Plano japonês prevê mais de mil drones kamikaze e mísseis baratos, com alcance superior a 1.000 km, para ampliar poder regional
O Japão anunciou planos para formar uma frota de drones kamikaze de longo alcance e mísseis de baixo custo, com alcance superior a 1.000 km, dentro de uma estratégia de ataque integrado voltada para neutralizar ameaças da China e de outras regiões.
Mudança no plano japonês
A proposta prevê a criação de um grande número de armas baratas e de longo alcance, capazes de superar qualquer rival em potencial no futuro.
Em vez de empregar dez mísseis muito caros, o plano aposta em mais de mil drones e mísseis de baixo custo.
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Esse movimento também chama atenção por indicar um afastamento da postura militar estritamente defensiva que marcou o Japão ao longo de 80 anos.
Ao mesmo tempo, reforça uma linha de pensamento militar em que a quantidade pode superar a qualidade em determinadas circunstâncias.
O papel dos drones kamikaze
Os drones kamikaze, ou munições kamikaze, são pequenos drones capazes de percorrer longas distâncias.
Esses equipamentos conseguem buscar alvos ativamente, rastreá-los e colidir contra eles, detonando suas cargas explosivas no momento do impacto.
Entre os exemplos citados estão o míssil iraniano Shahed-136, os drones americanos Switchblade e os drones russos Lancet.
Esses sistemas são descritos como baratos, difíceis de interceptar e comprovadamente eficazes em operação.
O custo aparece como principal diferencial. Uma estimativa aponta cerca de US$ 35.000 por um drone kamikaze considerado decente. Já um míssil de cruzeiro pode custar mais de US$ 1 milhão por unidade.
Na prática, pelo preço de um único míssil de cruzeiro, seria possível comprar de 28 a 30 drones. Em grande número, esses drones kamikaze poderiam, em teoria, sobrecarregar as defesas aéreas do adversário.
Alcance e dissuasão
O alcance relatado de 1.000 km é visto como decisivo porque colocaria áreas como Xangai ou Taiwan ao alcance do Japão continental.
Isso ampliaria de forma considerável a capacidade de contra-ataque japonesa em um cenário crítico.
Esse alcance também funcionaria como fator de dissuasão caso a China decidisse atacar o Japão ou seus aliados. Ainda assim, os drones kamikaze representam apenas uma parte de um plano mais amplo.
Como funcionaria o ataque integrado
O conceito de ataque integrado é descrito como a base da estratégia. Em um ataque, o Japão enviaria primeiro enxames de drones baratos para sobrecarar e degradar radares e defesas aéreas.
Depois disso, mísseis seriam empregados contra alvos importantes. O plano também inclui drones lançados por submarinos, drones de superfície e outros drones submersíveis, ampliando as possibilidades de saturação.
Esses sistemas seriam mais difíceis de detectar e ainda acrescentariam novos ângulos de ataque, tornando a reação defensiva mais complexa.
O Japão também pretende reforçar suas capacidades de ataque premium mais convencionais.
Navios e misseis Tomahawk
Segundo relatos, o Japão quer modernizar sua frota de navios de superfície com mísseis de cruzeiro Tomahawk, com alcance de 1 a 1.600 km.
Se o plano avançar, a frota poderá ameaçar diretamente a China continental e outros atores regionais, como a Coreia do Norte.
Com informações de Interesting Engineering.

