Criada há mais de 10 anos nos fundos de casa, em Colombo, a ecobarreira de Diego Saldanha segura resíduos no rio Atuba, encaminha lixo para descarte adequado e inspirou projetos em outros estados
Mais de 40 toneladas de lixo já foram retiradas do rio Atuba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, graças à ecobarreira criada pelo ativista ambiental Diego Saldanha. O sistema, desenvolvido há mais de 10 anos, impede que resíduos sigam pela água e ajuda a reduzir danos ao meio ambiente.
Ecobarreira nasceu nos fundos de casa, em Colombo
A iniciativa começou depois que Diego Saldanha passou a ver, repetidas vezes, quilos de lixo descendo pelo rio Atuba, que passa nos fundos de sua casa. Diante da cena, ele decidiu buscar uma forma simples de barrar os resíduos.
Vendedor autônomo de frutas, Diego pesquisou alternativas até chegar à ideia da ecobarreira flutuante. Segundo ele, o sistema não interfere na vida aquática e funciona para reter o lixo que nunca deveria estar no rio.
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A motivação também veio de uma promessa feita aos filhos. Diego costumava contar que, quando era mais novo, podia nadar no rio, em uma época em que a água era mais limpa e fazia parte de suas lembranças de infância.

Mais de 40 toneladas de resíduos deixaram de seguir pelo rio
Desde a criação da ecobarreira, mais de 40 toneladas de lixo já foram removidas do rio Atuba. Os resíduos recolhidos são encaminhados para projetos de reciclagem ou para descarte adequado.
Na prática, o sistema impede que materiais descartados de forma irregular continuem sendo carregados pela água. Com isso, o lixo deixa de alcançar outros pontos da natureza e de ampliar os impactos ambientais.
A solução se destaca por ser simples, barata e possível de ser mantida por Diego nos horários de folga. O trabalho, que começou como uma resposta local ao problema, ganhou visibilidade pelo volume de resíduos retirados.
Ideia foi replicada em outros estados do Brasil
A ecobarreira criada por Diego também passou a inspirar ações fora do Paraná. Alguns estados já replicaram a ideia, entre eles o Pará, que recebeu a COP30 em 2025.
Diego viajou ao estado para auxiliar na instalação de duas estruturas: uma em Benevides e outra em Belém, cidade-sede do evento climático. No Pará, o projeto passou a ser mantido pelo poder público, responsável pela retirada do lixo acumulado.
Para Diego, ver uma solução criada nos fundos de casa ser aplicada em outras regiões do país mostra como uma atitude individual pode servir de exemplo para ações ambientais maiores.

Descarte irregular pode gerar multa a partir de R$ 5 mil
Diego também usa o perfil @ecobarreiradiegosaldanha, no Instagram, para mostrar o trabalho feito no rio e orientar a população sobre o descarte correto de resíduos volumosos.
Em uma publicação, ao encontrar um colchão, ele acionou o secretário de Meio Ambiente para solicitar a retirada adequada do material. A orientação é que cidadãos procurem o serviço responsável pela coleta desse tipo de resíduo.
Itens como colchões, sofás, móveis e eletrodomésticos podem acabar em rios, córregos, terrenos baldios e áreas verdes quando descartados de forma irregular. Segundo o alerta citado no material, a multa para esse tipo de infração pode começar em R$ 5 mil.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas no material-base sobre Diego Saldanha e a ecobarreira do rio Atuba, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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