Descoberta em Tabuleiro do Norte mobiliza ANP, mas família que investiu R$ 15 mil no poço segue sem água e espera adutora prometida para março
O achado de um líquido escuro de petróleo em um poço perfurado em Tabuleiro do Norte, no Ceará, levou investigação da ANP, mas não resolveu a falta de água da família que investiu R$ 15 mil no poço.
Descoberta
A perfuração ocorreu em novembro de 2024, na zona rural do município. O agricultor Sidrônio Moreira, de 63 anos, queria água para a família e para a produção.
No lugar da água, surgiu líquido escuro. Em 2025, testes laboratoriais apontaram que a substância tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.
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Desde então, o caso é acompanhado pela Agência Nacional do Petróleo. Enquanto aguarda o laudo do órgão, a família segue sem resolver o problema que motivou a abertura do poço.
Escassez
Sidrônio e a esposa, Maria Luciene, vivem com dois filhos no Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte. Sem água encanada, a família depende de adutora e carros-pipa.
A renda vem das aposentadorias do casal e da venda de animais, feijão e milho. A água armazenada precisa ser racionada para consumo, tarefas diárias e criação de animais.
Para beber, a família compra água mineral.
Sidnei Moreira, filho de Sidrônio e gerente de vendas, afirmou que a prioridade foi encontrar água para enfrentar a escassez na propriedade, sobretudo por causa da idade do pai e da criação de animais.
Dívida para abrir o poço
Para viabilizar o primeiro poço, Sidrônio usou parte das economias e recorreu a um empréstimo de R$ 15 mil. Depois, a família perfurou um segundo poço, mais raso, mas não encontrou água.
Além de não resolver o abastecimento, a perfuração deixou dívida. Sem retorno imediato, a família aguarda uma resposta da ANP e não pode seguir com novas tentativas inadequadas.
Sidrônio disse que fez o empréstimo animado para furar o poço, mas acabou sem água e sem os R$ 15 mil. Agora, vive na espera por melhora, com as finanças comprometidas.
E se for petróleo?
Mesmo que o petróleo seja confirmado, a família não poderá explorar ou vender o recurso. Pela legislação brasileira, o petróleo pertence à União e a exploração só pode ser feita por empresas autorizadas.
Ainda assim, Sidrônio poderá ter retorno financeiro se a área passar por exploração no futuro, porque o proprietário da terra tem direito a receber um percentual do lucro obtido.
Os agricultores também foram alertados sobre os riscos de uma nova perfuração inadequada. Há a possibilidade de o óleo atingir o lençol freático e contaminar a água da região, por isso a família espera orientação segura.
Adutora
O caso começou em novembro de 2024, mas só neste ano a ANP visitou o local pela primeira vez. Enquanto isso, a falta de água segie como problema para a família.
O vice-prefeito de Tabuleiro do Norte, Antério Fernandes, afirmou que uma adutora está em construção na zona rural e deve atender mais de 700 famílais, incluindo a família de Sidrônio e Luciene, até o fim de março.
Com informações de G1.

Vc quer o que de um país atrasado, já deveriam ter dado todo o suporte necessário a essa família, agora a corrupção corre solta no país, bando de miseráveis
Se fosse nos E U A já estavam explorando o petróleo, e a família iria ficar muito feliz e rica.
Ele deveria botar o estado pra correr,bando de parasita ****,se fosse comigo só saia dentro do caixão o estado não merece nada do cidadão de bem merece ser apedrejado e derrubado, **** corruptos
Fazer o comentário sem ler o texto todo, um problema cultural. Se tivessem lido, não fariam estes comentários…
Nao vi nada de mais no comentário dele!
Falou a verdade,temos que quebrar esse **** monopólio da Petrobras!