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O que ficou definido na cúpula entre Trump e Xi Jinping em Pequim? Segundo a diplomacia chinesa, os dois países decidiram manter “todos” os acordos comerciais existentes, criar conselhos de comércio e investimento, e Xi visitará Estados Unidos no outono

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/05/2026 às 14:23
Atualizado em 15/05/2026 às 14:28
China e EUA decidem manter todos os acordos comerciais existentes após cúpula de Trump e Xi Jinping em Pequim. Xi visitará os Estados Unidos no outono.
China e EUA decidem manter todos os acordos comerciais existentes após cúpula de Trump e Xi Jinping em Pequim. Xi visitará os Estados Unidos no outono.
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A diplomacia chinesa afirmou que China e Estados Unidos concordaram em implementar todos os acordos comerciais existentes e em criar dois novos conselhos bilaterais. A visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos foi confirmada para o outono do hemisfério norte, em retribuição ao convite feito pelo presidente Donald Trump.

A cúpula de dois dias entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, terminou em 15 de maio de 2026 com a confirmação da continuidade integral dos acordos comerciais firmados entre os dois países em rodadas anteriores. O comunicado oficial foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China horas após a saída do presidente norte-americano do território chinês. Os dois países também decidiram criar um conselho de comércio e um conselho de investimentos para institucionalizar o diálogo bilateral e dar previsibilidade às próximas etapas das negociações.

A motivação para o reforço dos acordos comerciais vem da intensa disputa econômica que marca a relação entre Estados Unidos e China há anos, com tarifas, restrições tecnológicas e divergências sobre acesso a mercados. Trump chegou a Pequim em 14 de maio acompanhado de uma delegação de executivos avaliada em cerca de 12 trilhões de dólares em peso econômico combinado. O resultado anunciado pela diplomacia chinesa sinaliza desaceleração das tensões e abre espaço para a visita oficial que Xi Jinping deve fazer aos Estados Unidos no outono do hemisfério norte, período que vai de setembro a dezembro de 2026, em retribuição ao convite feito por Trump durante a cúpula.

O que disse a diplomacia chinesa após a cúpula

O comunicado divulgado pela China foi assinado por Wang Yi, principal diplomata de Pequim e ministro das Relações Exteriores do país. A nota oficial destacou que as delegações alcançaram resultados positivos em diferentes frentes da agenda bilateral discutida no encontro entre os dois presidentes.

“As delegações dos dois países alcançaram resultados positivos de forma geral, incluindo a continuidade da implementação de todos os consensos alcançados em consultas anteriores e o acordo para estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimentos”, afirmou Wang Yi em comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

O ponto central da declaração é o compromisso de manter integralmente o que já foi negociado entre os dois países. Em vez de buscar revogar ou renegociar acordos comerciais firmados em rodadas anteriores, as duas partes optaram por reafirmar a validade desses pactos e criar mecanismos institucionais para conduzir as próximas etapas da relação econômica bilateral.

O que serão os novos conselhos de comércio e investimentos

A criação de dois novos conselhos bilaterais foi anunciada como o avanço mais concreto da cúpula. Cada conselho terá foco em uma área específica da relação entre Estados Unidos e China, com a missão de discutir pendências, alinhar interpretações sobre os acordos comerciais existentes e propor caminhos para temas em aberto.

A institucionalização do diálogo é vista por analistas como um avanço relevante para a previsibilidade da relação. Em vez de depender de cúpulas pontuais entre os presidentes, os dois governos passam a ter canais permanentes de discussão, o que reduz o risco de escaladas inesperadas em momentos de crise comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A visita de Xi Jinping aos Estados Unidos

Outro anúncio relevante feito pela diplomacia chinesa após a cúpula foi a confirmação da visita oficial de Xi Jinping aos Estados Unidos no outono de 2026. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua e oficializa um movimento diplomático aguardado havia anos.

“O presidente chinês Xi Jinping fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono deste ano a convite do presidente dos EUA, Donald Trump”, afirmou Wang Yi nesta sexta-feira, segundo informou a agência Xinhua.

A reciprocidade dos encontros bilaterais sinaliza um novo ciclo da relação entre os dois países. Trump foi a Pequim em maio, e Xi vai a Washington em algum momento entre setembro e dezembro deste ano. A visita do presidente chinês ao território americano costuma incluir reuniões com líderes empresariais, agenda de comércio e questões geopolíticas mais amplas, em formato que reforça o caráter de Estado da viagem.

O contexto da cúpula que terminou em Pequim

A cúpula foi a primeira visita de Trump à China em quase dez anos. O presidente norte-americano desembarcou em Pequim acompanhado por uma delegação de executivos que incluía Elon Musk e Jensen Huang, CEO da Nvidia. Os dois empresários foram os únicos a viajar com Trump diretamente no Air Force One, enquanto outros membros da comitiva chegaram por voos comerciais.

Os principais temas da agenda incluíam tarifas comerciais, exportações americanas de carne bovina e soja, acesso ao mercado chinês para empresas de tecnologia, questão de Taiwan, inteligência artificial, produção de chips e a situação do Irã. O comunicado da diplomacia chinesa não detalhou avanços específicos em cada uma dessas frentes, mas o compromisso de manter todos os acordos comerciais existentes e criar conselhos bilaterais já é tratado como saldo positivo pelas duas partes.

A cúpula entre Trump e Xi Jinping em Pequim terminou com sinais de manutenção dos acordos comerciais existentes e com a institucionalização do diálogo bilateral por meio de dois novos conselhos. A confirmação da visita de Xi aos Estados Unidos no outono reforça a expectativa de que o tom da relação entre as duas potências entre em uma fase mais previsível nos próximos meses.

E você, o que pensa sobre os resultados anunciados pela diplomacia chinesa? Acredita que essa cúpula marca uma nova fase entre Estados Unidos e China? Acha que o Brasil pode ser afetado pelos próximos passos dessa relação? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e marque alguém que acompanha geopolítica de perto.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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