Projetado em 1990, o Hubble Space Telescope — famoso observatório orbital — está perdendo altitude e deve entrar na atmosfera da Terra entre 2029 e 2033, segundo análises da NASA; enquanto isso, ainda contribui com imagens importantes do espaço.
O Hubble Space Telescope, um dos telescópios espaciais mais icônicos já construídos, enfrenta um fim gradual de sua missão em órbita terrestre baixa.
A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) estima que, sem uma missão de reboost (reposição de altitude), o observatório pode reentrar na atmosfera da Terra entre 2029 e 2033, possivelmente se desintegrando ou deixando fragmentos ao atingir o solo.
A previsão surge após mais de três décadas de contribuições científicas, desde a sua missão de lançamento em 1990, e coloca em foco o desafio de lidar com tecnologia espacial envelhecida e os riscos associados à sua queda.
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O que significa a reentrada do Hubble?
Hubble orbita a Terra a cerca de 580 quilômetros de altitude desde sua instalação, mas o atrito com a atmosfera superior faz sua órbita decair com o tempo.
Especialistas explicam que, sem a realização de uma missão para elevar sua posição — algo que dependia de ônibus espaciais agora aposentados — a tendência é que o telescópio perca altitude progressivamente até não conseguir mais sustentar sua órbita.
A reentrada descontrolada significa que partes do Hubble poderão aquecer e se fragmentar ao atingir a atmosfera, resultando na queima de grande parte de sua estrutura.
Componentes mais robustos podem, em teoria, chegar ao solo como detritos, embora o risco para a população seja considerado estatisticamente baixo.
Por que o Hubble está se aproximando da Terra?
O telescópio foi lançado e colocado em órbita com a ajuda de ônibus espaciais que faziam manutenção e ajustes de trajetória.
Após o fim desses programas em 2009, o instrumento ficou sem uma forma regular de subir sua órbita.
Com o tempo, a atmosfera superior da Terra exerce resistência até mesmo em órbitas altas, reduzindo lentamente a altitude de Hubble.
Essa “perda de altitude” acelera conforme o Sol aquece a atmosfera, expandindo-a e aumentando o atrito sobre o objeto em órbita.
Embora a discussão sobre sua reentrada ocupe espaço nas análises atuais, o Hubble permanece ativo e continua a fornecer dados valiosos sobre galáxias, estrelas e o universo distante.
Desde sua primeira missão em 1990, o observatório já realizou milhões de observações, ajudando astrônomos a avançar em estudos sobre a expansão do cosmos, a formação de galáxias e buracos negros, entre outros temas.
O que dizem os especialistas
A NASA e pesquisadores monitoram continuamente a altitude e a trajetória de Hubble para refinar as projeções sobre sua reentrada.
Mesmo que a entrada na atmosfera esteja prevista para a década de 2030, não há uma data exata e a previsão pode variar de acordo com a atividade solar e outras condições espaciais.
Enquanto o Hubble caminha para o fim de sua missão orbital, a NASA e outras agências investem em telescópios espaciais mais modernos.
Programas como o Habitable Worlds Observatory — projetado para observar exoplanetas e potenciais sinais de vida — estão em desenvolvimento e poderão continuar expandindo nossa compreensão do universo após o Hubble.
Apesar da previsão de reentrada ainda distante, especialistas destacam a necessidade de modelos mais precisos para garantir segurança e avaliar como gerenciar destroços de grandes satélites no futuro.
Nesse meio tempo, a comunidade científica segue usando os dados de Hubble para avançar pesquisas e apoiar a próxima geração de observatórios espaciais.
Fonte: Olhar Digital

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