Conheça a história de Luiz Miguel, que trocou sua coleção de carrinhos por garnizés e hoje cuida de mais de 20 aves em Santa Catarina.
Em Santa Terezinha do Progresso, Santa Catarina, a infância de Luiz Miguel Nohatto Lorenzetti, de apenas sete anos, é marcada por uma paixão peculiar que foge completamente aos hábitos tradicionais da sua idade. Enquanto a vasta maioria das crianças dedica seus momentos de lazer e fins de semana a bolas, bonecos ou videogames, Luiz Miguel encontra sua verdadeira diversão no galinheiro, convivendo diariamente com aves que possuem penas, bicos e asas.
O garoto relata, com orgulho, que tomou a decisão consciente de trocar sua antiga coleção de carrinhos pelo compromisso de cuidar dos garnizés. Segundo Karine Nohatto, mãe do menino, essa jornada começou após o recebimento de um casal de aves, presenteado por um amigo da família. Desde esse marco inicial, a criação prosperou de forma notável e, atualmente, o espaço da residência já abriga mais de 20 garnizés.
O início da jornada com os garnizés
A conexão profunda de Luiz Miguel com o reino animal não é um evento recente, uma vez que ele convive com bichos, especialmente cavalos, desde que era bebê. No entanto, foi por volta dos três anos de idade que o interesse específico pelo mundo das aves se tornou evidente e protagonista em sua vida. Sobre o momento que desencadeou essa trajetória, a mãe compartilha detalhes sobre a transição inicial:
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Ela comprou um motorhome usado aos 23 anos, recusou uma reforma cara, desmontou móveis do apartamento antigo e criou uma casa sobre rodas com marcenaria compacta e peças reaproveitadas
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Nova York arrancou os trilhos de mais de 2.500 vagões de metrô e despejou tudo no fundo do Atlântico, e o que parecia lixo virou um recife artificial fervilhando de peixes e mergulhadores
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De fósforos vendidos de bicicleta aos 5 anos a império global dos móveis: filho de lenhador fundou a IKEA aos 17 na cozinha do tio e transformou uma pequena empresa na maior varejista de móveis do planeta
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O casarão do Flamengo erguido em 1865 para o Barão de São Clemente, fechado por 20 anos, vira spa, salão de festas e academia do “Symphony”, condomínio de luxo que vendeu 70% do VGV no 1º mês no terreno de R$ 60 milhões do antigo Colégio Bennett
“Ele convive com os bichinhos desde bebê, especialmente cavalos, que sempre fizeram parte da sua vida. Mas foi por volta dos três anos que surgiram os garnizés. Na época, foi presenteado com um galo fino, mas a ave era muito grande e ele mal conseguia segurá-la. Então, a pessoa que deu resolveu presenteá-lo com um casal de garnizés. Foi aí que tudo começou”
A relação que Luiz Miguel mantém com seus garnizés ultrapassa a simples admiração ou o passatempo momentâneo, sendo pautada por tarefas reais de manejo, disciplina e cuidado diário. Como o menino estuda no período da tarde, ele já incorporou ao seu senso de dever a necessidade de atender às aves logo que retorna da escola.

Conforme explica Karine:
“Como o meu filho estuda à tarde, ele sabe que, quando chega em casa, precisa tratar as aves. E isso é feito com a nossa orientação e auxílio, mas ele gosta muito mesmo. E como elas ficam soltas ao redor da casa, ele também brinca de fazendinha, constrói gaiolas e as inclui nas brincadeiras, muitas vezes, junto com os amigos”
O jovem criador prepara pessoalmente a alimentação e oferece água fresca para o grupo de aves. Ele também desempenha a função de recolher os ovos, que são posteriormente utilizados para o consumo da família.
Como as aves circulam livremente ao redor da casa, ele aproveita o tempo livre para brincar de “fazendinha”, constrói pequenas gaiolas e as inclui em suas atividades recreativas, muitas vezes na companhia de amigos. Devido a esse estilo de vida, a rotina com os garnizés ganhou grande visibilidade nas redes sociais.
Na internet, o menino tornou-se conhecido como “Piá do Ganizé”, um apelido que surgiu naturalmente por conta de seu hábito de sempre levar uma das aves para participar de eventos de cavalgada. Sobre a repercussão inesperada, Karine comenta:
“Aquilo que aparece nos vídeos é exatamente o dia a dia dele. Não imaginávamos que teria uma repercussão tão grande e que tantas pessoas se encantariam com a história e com a relação dele com os animais. Estamos muito surpresos”.
Planos para o futuro e vocação rural
Embora Luiz Miguel tenha apenas sete anos, o que torna prematuro qualquer veredito sobre sua profissão adulta, o garoto já demonstra uma clareza impressionante sobre seus desejos. Apaixonado pelos garnizés, ele possui dois sonhos fundamentais revelados pela sua mãe: cursar medicina veterinária e expandir significativamente a criação na propriedade da família em Santa Catarina.
“Ele diz que quer ter aves de vários tamanhos, cores e raças. Quer ser fazendeiro também, porque ama cavalos”. A convivência e o zelo contínuo com os animais reforçam que seu desejo para o futuro é sólido e não se trata de uma fase passageira, sendo algo que o faz genuinamente feliz.
Com informações do Globo Rural
