A Transpetro alcança novo patamar logístico ao expandir o transporte de petróleo e derivados no Brasil, fortalecendo terminais estratégicos e ampliando operações de ship-to-ship em 2025
A Transpetro registrou, em 2025, o quarto crescimento consecutivo na movimentação de petróleo e derivados, alcançando um volume recorde de 658 milhões de metros cúbicos transportados ao longo do ano. Segundo divulgação da própria empresa em seu site nesta sexta-feira (30). O resultado representa um avanço de 1,1% em relação a 2024 e consolida a companhia como um dos principais eixos logísticos da cadeia de energia no Brasil, com atuação decisiva em terminais estratégicos e nas operações de ship-to-ship.
Transpetro registra novo recorde na movimentação de petróleo e derivados
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento no transporte de derivados, com destaque para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e o diesel, além da maior demanda por transbordo marítimo associado à produção offshore. Os números reforçam a capacidade operacional da Transpetro e a importância de sua infraestrutura para o abastecimento nacional.
Em 2025, a Transpetro operou uma malha logística composta por 46 terminais estratégicos e cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos, responsáveis por integrar refinarias, polos produtores, portos e centros consumidores em diferentes regiões do país. Nesse contexto, o volume total de petróleo e derivados movimentado chegou a 658 milhões de m³, o maior já registrado pela companhia.
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Além disso, o crescimento ocorre em um cenário de maior complexidade logística, marcado pelo aumento da produção nacional de petróleo, pela expansão do consumo interno e pela necessidade de operações mais eficientes. O resultado indica estabilidade operacional e capacidade de resposta a demandas crescentes do mercado energético.
Derivados de petróleo puxam crescimento da Transpetro em 2025
O principal vetor de crescimento da Transpetro em 2025 foi a movimentação de derivados de petróleo, que passou de 215,5 milhões de m³ em 2024 para 221,3 milhões de m³ no ano seguinte. Isso representa um avanço de 2,7%, superior ao crescimento do volume total transportado.
Esse aumento reflete, sobretudo, a expansão do consumo de combustíveis essenciais à economia brasileira. Enquanto isso, a logística integrada da Transpetro garantiu o escoamento contínuo desses produtos, minimizando gargalos e assegurando o abastecimento em diferentes regiões.
Derivados como GLP e diesel concentraram os maiores ganhos de volume, evidenciando a relevância desses produtos tanto para o consumo doméstico quanto para setores produtivos estratégicos.
GLP impulsiona terminais estratégicos operados pela Transpetro
O Gás Liquefeito de Petróleo foi um dos grandes destaques de 2025. A movimentação de GLP cresceu 24% em comparação com 2024, impulsionada principalmente pelo início da operação do Complexo de Energias Boaventura, da Petrobras, localizado em Itaboraí, no Rio de Janeiro.
A entrada em operação do complexo elevou a produção nacional de GLP e, consequentemente, aumentou o fluxo nos dutos que conectam a unidade aos terminais estratégicos da Transpetro na Baía de Guanabara. Além disso, houve reflexos diretos nos terminais de Paranaguá, Santos e Barra do Riacho.
Esse movimento reforça o papel dos terminais estratégicos como hubs logísticos fundamentais para o abastecimento de gás de cozinha em diferentes regiões do país, especialmente em momentos de maior demanda.
Diesel fortalece logística de petróleo e derivados no Centro-Oeste
Outro produto que apresentou crescimento relevante foi o diesel, com alta de 3,6% na movimentação em relação a 2024. O avanço está diretamente ligado à ampliação do mercado consumidor no Centro-Oeste, região fortemente dependente do transporte rodoviário e do agronegócio.
Grande parte desse volume é atendida pelo Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra), uma das principais infraestruturas operadas pela Transpetro. Dessa forma, o aumento na demanda regional resultou em maior utilização da malha dutoviária e dos terminais estratégicos conectados ao sistema.
O desempenho do diesel evidencia como a movimentação de petróleo e derivados está diretamente conectada ao crescimento econômico regional, especialmente em áreas com forte atividade agrícola e logística.
Operações de ship-to-ship ganham protagonismo na Transpetro
Além dos dutos e terminais em terra, as operações de ship-to-ship tiveram crescimento expressivo em 2025. O volume movimentado nesse tipo de operação aumentou cerca de 18% em relação ao ano anterior, refletindo a crescente demanda por soluções logísticas mais flexíveis.
As operações de ship-to-ship consistem no transbordo de petróleo e derivados entre navios, geralmente em áreas marítimas próximas à costa. Esse modelo permite maior agilidade no escoamento da produção offshore, reduzindo a dependência de infraestrutura portuária tradicional.
Os terminais de Angra dos Reis e São Sebastião concentraram a maior parte desse crescimento. Essas operações tornaram-se estratégicas para atender à expansão da produção offshore e otimizar o fluxo de exportação e redistribuição interna.
Terminais estratégicos sustentam a expansão logística da Transpetro
Os terminais estratégicos operados pela Transpetro desempenham papel central na logística de petróleo e derivados no Brasil. Eles funcionam como pontos de armazenamento, distribuição e integração entre modais, conectando dutos, navios e sistemas terrestres.
Em 2025, o desempenho desses terminais foi decisivo para sustentar o aumento da movimentação total. Além disso, a diversificação das cargas e o crescimento das operações de ship-to-ship ampliaram a importância dessas estruturas no planejamento logístico da companhia. A eficiência dos terminais estratégicos é um fator-chave para garantir segurança energética, estabilidade de preços e regularidade no abastecimento nacional.
Desafios e perspectivas para a movimentação de petróleo e derivados
Apesar dos resultados positivos, a Transpetro enfrenta desafios relevantes nos próximos anos. A necessidade de investimentos contínuos em modernização de ativos, ampliação da frota e digitalização de processos é crescente, especialmente diante do aumento da produção e da complexidade logística.
Além disso, há pressões relacionadas à sustentabilidade, exigindo maior eficiência energética e redução de emissões nas operações de transporte e armazenagem. Nesse cenário, as operações de ship-to-ship e a otimização dos terminais estratégicos tendem a ganhar ainda mais espaço como alternativas logísticas.
Por outro lado, a demanda consistente por petróleo e derivados no Brasil indica que a infraestrutura existente continuará sendo amplamente utilizada, reforçando o papel estratégico da Transpetro no sistema energético nacional.
O que o recorde da Transpetro revela sobre o setor energético brasileiro?
O quarto ano consecutivo de crescimento da Transpetro, com recorde de 658 milhões de m³ movimentados em 2025, revela um setor energético ainda fortemente dependente de petróleo e derivados, mas cada vez mais atento à eficiência logística.
Os dados mostram que a capacidade de transporte e armazenamento é tão estratégica quanto a produção em si. Sem uma logística robusta, o crescimento da oferta não se traduz em segurança de abastecimento.
Ao fortalecer seus terminais estratégicos e expandir as operações de ship-to-ship, a Transpetro consolida sua posição como elo central entre produção, refino e consumo.


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