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YPF: Horacio Marín revela que a partir de 2028 Estado argentino cobrará dividendos de Vaca Muerta com US$ 25 mil milhões e marca nova era do petróleo no país

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 19/05/2026 às 19:00
Atualizado em 19/05/2026 às 19:02
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O presidente da YPF, Horacio Marín, revelou que a partir de 2028 o Estado argentino vai começar a cobrar dividendos do megaprojeto de Vaca Muerta com US$ 25 mil milhões em investimento acumulado e marca nova era do petróleo no país.

Conforme reportagem do Infobae, o anúncio foi feito em coletiva em Buenos Aires.

Por isso, a Argentina projeta tornar-se exportador líquido de petróleo até 2028, com produção superior a 1 milhão de barris diários.

YPF Horacio Marín anuncia US$ 25 bilhões em Vaca Muerta
YPF anuncia dividendos do Estado argentino a partir de 2028 com US$ 25 bilhões em Vaca Muerta. Foto: YPF.

A produção de Vaca Muerta superou 400 mil barris diários em maio de 2026.

Conforme dados da YPF, a meta é atingir 1 milhão de barris diários até dezembro de 2028.

O megaprojeto cobre 30 mil km² na província argentina de Neuquén, na Patagônia.

Horacio Marín: o engenheiro que comanda a YPF desde dezembro de 2023

Horacio Marín assumiu a presidência da YPF em dezembro de 2023 após nomeação do presidente Javier Milei.

Conforme a YPF, Marín é engenheiro químico com 30 anos de experiência na indústria de petróleo.

Por isso, o executivo trabalhou anteriormente na Tecpetrol, do grupo Techint, entre 1994 e 2023.

Marín liderou na Tecpetrol o desenvolvimento de Fortín de Piedra, principal bloco de gás não-convencional da Argentina.

Além disso, o executivo é considerado o principal estrategista do governo Milei para a transição energética nacional.

Como Vaca Muerta superou a barreira de 400 mil barris diários

Vaca Muerta é a segunda maior reserva de shale gas do mundo e a quarta maior de shale oil.

Conforme a Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, a reserva tem 308 trilhões de pés cúbicos de gás e 27 bilhões de barris de petróleo recuperáveis.

Por isso, Vaca Muerta supera o Permian Basin americano em densidade de hidrocarbonetos.

A operação atual envolve 28 empresas internacionais, incluindo Chevron, ExxonMobil, Shell, TotalEnergies e Equinor.

Operação de fracking em Vaca Muerta na província de Neuquén
Vaca Muerta na Patagônia: 30 mil km² na província de Neuquén com 28 empresas internacionais. Foto: YPF.

Conforme a YPF, a produção de Vaca Muerta cresceu 47% entre 2024 e 2026.

O preço de breakeven do barril em Vaca Muerta é de US$ 32, muito abaixo dos US$ 75 do petróleo Brent em maio de 2026.

O acordo Milei-Texas que viabilizou exportação para EUA

O governo Milei firmou em outubro de 2025 acordo com o governo do Texas para exportação de petróleo argentino aos Estados Unidos.

Conforme a YPF, o acordo permite envios de 200 mil barris diários para refinarias do Texas a partir de 2027.

Por isso, a Argentina entra na cadeia de suprimento norte-americana pela primeira vez na história.

O transporte ocorre via oleoduto Vaca Muerta Sur, em construção pela YPF com US$ 3,8 bilhões de investimento.

O oleoduto tem 700 km de extensão e vai do epicentro de Vaca Muerta até o porto de Bahía Blanca, na província de Buenos Aires.

Por que o Estado argentino vai receber dividendos a partir de 2028

A YPF é uma empresa pública argentina com 51% das ações controladas pelo Estado.

Conforme a Comisión Nacional de Valores (CNV) argentina, a estatal não paga dividendos ao Estado desde 2012.

Por isso, Marín anunciou que 2028 marca o retorno à distribuição de lucros para o governo nacional.

O Estado argentino deve receber estimados US$ 4,2 bilhões em dividendos no primeiro ciclo de 2028.

  • Investimento total Vaca Muerta: US$ 25 bilhões (2024-2028)
  • Produção atual: 400 mil barris diários (maio 2026)
  • Meta 2028: 1 milhão de barris diários
  • Breakeven do barril: US$ 32 (vs Brent US$ 75)
  • Empresas operadoras: 28 internacionais (Chevron, Exxon, Shell, Total, Equinor)
  • Dividendos previstos 2028: US$ 4,2 bilhões para o Estado

Conforme o Ministério da Economia argentino, Vaca Muerta deve contribuir com 3,2% do PIB argentino até 2028.

Para comparação com outras megaobras de petróleo, ver cobertura do parque solar Tengeh e data center orbital.

Argentina pode rivalizar com Brasil em produção de petróleo

A produção brasileira de petróleo atingiu 4,1 milhões de barris diários em abril de 2026, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Conforme a YPF, a Argentina projeta atingir 1 milhão de barris diários em 2028 e 2 milhões em 2032.

Por isso, o país pode rivalizar com a Petrobras em mercados externos sul-americanos a partir de 2030.

O Brasil exportou 1,5 milhão de barris diários em 2025, principalmente para China e Estados Unidos.

Argentina aproxima Brasil em produção de petróleo até 2030
Argentina projeta atingir 1 milhão de barris/dia em 2028 e 2 milhões em 2032: rivalidade com Brasil. Foto: YPF.

O anúncio de Marín confirma que Vaca Muerta entra em fase de maturação operacional com retorno fiscal ao Estado argentino.

Porém, conforme analistas da consultoria Wood Mackenzie, a meta de 1 milhão de barris diários em 2028 depende de estabilidade política e cambial argentina.

No entanto, segundo Marín, a YPF tem contratos plurianuais de US$ 18 bilhões já firmados com investidores internacionais que blindam o cronograma de Vaca Muerta.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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