Enquanto agências espaciais europeias seguem discutindo financiamento de novos foguetes em 2027, a SpaceX acendeu 33 motores Raptor 3 num teste estático de Super Heavy. A Starship V3 chega à plataforma.
O primeiro voo está marcado para a próxima terça-feira. É o salto mais ambicioso desde o início do programa.
Conforme reportou a NASASpaceflight, o static fire ocorreu em 7 de maio de 2026. A janela de lançamento abre em 12 de maio às 22h30 UTC.
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De fato, é a primeira vez que o módulo da configuração Block 3 atravessa um teste full-up. Os motores Raptor 3 entregam mais empuxo individual e maior eficiência que as versões anteriores.

O foguete é a evolução completa da arquitetura Starship original. A SpaceX trabalha nessa versão desde o final de 2024, conforme documentos da FAA.
Igualmente, é considerado o foguete mais potente já construído pelo homem. O empuxo total na decolagem ultrapassa o do Saturn V, que levou as missões Apollo em 1969.
De fato, o Saturn V tinha 5 motores F-1 e empuxo combinado de cerca de 3.400 toneladas. O novo Super Heavy entrega mais que o dobro disso.
Como resultado, a SpaceX inaugura a era do “foguete super-pesado” reutilizável. Outros países seguem trabalhando em arquitetura descartável tradicional.
“O upper stage completou um static fire de duração total em 14 de abril, primeira vez para qualquer veículo V3”, reportou a Space.com.
O que torna a Starship V3 o foguete mais potente do mundo
A Starship é mais alta que as versões anteriores. Conforme dados públicos da SpaceX, os tanques de propelente foram alongados para acomodar maior carga de combustível.
Por isso, a capacidade de elevação para órbita baixa cresce significativamente. A meta da empresa é colocar mais de 100 toneladas de carga útil em LEO.
- 33 motores Raptor 3 — primeira configuração V3 do Super Heavy
- Empuxo combinado > 8.000 toneladas — supera o Saturn V Apollo
- Booster 19 + Ship 39 — par específico do Flight Test 12
- Janela de lançamento 12/maio às 22h30 UTC — Starbase, Boca Chica, Texas
- Splashdown sem captura na torre — passo deliberado para validar arquitetura
Como resultado, a SpaceX se distancia de qualquer concorrente direto. A Blue Origin com o New Glenn ainda não passou da configuração inicial de testes orbitais.
Conforme reporta o Next Big Future, o ritmo de lançamentos pode atingir um voo por semana até o final de 2026.
Por que a Starship V3 voa sem captura na torre desta vez
Diferentemente do Flight 11, no qual a empresa capturou o Super Heavy de volta na torre Mechazilla, o Flight 12 vai para splashdown deliberado. É um passo intencional de cautela.

De fato, a SpaceX prioriza validar a nova arquitetura V3 antes de retomar tentativas de captura. Cada modificação do trem de pouso e dos motores Raptor 3 pede revisão.
Igualmente, o teste de aceleração e desaceleração orbital com tanques alongados demanda dados próprios. O perfil de voo segue arco suborbital semelhante ao das missões 7-10.
Por isso, tanto o booster quanto a aeronave de cima cairão em pontos planejados do oceano. Equipes de recuperação flutuante acompanham o trajeto.
Como a Starship muda o cálculo da indústria de satélites
O custo por quilo enviado em órbita cai drasticamente quando a Starship entra em operação plena. Estimativas da SpaceX falam em redução abaixo de US$ 100 por quilograma.
Para efeito comparativo, o ônibus espacial cobrava cerca de US$ 50.000 por quilo em órbita baixa. A diferença é de 500x — algo nunca visto na história do setor.
Como resultado, missões antes inviáveis viram rotina. Constelações de satélites, missões científicas profundas e até cargas comerciais ganham margem.
Conforme noticia o Click Petróleo e Gás sobre estações comerciais, o setor privado já se organiza para o novo cenário.
O que a Starship significa para os programas Artemis e Marte
A NASA contratou a SpaceX para usar uma versão derivada da Starship como módulo lunar do programa Artemis. A primeira descida tripulada está prevista para 2027.
De acordo com a documentação técnica, a versão lunar precisa de reabastecimento orbital antes da partida para a Lua.
Por isso, demonstrar reabastecimento espacial é um dos objetivos da configuração V3. O Flight 12 ainda não inclui essa demonstração — fica para missões posteriores.
Igualmente, a SpaceX mantém a meta de pousos não tripulados em Marte na janela de transferência de 2028. Nesse cenário, a versão V3 seria o veículo padrão.

O Flight Test 12 e os atrasos do programa
O cronograma original previa o Flight 12 ainda em março. A janela foi adiada após problemas em testes preliminares de pressurização e de software de bordo.
Conforme reportou a Applying AI, o atraso impactou também planos de IPO da SpaceX. Investidores acompanham o ritmo de lançamentos.
De fato, a Bolsa de Valores de Nova York mantém especulações sobre quando a SpaceX poderá abrir capital. Cada teste bem-sucedido aumenta a avaliação privada da empresa.
Apesar disso, a SpaceX prefere não comentar planos financeiros publicamente. O foco da empresa segue sendo a engenharia.
Por outro lado, fornecedores brasileiros de aço especial e ligas resistentes a alta temperatura monitoram a evolução do programa Starship.
De fato, peças usadas em motores de foguete demandam metalurgia avançada. Empresas nacionais com capacidade industrial relevante se posicionam para parcerias.
Igualmente, instituições de ensino e pesquisa brasileiras seguem o desenvolvimento da tecnologia de propulsão como referência educacional.
Ressalvas e o que pode adiar o lançamento da Starship
No entanto, o lançamento de 12 de maio ainda depende de licença final da FAA. A agência precisa atestar mitigação de riscos para a costa do Texas.
Apesar disso, a SpaceX já trabalha com janelas backup nos dias 13 e 14 de maio. Cada janela tem duração limitada por restrições orbitais e meteorológicas.
Contudo, condições do tempo na costa do Texas em maio podem comprometer voos. Trovoadas frequentes na primavera atrasam testes anteriores há vários ciclos.
