Ford encerra produção de veículos no país e família Ka e o SUV EcoSport já não aparecem mais no site da multinacional no Brasil deixando o mercado em definitivo com o fim dos estoques
Acaba de acontecer o último capítulo do fim da produção da Ford no país, anunciado em janeiro. Na última sexta-feira (02/04),o veículos Ka, Ka Sedan e EcoSport não aparecem mais no site da multinacional e oficialmente saíram de linha no Brasil. Agora, o Ford mais barato do Brasil é a picape Ranger, que parte de R$ 166.790 na versão XL Cabine Simples 2.2 Diesel 4×4 manual. Após montadoras paralisarem fabricação de veículos em 29 fábricas no Brasil, Volkswagen e Toyota retornam produção no país.
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Vale reforçar que a Ford não deixou de vender carros aqui no Brasil: ela passa a oferecer apenas modelos importados, como Ranger, Territory e Mustang, além dos próximos lançamentos anunciados Bronco, Transit e Mustang Mach 1.
A Fenabrave ainda não divulgou os números de vendas em março, mas, tanto Ka, como EcoSport, estavam em queda livre nos emplacamentos, fruto de estoques cada vez menores e de desconfiança do consumidor, apreensivo com possíveis desalorizações mais altas.
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O próximo Ford que vem por aí
O Ford Bronco teve seu lançamento no Brasil confirmado para maio, disponível em três carrocerias (Bronco 2 portas, Bronco 4 portas e Bronco Sport). Ele deverá chegar inicialmente na configuração Bronco Sport, com motores turbo.
Está confirmado também o Mustang Mach 1, uma edição limitada com motor V8 de 486 cv desenvolvida para as pistas. Vale lembrar que já estava prevista também a chegada da linha Transit, anunciada recentemente, com produção no Uruguai.
Depois da Ford, as multinacionais Renault e Nissan podem fechar suas fábricas no Brasil e indústria automotiva pode entrar em colapso no país
Após a saída da montadora Ford do Brasil, a crise global de suprimentos e a pandemia fez fábricas de automóveis como Chevrolet, Honda, Audi (Volkswagen), Scania, Volvo e Mercedes-Benz suspenderem também a produção de veículos. Agora, segundo a informação passada pelo Carlos Ghosn, as multinacionais Renault e Nissan podem fechar suas fábricas no Brasil e indústria automotiva pode entrar em colapso no país.
O mercado brasileiro de automóveis caiu de 4 milhões de unidades/ano, para apenas 2 milhões, disse o ex-presidente da Nissan Ghosn.
“Os mais fracos vão sair do Brasil, o que sempre acontece em grandes crises. Dentre os mais fracos, cito a Aliança (entre Nissan e Renault), porque para competir no Brasil é preciso ter uma montadora forte, com vontade de superar os ciclos específicos da economia local, e, se a empresa não tem essa vontade, vai ficar o tempo inteiro saindo e entrando do país, demitindo e contratando, parando e retornando. Esse stop and go é muito ruim para a marca e para os empregados”, afirma Ghosn.

