Com movimentos desajeitados e algoritmos no comando, robôs disputam partida de futebol em Pequim durante a RoBoLeague, promovendo a robótica chinesa
No sábado, 28 de junho, um campo montado numa zona industrial de Pequim, na China, foi palco de uma cena inusitada. Robôs humanoides disputaram uma partida de futebol pela Liga Mundial de Futebol de Robôs, a RoBoLeague. Sem técnicos gritando à beira do gramado, os atletas mecânicos foram guiados por algoritmos de inteligência artificial.
Vestindo uniformes roxos e pretos, com numeração individual, os robôs jogaram duas etapas de 10 minutos.
Apesar dos movimentos desajeitados e quedas durante o jogo — em um momento, dois jogadores caíram um sobre o outro —, a partida serviu como demonstração de avanços em equilíbrio, agilidade e tomada de decisão com base em IA.
-
No deserto da Somalilândia, estufa usa sol e água do mar para produzir alface, pepino e tomate sem depender de chuva: projeto de 1 hectare resfria o cultivo, dessaliniza água salgada e ainda transforma salmoura em sal comercial
-
Trump apresentou Boeing 747 doado pelo Qatar para virar Air Force One provisório, avaliado em US$ 400 milhões, após atrasos da Boeing, mas o presente luxuoso abriu debate sobre segurança nacional, custos bilionários e influência estrangeira na Casa Branca voadora americana
-
Adeus banheiro tradicional: empresa chinesa apresenta vaso sanitário robótico que vai até o usuário sozinho, usa sensores lidar, comando de voz, bidê, secagem com ar quente, luz ultravioleta e ainda esvazia os resíduos sem precisar levar a pessoa ao banheiro
-
Roterdã criou uma praça alagável que some debaixo da água de propósito, “engole” quase 2 milhões de litros da chuva em três bacias e vira quadra, teatro e área de lazer quando está seca para enfrentar alagamentos urbanos
Os robôs até comemoravam após os gols, erguendo os punhos, ainda que os goleiros tenham mostrado desempenho fraco.
O evento reuniu equipes de universidades chinesas renomadas, como a Universidade Tsinghua e a Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Pequim. De acordo com a China News Network, o time Vulcan, da Tsinghua, venceu a partida por 5 a 3.
A RoBoLeague é parte de uma estratégia mais ampla da China para liderar o setor de robótica. Segundo dados do Morgan Stanley, o país responde por 40% do mercado global, avaliado atualmente em US$ 47 bilhões (R$ 257 bilhões), com projeções de crescimento para US$ 108 bilhões (R$ 591 bilhões) até 2028.
Além do futebol, outras competições têm sido organizadas para mostrar os avanços tecnológicos chineses. Em abril, Pequim sediou uma meia maratona de robôs humanoides.
Já em maio, Hangzhou recebeu um torneio de kickboxing entre máquinas. Apesar de inovadoras, essas provas ainda enfrentam desafios técnicos: muitos robôs caem, quebram ou perdem peças durante as disputas.
Mesmo assim, os robôs demonstraram habilidades impressionantes. Usando câmeras e sensores, conseguem detectar a bola a até 18 metros, com 90% de precisão.
Também reconhecem linhas do campo, adversários e o gol. As decisões de jogo — como passes, dribles e chutes — são feitas em tempo real por meio de técnicas de aprendizado por reforço profundo.
O campeonato do sábado também serviu como preparação para os Jogos Mundiais de Robôs Humanóides, marcados para 15 a 17 de agosto de 2025, em Pequim. O evento contará com 11 modalidades, entre elas ginástica, atletismo e futebol.
Com informações de Época Negócios.

