Novas autorizações para Costa Rica, México e Nicarágua ampliam o alcance do agronegócio brasileiro, que chegou a 616 aberturas de mercado desde 2023, enquanto a missão do Mapa na China reforçou diálogos sobre comércio, fertilizantes, tecnologia agrícola, sustentabilidade e cooperação bilateral
Aberturas para caqui, ração para aves ornamentais e tartarugas, além de amendoim sem casca, elevam a 616 mercados desde 2023, enquanto missão do Mapa trata de comércio, fertilizantes, sustentabilidade e cooperação técnica com a China, principal parceiro comercial global do setor.
O agronegócio brasileiro chegou a 616 aberturas de mercado desde o início de 2023 após novas autorizações para vender produtos à Costa Rica, ao México e à Nicarágua, em avanço anunciado pelo governo brasileiro e articulado pelo Mapa e pelo MRE.
A medida amplia portas para produtos específicos, diversifica destinos comerciais e fortalece a presença brasileira em países que já compram volumes relevantes. Para exportadores, cada autorização reduz barreiras e cria possibilidades de venda externa.
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Agronegócio brasileiro ganha três frentes na América Latina
Na Costa Rica, o Brasil obteve abertura de mercado para exportar caqui. O país comprou, em 2025, mais de US$ 137 milhões em produtos agropecuários brasileiros, o que mostra relação comercial ativa antes da nova autorização.
No México, as autoridades locais aprovaram a exportação brasileira de ração para aves ornamentais e tartarugas. O mercado mexicano é o maior entre os três citados: em 2025, recebeu mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários do Brasil.
A Nicarágua autorizou a entrada de amendoim sem casca. No ano passado, as exportações agropecuárias brasileiras ao país somaram mais de US$ 73 milhões, com destaque para milho, arroz, sementes, produtos florestais e rações.
Os dados mostram a diferença entre os mercados. O México aparece como destino de grande escala, enquanto Costa Rica e Nicarágua representam oportunidades concentradas para produtos com demanda específica.

China concentra agenda de comércio e cooperação
Paralelamente às novas aberturas, André de Paula encerrou missão à China com reuniões em Pequim nesta quarta-feira (20). A agenda incluiu encontros com o Ministério do Comércio, MOFCOM, e com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, MARA.
No MOFCOM, André de Paula reuniu-se com o vice-ministro Jiang Chenghua e afirmou que escolheu a China como destino de sua primeira viagem internacional por reconhecer sua importância como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro.
Jiang Chenghua destacou que o Brasil é o principal fornecedor chinês de carne, soja, algodão, açúcar e frango. Citou investimentos chineses no Brasil em infraestrutura, melhoramento de sementes e tecnologia agrícola.
Sustentabilidade e tecnologia entram na pauta
No MARA, André de Paula reuniu-se com o ministro Zhang Zhu. A conversa abordou a trajetória diplomática entre Brasil e China, iniciada em 1974, e o avanço recente da cooperação bilateral sob os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping.
A delegação apresentou programas do Mapa ligados à produção sustentável, inovadora e de baixa emissão de carbono. Foram citados o Plano ABC+, o Programa Nacional de Bioinsumos e ações da Embrapa em pesquisa, inovação e transferência de tecnologia.
A agenda também tratou de biotecnologia, segurança alimentar, modernização agrícola e sustentabilidade. Ao combinar novas autorizações na América Latina com diálogo estratégico na China, o agronegócio brasileiro reforça cooperação técnica.
Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O conteúdo contou com apoio de ferramentas de IA na organização editorial e passou por revisão humana antes da publicação.

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