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Enquanto agências espaciais europeias seguem discutindo financiamento de novos foguetes, a SpaceX está acendendo 33 motores Raptor 3 sob a Starship V3 para o primeiro voo do foguete mais potente do mundo em 12 de maio

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 09/05/2026 às 19:00 Atualizado em 09/05/2026 às 19:02
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Enquanto agências espaciais europeias seguem discutindo financiamento de novos foguetes em 2027, a SpaceX acendeu 33 motores Raptor 3 num teste estático de Super Heavy. A Starship V3 chega à plataforma.

O primeiro voo está marcado para a próxima terça-feira. É o salto mais ambicioso desde o início do programa.

Conforme reportou a NASASpaceflight, o static fire ocorreu em 7 de maio de 2026. A janela de lançamento abre em 12 de maio às 22h30 UTC.

De fato, é a primeira vez que o módulo da configuração Block 3 atravessa um teste full-up. Os motores Raptor 3 entregam mais empuxo individual e maior eficiência que as versões anteriores.

SpaceX Starship V3 com 33 motores Raptor 3 em static fire em Boca Chica
33 motores Raptor 3 acesos no teste static fire da Starship em 7 de maio de 2026.

O foguete é a evolução completa da arquitetura Starship original. A SpaceX trabalha nessa versão desde o final de 2024, conforme documentos da FAA.

Igualmente, é considerado o foguete mais potente já construído pelo homem. O empuxo total na decolagem ultrapassa o do Saturn V, que levou as missões Apollo em 1969.

De fato, o Saturn V tinha 5 motores F-1 e empuxo combinado de cerca de 3.400 toneladas. O novo Super Heavy entrega mais que o dobro disso.

Como resultado, a SpaceX inaugura a era do “foguete super-pesado” reutilizável. Outros países seguem trabalhando em arquitetura descartável tradicional.

“O upper stage completou um static fire de duração total em 14 de abril, primeira vez para qualquer veículo V3”, reportou a Space.com.

O que torna a Starship V3 o foguete mais potente do mundo

A Starship é mais alta que as versões anteriores. Conforme dados públicos da SpaceX, os tanques de propelente foram alongados para acomodar maior carga de combustível.

Por isso, a capacidade de elevação para órbita baixa cresce significativamente. A meta da empresa é colocar mais de 100 toneladas de carga útil em LEO.

  • 33 motores Raptor 3 — primeira configuração V3 do Super Heavy
  • Empuxo combinado > 8.000 toneladas — supera o Saturn V Apollo
  • Booster 19 + Ship 39 — par específico do Flight Test 12
  • Janela de lançamento 12/maio às 22h30 UTC — Starbase, Boca Chica, Texas
  • Splashdown sem captura na torre — passo deliberado para validar arquitetura

Como resultado, a SpaceX se distancia de qualquer concorrente direto. A Blue Origin com o New Glenn ainda não passou da configuração inicial de testes orbitais.

Conforme reporta o Next Big Future, o ritmo de lançamentos pode atingir um voo por semana até o final de 2026.

Por que a Starship V3 voa sem captura na torre desta vez

Diferentemente do Flight 11, no qual a empresa capturou o Super Heavy de volta na torre Mechazilla, o Flight 12 vai para splashdown deliberado. É um passo intencional de cautela.

Comparação visual entre Starship e Saturn V em escala
Comparação esquemática: Starship ao lado do Saturn V do programa Apollo.

De fato, a SpaceX prioriza validar a nova arquitetura V3 antes de retomar tentativas de captura. Cada modificação do trem de pouso e dos motores Raptor 3 pede revisão.

Igualmente, o teste de aceleração e desaceleração orbital com tanques alongados demanda dados próprios. O perfil de voo segue arco suborbital semelhante ao das missões 7-10.

Por isso, tanto o booster quanto a aeronave de cima cairão em pontos planejados do oceano. Equipes de recuperação flutuante acompanham o trajeto.

Como a Starship muda o cálculo da indústria de satélites

O custo por quilo enviado em órbita cai drasticamente quando a Starship entra em operação plena. Estimativas da SpaceX falam em redução abaixo de US$ 100 por quilograma.

Para efeito comparativo, o ônibus espacial cobrava cerca de US$ 50.000 por quilo em órbita baixa. A diferença é de 500x — algo nunca visto na história do setor.

Como resultado, missões antes inviáveis viram rotina. Constelações de satélites, missões científicas profundas e até cargas comerciais ganham margem.

Conforme noticia o Click Petróleo e Gás sobre estações comerciais, o setor privado já se organiza para o novo cenário.

O que a Starship significa para os programas Artemis e Marte

A NASA contratou a SpaceX para usar uma versão derivada da Starship como módulo lunar do programa Artemis. A primeira descida tripulada está prevista para 2027.

De acordo com a documentação técnica, a versão lunar precisa de reabastecimento orbital antes da partida para a Lua.

Por isso, demonstrar reabastecimento espacial é um dos objetivos da configuração V3. O Flight 12 ainda não inclui essa demonstração — fica para missões posteriores.

Igualmente, a SpaceX mantém a meta de pousos não tripulados em Marte na janela de transferência de 2028. Nesse cenário, a versão V3 seria o veículo padrão.

Visão de uma Starship pousando em ambiente lunar e marciano
Conceito artístico da Starship em missões para a Lua e Marte nas próximas janelas de lançamento.

O Flight Test 12 e os atrasos do programa

O cronograma original previa o Flight 12 ainda em março. A janela foi adiada após problemas em testes preliminares de pressurização e de software de bordo.

Conforme reportou a Applying AI, o atraso impactou também planos de IPO da SpaceX. Investidores acompanham o ritmo de lançamentos.

De fato, a Bolsa de Valores de Nova York mantém especulações sobre quando a SpaceX poderá abrir capital. Cada teste bem-sucedido aumenta a avaliação privada da empresa.

Apesar disso, a SpaceX prefere não comentar planos financeiros publicamente. O foco da empresa segue sendo a engenharia.

Por outro lado, fornecedores brasileiros de aço especial e ligas resistentes a alta temperatura monitoram a evolução do programa Starship.

De fato, peças usadas em motores de foguete demandam metalurgia avançada. Empresas nacionais com capacidade industrial relevante se posicionam para parcerias.

Igualmente, instituições de ensino e pesquisa brasileiras seguem o desenvolvimento da tecnologia de propulsão como referência educacional.

Ressalvas e o que pode adiar o lançamento da Starship

No entanto, o lançamento de 12 de maio ainda depende de licença final da FAA. A agência precisa atestar mitigação de riscos para a costa do Texas.

Apesar disso, a SpaceX já trabalha com janelas backup nos dias 13 e 14 de maio. Cada janela tem duração limitada por restrições orbitais e meteorológicas.

Contudo, condições do tempo na costa do Texas em maio podem comprometer voos. Trovoadas frequentes na primavera atrasam testes anteriores há vários ciclos.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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