No Alto da Serra, em São José dos Pinhais, cerca de 300 famílias passam em frente de casa e precisam descer a BR-277 até o retorno mais próximo, em Morretes, pagando R$ 24 de pedágio. Os moradores pedem a volta do retorno que havia ali, fechado meses atrás.
Os moradores do Alto da Serra, em São José dos Pinhais, no Paraná, são obrigados todos os dias a pagar R$ 24 de pedágio e a descer cerca de 16 quilômetros por uma serra para conseguir chegar em casa. Isso acontece porque os retornos mais próximos do bairro foram bloqueados, e o único disponível fica lá embaixo, no quilômetro 41, já em Morretes. Eles passam em frente à própria casa, mas não conseguem entrar.
Segundo a reportagem da Record, exibida pelo Balanço Geral, cerca de 300 famílias vivem essa rotina desde que os retornos foram fechados. O retorno operacional que existia no quilômetro 49 foi desativado no começo do ano passado, e outro ponto, no quilômetro 56, acabou totalmente bloqueado. Acompanhada pela repórter Thaí Travençol, a comunidade pede que o antigo retorno seja restabelecido.
O drama dos moradores que passam em frente de casa
A rotina dos moradores do Alto da Serra tem um detalhe que beira o absurdo.
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Segundo a reportagem da Record, eles passam todos os dias em frente ao portão da própria casa, mas não conseguem entrar, porque não há retorno ali.
Para voltar, precisam seguir adiante, descer a Serra do Mar e só então fazer o contorno, em um trajeto que, somando ida e volta, se aproxima de 40 quilômetros por dia.
O problema vai muito além da distância.
De acordo com o Balanço Geral, quando há um acidente na serra, a volta para casa pode levar horas, e já houve quem ficasse preso na estrada até a madrugada.
Os moradores relatam cansaço com o pedágio para ir trabalhar, com os riscos do trecho e com o tempo perdido, e contam que até uma criança chegou a passar mal no caminho.
Por que os retornos perto do bairro foram bloqueados
A comunidade reúne cerca de 300 famílias que dependem de serviços fora do bairro.
Conforme a reportagem, são moradores que precisam ir a escolas, bancos, mercados e farmácias, em geral no bairro Borda do Campo ou no centro de São José dos Pinhais.
Para isso, porém, eles enfrentam um pedágio de R$ 24 dentro da cidade e ainda 16 quilômetros até conseguir fazer o retorno.
O cenário piorou com o fechamento dos retornos mais próximos.
Segundo a Record, no quilômetro 56 havia um retorno usado pelos moradores, ainda que não fosse considerado seguro, e ele foi totalmente bloqueado.
Mais adiante, no quilômetro 49, existia um retorno operacional, fechado no começo do ano passado.
Sem essas opções, a alternativa mais próxima passou a ficar lá embaixo, no quilômetro 41, já em Morretes.
16 km de serra, pedágio e risco na BR-277
A equipe da Record refez o trajeto que os moradores encaram diariamente pela BR-277.
De acordo com a reportagem, depois de passar pelo pedágio, não havia retorno nem no quilômetro 56 nem no 49, o que obrigou a seguir descendo a serra por mais alguns quilômetros, em meio à neblina, a trechos em obras e a vários caminhões na pista, até o quilômetro 41, em Morretes, onde finalmente foi possível dar a volta.
Para os moradores, o desvio cobra um preço alto.
Eles afirmam que empurrar o retorno para um trecho de serra aumenta o risco de acidentes e que, em uma emergência, uma ambulância do SAMU demoraria bem mais para chegar e sair.
No campo financeiro, um morador estimou que, somando pedágio e combustível para essa ida e volta, o gasto chega a cerca de R$ 80 por dia.
O que os moradores pedem e o impasse do pedágio
O pedido dos moradores é direto, eles querem o retorno de volta.
Segundo a reportagem, muitos dizem se sentir abandonados, já que moraram a vida toda no local sem pagar pedágio e, com o fechamento do retorno, passaram a arcar com a tarifa e com o desvio.
A própria Record defendeu que o caso exige uma intervenção do governo do estado junto às concessionárias de pedágio.
Entre as saídas levantadas, está um acordo específico para os lindeiros.
A reportagem sugeriu, por exemplo, a criação de uma tag diferenciada, que isente do pagamento os moradores que precisam apenas descer e subir para fazer o retorno, embora o ideal apontado seja restabelecer o retorno antigo.
O programa chegou a estimar, no ar, que o custo extra passaria de R$ 2 mil por mês para algumas famílias.
Vale registrar que o material ouviu os moradores, mas não traz o posicionamento da concessionária nem dos órgãos responsáveis.
O caso do Alto da Serra mostra como uma simples mudança em um retorno de rodovia pode virar um problema diário para centenas de famílias.
Entre o pedágio de R$ 24, os 16 quilômetros de descida pela serra e o risco do trecho, os moradores cobram uma solução que devolva o acesso que tinham antes.
Por enquanto, a situação segue sem definição, com a palavra final dependendo do poder público e das concessionárias.
E você, já passou por uma situação parecida, tendo que pagar pedágio ou dar voltas enormes para chegar em casa? Acha que os moradores do Alto da Serra têm razão no que pedem? Deixe sua opinião nos comentários, com respeito às diferentes visões, e compartilhe esta matéria com quem conhece a realidade da Serra do Mar e da BR-277.


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