro do ambiente de laboratório. Frustrados, os pesquisadores resolveram tentar algo diferente.

Eles retiraram o sensor do equipamento e decidiram testar se ele conseguiria detectar gases liberados pelo próprio corpo humano.

Hall colocou o sensor na roupa íntima inteligente e fez um teste simples. O resultado foi imediato.

O aparelho captou um sinal muito forte, mostrando que seria possível registrar gases humanos com precisão. A partir desse momento nasceu a ideia de criar uma peça de roupa íntima com sensor acoplado.

O dispositivo do tamanho de uma moeda consegue registrar quando o corpo libera gases ao longo do dia inteiro

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores é pequeno e discreto.

O sensor tem aproximadamente o tamanho de uma moeda e pode ser preso à roupa íntima comum. Ele registra a presença de hidrogênio liberado nos gases intestinais.

Esse detalhe permite que o aparelho identifique quando o corpo está liberando gases, mesmo que a pessoa não perceba.

Nos primeiros testes, voluntários universitários usaram o sensor durante suas atividades normais do dia a dia.

Os resultados chamaram atenção.

Algumas pessoas soltaram gases apenas quatro vezes por dia, enquanto outras chegaram a 59 episódios diários.

Segundo os pesquisadores, isso mostra que ainda não existe um número considerado normal. A ciência simplesmente nunca conseguiu medir esse fenômeno fora de ambientes hospitalares.

Cientistas descobriram três perfis curiosos de pessoas quando o assunto é gases intestinais

Durante os testes iniciais, os pesquisadores perceberam que as pessoas parecem se encaixar em três grupos principais.

Um deles é formado por quem quase não solta gases, mesmo após consumir alimentos ricos em fibras. Os cientistas chamaram esse grupo de digestores tranquilos.

No outro extremo estão pessoas que produzem muito mais gases. Esses voluntários liberaram gases com frequência muito maior ao longo do dia.

Entre esses dois extremos está o grupo intermediário, que representa a maioria das pessoas analisadas até agora.

O curioso é que a medicina ainda não possui um número oficial considerado normal, algo que já existe para outros indicadores do corpo humano, como frequência cardíaca ou níveis de colesterol.

Segundo os pesquisadores, esse vazio de dados chamou atenção.

Mesmo em pleno avanço da ciência, ainda não existe um mapa claro sobre a produção de gases no corpo humano.

Um projeto global começou a recrutar voluntários para criar o primeiro grande mapa mundial dos gases humanos

Para tentar responder essa pergunta, os pesquisadores criaram um projeto chamado Human Flatus Atlas.

A ideia é simples e ao mesmo tempo ambiciosa. Voluntários usam o sensor preso à roupa íntima durante vários dias seguidos.

O dispositivo funciona praticamente o tempo todo, com uma pequena pausa diária para carregar enquanto a pessoa toma banho.

Durante esse período, os participantes também registram o que comem por meio de um aplicativo no celular.

Assim, os cientistas conseguem observar se determinados alimentos aumentam ou reduzem a produção de gases.

Segundo os pesquisadores, ainda não existe uma resposta clara para várias perguntas curiosas.

Uma delas é especialmente intrigante.

As pessoas soltam gases durante o sono?

Até hoje ninguém conseguiu medir isso com precisão.

Interesse inesperado do público mostra que o tema desperta curiosidade global

Mesmo sendo um assunto cercado por tabus, o projeto despertou um interesse enorme.

As primeiras 800 peças de roupa íntima inteligente para voluntários se esgotaram rapidamente. Mais de 3.500 pessoas demonstraram interesse em participar da pesquisa.

A equipe responsável precisou interromper temporariamente as inscrições enquanto novos sensores são produzidos.

O projeto também inspirou a criação de uma startup chamada Ventoscity. A empresa pretende, então, ajudar fabricantes de suplementos de fibras a entender melhor como seus produtos afetam a produção de gases no intestino.

Segundo os pesquisadores, a reação do público foi inesperada.

Mesmo sendo um tema pouco discutido abertamente, muita gente demonstrou curiosidade em entender melhor o próprio funcionamento do corpo.

A iniciativa acabou revelando algo curioso sobre a ciência moderna. Mesmo em um mundo cheio de tecnologia e pesquisas avançadas, algumas perguntas simples do cotidiano ainda permanecem sem resposta clara.

E uma delas pode, assim, estar acontecendo exatamente agora, sem que ninguém perceba.

O que você acha dessa pesquisa curiosa? Você acredita que a ciência deveria estudar mais o funcionamento cotidiano do corpo humano? Conte sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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