Na localidade de Santa Bárbara, em Alfredo Wagner, Seu Alvarino comprou há cerca de 20 anos 15 hectares de pedra e mato por R$ 45 mil, só para soltar o gado. Hoje, os filhos produtores de cebola administram oito chalés no mesmo terreno, surfando o boom do turismo na Serra Catarinense.
Há cerca de 20 anos, Seu Alvarino comprou 15 hectares de pedra e mato em Santa Bárbara por R$ 45 mil, com um plano simples na cabeça, soltar o gado. Naquela época, aquele terreno cheio de pedras não valia quase nada. Hoje, ele virou um pequeno tesouro aos pés do Morro da Tartaruga.
De acordo com o programa Vale Agrícola, a vida em Santa Bárbara, no município de Alfredo Wagner, em Santa Catarina, mudou nos últimos cinco anos, quando o turismo descobriu a região. Os filhos de Seu Alvarino, Fabiano e Salesiano, que sempre produziram cebola, hoje são donos de oito chalés no mesmo terreno comprado pelo pai. O que era roça virou também destino turístico.
De pedra e mato a um pequeno tesouro

Seu Alvarino tinha um dinheiro guardado para comprar um equipamento que ajudaria na roça, mas resolveu investir em terra.
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Pagou R$ 45 mil por 15 hectares de pedra e mato, em que ninguém via valor, só pensando em soltar o gado.
O tempo provou que ele estava certo. Com muito capricho e dedicação, aquele terreno se valorizou de um jeito impressionante.
Há três ou quatro anos, a família vendeu só um lote pequeno e já deu para comprar um trator, ficando com o resto da terra toda. O que não valia nada virou patrimônio.
Como o turismo transformou Santa Bárbara

Segundo João, da Associação de Moradores, foi naquele período que muitas famílias passaram a procurar terrenos no interior.
O que eram três ou quatro pessoas alugando cabanas virou um polo com cerca de 75 a 80 cabanas espalhadas pela região, hoje quase a atividade principal de Santa Bárbara.
E o cenário explica boa parte do sucesso. Alfredo Wagner fica na Serra Catarinense, parte da Serra Geral, com formações rochosas como o Morro da Tartaruga e altitude de quase mil metros.
O turista que sobe até ali busca o chamado turismo de contemplação, com nascer e pôr do sol de tirar o fôlego.
Dos chalés ao morango e às 150 rosas
A oferta para o visitante é variada.
Os oito chalés da família de Seu Alvarino são vendidos como experiências, muitos procurados para aniversários, casamentos e pedidos de casamento, enquanto outros hóspedes querem mais natureza e trilhas.
Há ainda a Casa do Penhasco, erguida por João, que conhecia a região desde criança.
Mas não para por aí. Uma família investiu no Colha e Pague de morango e saltou de 3 mil pés em 2019 para 7 mil, mudando de vida, segundo eles.
Tem também um jardim com mais de 150 tipos de rosas, o Magnólia Garden Center, que prospera ali graças à altitude e ao clima da região.
Turismo e roça, lado a lado
O caso de Santa Bárbara virou um exemplo. A comunidade mostra que o turismo pode impulsionar o desenvolvimento local sem abandonar as tradições e a vida no campo.
Os filhos de Seu Alvarino, por exemplo, seguem na cebola e ainda recebem hóspedes, somando uma renda à outra.
A ideia é crescer com ordem. A associação de moradores quer expandir o bairro de forma organizada e segura, mantendo o foco no turismo.
Para quem viveu a transformação, segundo os relatos, a maior recompensa é ver o lugar prosperar e ainda surpreender quem chega, muitas vezes com um conforto que nem em casa eles tinham antes.
A história de Seu Alvarino resume bem o que aconteceu em Santa Bárbara.
Uma terra de pedra e mato, comprada quase de brincadeira para o gado, virou a base de um dos destinos mais procurados da Serra Catarinense.
Tudo isso sem que a roça deixasse de existir.
E você, trocaria a cidade grande por um pedacinho de terra em um lugar assim? Acha que o turismo rural é um bom caminho para o pequeno agricultor? Conte nos comentários, com respeito às diferentes opiniões e experiências, e compartilhe esta matéria com aquele amigo que sonha em ter uma casa no campo.

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