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Estádio da abertura da Copa do Mundo preocupa por ficar em região que afunda até 2 cm por mês, enquanto vídeos mostram concreto solto no Azteca

Publicado em 20/05/2026 às 20:56
Atualizado em 20/05/2026 às 20:58
Assista o vídeoEstádio Azteca no México
Imagem: ProtoplasmaKid / Wikimedea Commons
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Vídeos feitos durante jogo da Liga MX mostraram fragmentos de concreto soltos em áreas do Estádio Azteca, reinaugurado em março, enquanto a Cidade do México enfrenta afundamento do solo monitorado pela NASA

A menos de um mês da Copa do Mundo de 2026, o Estádio Azteca, na Cidade do México, voltou a chamar atenção após vídeos mostrarem pequenos fragmentos de concreto soltos em áreas da estrutura. O estádio, reinaugurado em março após 22 meses de obras, receberá a abertura do torneio em 11 de junho, enquanto a capital mexicana enfrenta afundamento do solo monitorado pela NASA.

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Estádio Azteca terá abertura da Copa em meio a alerta visual

O jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026 está marcado para 11 de junho, no Estádio Azteca, também conhecido como Estádio Banorte.

O local tem mais de 60 anos de história e passou por uma grande renovação para receber o torneio.

A preocupação surgiu depois que imagens compartilhadas nas redes sociais, durante as quartas de final da Liga MX Clausura, mostraram pequenos pedaços de concreto soltos em diferentes pontos do estádio.

Os registros incluem áreas das arquibancadas que passaram por reforma recente. Em um dos vídeos, um torcedor recolhe um fragmento que teria se desprendido e comenta, em tom irônico: “Tenho uma lembrança do jogo.

Apesar da repercussão das imagens, não há registro de feridos. Também não houve, até o momento, manifestação de autoridades sobre o caso.

Estádio Azteca no México
Imagem: ProtoplasmaKid / Wikimedea Commons

Cidade do México tem afundamento de até 2 centímetros por mês

O alerta sobre o Estádio Azteca ocorre em um cenário mais amplo de subsidência do solo na Cidade do México.

Segundo análises da NASA, diferentes áreas da capital apresentam registros de afundamento de até 2 centímetros por mês.

Não está claro se os danos observados no estádio têm ligação direta com esse processo. O material disponível não confirma relação entre os fragmentos de concreto e o afundamento do solo.

Mesmo assim, a situação aumenta a atenção sobre a região às vésperas da Copa do Mundo de 2026, especialmente porque o estádio será palco do primeiro jogo da competição.

NASA monitora a região com radar de alta precisão

A NASA passou a acompanhar a região da Cidade do México, incluindo o entorno do Estádio Azteca, com satélites de radar de alta precisão.

O monitoramento utiliza o sistema NISAR, capaz de detectar deslocamentos extremamente pequenos na superfície terrestre.

A tecnologia também consegue operar sob nuvens ou vegetação densa, o que amplia a capacidade de observação do terreno.

Esse acompanhamento é relevante porque permite identificar alterações no solo com alto nível de detalhe, em uma cidade onde o afundamento já aparece como preocupação registrada.

Reforma durou 22 meses e manteve a silhueta original

O Estádio Azteca foi reinaugurado em março de 2026, depois de cerca de 22 meses de obras contínuas. A reforma teve foco na modernização da infraestrutura, com melhorias nos acessos, áreas internas, serviços ao público e adequações técnicas exigidas pela organização do torneio.

As ruas e calçadas ao redor do estádio também passaram por requalificação. No momento da reinauguração, a FIFA informou que a obra representava a primeira grande renovação desde a inauguração do estádio.

A entidade afirmou que o projeto priorizou a experiência dos torcedores, a sustentabilidade e a qualidade do gramado. Também destacou que a silhueta original foi mantida, mas com materiais mais leves e modernos.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da FIFA e da NASA, além do material fornecido sobre os vídeos registrados no Estádio Azteca, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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