A diplomacia chinesa afirmou que China e Estados Unidos concordaram em implementar todos os acordos comerciais existentes e em criar dois novos conselhos bilaterais. A visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos foi confirmada para o outono do hemisfério norte, em retribuição ao convite feito pelo presidente Donald Trump.
A cúpula de dois dias entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, terminou em 15 de maio de 2026 com a confirmação da continuidade integral dos acordos comerciais firmados entre os dois países em rodadas anteriores. O comunicado oficial foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China horas após a saída do presidente norte-americano do território chinês. Os dois países também decidiram criar um conselho de comércio e um conselho de investimentos para institucionalizar o diálogo bilateral e dar previsibilidade às próximas etapas das negociações.
A motivação para o reforço dos acordos comerciais vem da intensa disputa econômica que marca a relação entre Estados Unidos e China há anos, com tarifas, restrições tecnológicas e divergências sobre acesso a mercados. Trump chegou a Pequim em 14 de maio acompanhado de uma delegação de executivos avaliada em cerca de 12 trilhões de dólares em peso econômico combinado. O resultado anunciado pela diplomacia chinesa sinaliza desaceleração das tensões e abre espaço para a visita oficial que Xi Jinping deve fazer aos Estados Unidos no outono do hemisfério norte, período que vai de setembro a dezembro de 2026, em retribuição ao convite feito por Trump durante a cúpula.
O que disse a diplomacia chinesa após a cúpula
O comunicado divulgado pela China foi assinado por Wang Yi, principal diplomata de Pequim e ministro das Relações Exteriores do país. A nota oficial destacou que as delegações alcançaram resultados positivos em diferentes frentes da agenda bilateral discutida no encontro entre os dois presidentes.
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“As delegações dos dois países alcançaram resultados positivos de forma geral, incluindo a continuidade da implementação de todos os consensos alcançados em consultas anteriores e o acordo para estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimentos”, afirmou Wang Yi em comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.
O ponto central da declaração é o compromisso de manter integralmente o que já foi negociado entre os dois países. Em vez de buscar revogar ou renegociar acordos comerciais firmados em rodadas anteriores, as duas partes optaram por reafirmar a validade desses pactos e criar mecanismos institucionais para conduzir as próximas etapas da relação econômica bilateral.
O que serão os novos conselhos de comércio e investimentos
A criação de dois novos conselhos bilaterais foi anunciada como o avanço mais concreto da cúpula. Cada conselho terá foco em uma área específica da relação entre Estados Unidos e China, com a missão de discutir pendências, alinhar interpretações sobre os acordos comerciais existentes e propor caminhos para temas em aberto.
A institucionalização do diálogo é vista por analistas como um avanço relevante para a previsibilidade da relação. Em vez de depender de cúpulas pontuais entre os presidentes, os dois governos passam a ter canais permanentes de discussão, o que reduz o risco de escaladas inesperadas em momentos de crise comercial entre as duas maiores economias do mundo.
A visita de Xi Jinping aos Estados Unidos
Outro anúncio relevante feito pela diplomacia chinesa após a cúpula foi a confirmação da visita oficial de Xi Jinping aos Estados Unidos no outono de 2026. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua e oficializa um movimento diplomático aguardado havia anos.
“O presidente chinês Xi Jinping fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono deste ano a convite do presidente dos EUA, Donald Trump”, afirmou Wang Yi nesta sexta-feira, segundo informou a agência Xinhua.
A reciprocidade dos encontros bilaterais sinaliza um novo ciclo da relação entre os dois países. Trump foi a Pequim em maio, e Xi vai a Washington em algum momento entre setembro e dezembro deste ano. A visita do presidente chinês ao território americano costuma incluir reuniões com líderes empresariais, agenda de comércio e questões geopolíticas mais amplas, em formato que reforça o caráter de Estado da viagem.
O contexto da cúpula que terminou em Pequim
A cúpula foi a primeira visita de Trump à China em quase dez anos. O presidente norte-americano desembarcou em Pequim acompanhado por uma delegação de executivos que incluía Elon Musk e Jensen Huang, CEO da Nvidia. Os dois empresários foram os únicos a viajar com Trump diretamente no Air Force One, enquanto outros membros da comitiva chegaram por voos comerciais.
Os principais temas da agenda incluíam tarifas comerciais, exportações americanas de carne bovina e soja, acesso ao mercado chinês para empresas de tecnologia, questão de Taiwan, inteligência artificial, produção de chips e a situação do Irã. O comunicado da diplomacia chinesa não detalhou avanços específicos em cada uma dessas frentes, mas o compromisso de manter todos os acordos comerciais existentes e criar conselhos bilaterais já é tratado como saldo positivo pelas duas partes.
A cúpula entre Trump e Xi Jinping em Pequim terminou com sinais de manutenção dos acordos comerciais existentes e com a institucionalização do diálogo bilateral por meio de dois novos conselhos. A confirmação da visita de Xi aos Estados Unidos no outono reforça a expectativa de que o tom da relação entre as duas potências entre em uma fase mais previsível nos próximos meses.
E você, o que pensa sobre os resultados anunciados pela diplomacia chinesa? Acredita que essa cúpula marca uma nova fase entre Estados Unidos e China? Acha que o Brasil pode ser afetado pelos próximos passos dessa relação? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e marque alguém que acompanha geopolítica de perto.

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