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Após trabalhar como garçom por dez anos, ele pegou R$ 500 emprestados do irmão, criou filas de 40 minutos com um carrinho de açaí na rua e hoje comanda uma fazenda de 600 mil pés no Pará e uma rede de R$ 45 milhões

Publicado em 15/06/2026 às 23:54
Atualizado em 15/06/2026 às 23:58
Com R$ 500 emprestados, Franklin Vieira criou a rede de açaí Puro.Açaí, hoje com 82 lojas de franquia, fazenda no Pará e faturamento de R$ 45 milhões.
Com R$ 500 emprestados, Franklin Vieira criou a rede de açaí Puro.Açaí, hoje com 82 lojas de franquia, fazenda no Pará e faturamento de R$ 45 milhões.
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Franklin Vieira fundou a marca de açaí Puro.Açaí em 2011, em Fortaleza, e hoje soma 82 unidades em sete estados, com fazenda de 1.250 hectares no Pará e fábrica própria. As metas maiores, de 100 lojas e R$ 51 milhões neste ano, ainda são projeções da empresa.

Depois de dez anos como garçom, Franklin Vieira pegou R$ 500 emprestados do irmão, colocou açaí em um carrinho de rua, formou uma fila de 40 minutos e hoje comanda uma rede que fatura R$ 45 milhões, com uma fazenda de 600 mil pés no Pará. Segundo o material do PEGN, a trajetória e os números do negócio foram detalhados pelo próprio empreendedor, hoje com 44 anos, que transformou a venda de tapioca e pastel em uma rede de franquias com 82 unidades.

A virada veio quando a fruta entrou no cardápio do carrinho em Fortaleza. Pela conta de Franklin, a Puro.Açaí foi fundada em 2011 e cresceu até as atuais 82 unidades em sete estados, sustentada por uma fazenda no Baixo Tocantins, no Pará, e por uma fábrica própria, em uma operação verticalizada ao lado da esposa e sócia, Ana Paula Vieira. As ambições para 2026 e para 2030, porém, ainda são projeções da empresa.

Do carrinho de tapioca à fila de 40 minutos com açaí

O ponto de partida foi a troca de uma profissão por um carrinho de lanches. Aos 30 anos, após uma década como garçom, Franklin decidiu empreender com um carrinho em Fortaleza, que vendia tapioca pela manhã e pastel à tarde. A guinada veio quando o açaí entrou no cardápio, depois de ele provar a versão da fruta misturada com xarope de guaraná e concluir que poderia fazer algo de qualidade acima do que via no mercado da região.

O novo produto criou fila e logo virou o foco do negócio. Com R$ 500 emprestados do irmão, ele comprou polpas, testou receitas e começou a vender. “Começou a fazer fila e vendia muito mais que o pastel”, conta Franklin. Mesmo depois de direcionar o carrinho apenas para o açaí, a espera ainda passava dos 40 minutos, e, com o apoio de Ana Paula Vieira, hoje sua esposa e sócia, ele estruturou um quiosque que atraiu os primeiros interessados em franquear a marca.

A virada para franquias e a marca Puro.Açaí

Franklin e Ana Paulo Vieira, sócios da Puro.Açaí — Foto: Divulgação
Franklin e Ana Paulo Vieira, sócios da Puro.Açaí — Foto: Divulgação

O modelo de quiosque abriu caminho para o franchising. Já no processo de patentear a marca, o casal buscou consultorias e formatou a Puro.Açaí para franquias, abrindo a primeira unidade nesse modelo em 2012, mesmo ano em que montou uma loja própria. O crescimento da rede aconteceu de forma orgânica, e, para se diferenciar das concorrentes e oferecer condições melhores aos franqueados, os sócios decidiram verticalizar a operação.

https://redepuroacai.com/softs/
imagem: Puro.açai

Da primeira loja, a marca chegou a uma rede em sete estados. Fundada em 2011 em Fortaleza, a rede de franquias Puro.Açaí soma hoje 82 unidades, com modelos de loja de shopping e de rua, e prevê para o próximo semestre a inauguração da sua primeira unidade no formato de quiosque. O açaí com menos conservantes e mais sólidos virou a marca registrada da rede, voltada às classes A e B.

A fazenda de 600 mil pés no Pará e a verticalização

A verticalização ganhou corpo com a compra de uma área de cultivo. Em 2018, o casal adquiriu 1.250 hectares no Baixo Tocantins, no Pará, onde hoje estão plantados 600 mil pés de açaí, ao lado de uma fábrica para a produção do item final. O investimento ficou em torno de R$ 3,5 milhões, com o apoio de um banco regional.

A produção própria, porém, ainda é uma fatia do total. A fazenda responde atualmente por cerca de 25% do açaí utilizado pela empresa, enquanto o restante vem de pequenos produtores locais. A expectativa é que, até 2030, a produção própria chegue a cerca de 50% dos insumos, uma meta que depende do amadurecimento do cultivo e da estrutura no Pará.

A nova marca Marana e as metas para 2026

video: redes sociais da Puro.Açaí

O casal também abriu uma segunda frente no mercado de açaí. No ano passado, nasceu a Marana, voltada ao varejo e ao atacado, com preços mais competitivos para alcançar as classes C, D e E por meio de cremes de açaí, enquanto a Puro.Açaí mira o público das classes A e B. Por enquanto, a Marana opera no modelo de licenciamento, com oito unidades no Ceará.

Os números de 2025 sustentam planos ainda mais altos para o ano. Com cerca de 500 toneladas de açaí comercializadas em 2025, a Puro.Açaí faturou sozinha R$ 45 milhões no ano passado, e a previsão para 2026 é chegar a 100 lojas em operação e a um faturamento de R$ 51 milhões.

São metas, e não resultados confirmados, que dependem da continuidade da expansão, do desempenho da jovem marca Marana e de uma verticalização que, por ora, cobre apenas um quarto do açaí usado pela rede.

Com R$ 500 emprestados do irmão e um carrinho de rua em Fortaleza, Franklin Vieira construiu a Puro.Açaí, hoje uma rede de açaí com 82 unidades em sete estados e R$ 45 milhões de faturamento, apoiada por uma fazenda de 600 mil pés no Pará e fábrica própria.

Ao lado da esposa e sócia, Ana Paula Vieira, ele apostou na verticalização e em uma segunda marca, a Marana. As próximas metas, de 100 lojas e R$ 51 milhões em 2026, além de metade do açaí vindo da produção própria até 2030, são as projeções da empresa, e seguem dependentes de manter o ritmo de crescimento.

E você, apostaria em uma franquia de açaí como modelo de negócio, ou acha mais arriscado investir em uma rede que produz a própria fruta? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre empreendedorismo, com respeito às diferentes visões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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