Missão Artemis II da NASA levou 4 astronautas ao redor da Lua pela primeira vez em 53 anos, a cápsula Orion reentrou na atmosfera a mais de 30 mil km/h suportando temperaturas que derretem aço, alcançou 7.500 km além do lado oculto da Lua superando o recorde da Apollo 13 e amerissou no Oceano Pacífico em 11 de abril de 2026 abrindo caminho para a Artemis III pousar a primeira mulher na superfície lunar.
Pela primeira vez desde dezembro de 1972, seres humanos viram a Lua de perto. A missão Artemis II da NASA trouxe 4 astronautas de volta após 10 dias no espaço profundo.
A cápsula Orion amerissou no Oceano Pacífico em 11 de abril de 2026, próximo a San Diego, sendo recuperada pela Marinha dos EUA.
E a tecnologia que os trouxe de volta faz o programa Apollo — que levou o homem à Lua nos anos 60 — parecer um brinquedo.
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O foguete mais poderoso já construído pela NASA
A Artemis II decolou em 1º de abril de 2026 às 18h35 (horário local) da Plataforma 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Portanto, o mesmo local de onde partiram as missões Apollo.
O foguete SLS (Space Launch System) Block 1 é o mais poderoso já construído pela NASA. Assim, impulsionou a Orion em uma trajetória de injeção translunar com múltiplas queimas.
Após 1 dia em órbita terrestre para checagens, a cápsula seguiu rumo à Lua. O sobrevoo lunar ocorreu em 6 de abril de 2026.
A Orion alcançou 7.500 km além do lado oculto da Lua — o ponto mais distante da Terra já atingido por seres humanos, superando o recorde da Apollo 13 de 1970.

4 astronautas que entraram para a história
A tripulação da Artemis II é formada por:
Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e Jeremy Hansen (especialista de missão, da Agência Espacial Canadense).
Dessa forma, Hansen se tornou o primeiro canadense a viajar ao espaço profundo. Além disso, Koch é a astronauta que detém o recorde feminino de permanência contínua no espaço.
Os 4 realizaram testes em sistemas essenciais da Orion em ambiente de espaço profundo: suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual.
Reentrada a 30 mil km/h com temperaturas que derretem aço
A reentrada atmosférica da Orion durou 13 minutos. Portanto, a cápsula atingiu velocidades em torno de 30 mil km/h — típicas para reentradas de missões lunares.
Durante 6 minutos, todas as comunicações foram cortadas. Dessa forma, o controle de missão ficou sem contato com a tripulação enquanto o escudo térmico enfrentava temperaturas extremas.
Contudo, a reentrada seguiu perfil mais íngreme que o planejado originalmente. Isso porque a Artemis I (não tripulada, 2022) revelou erosão no escudo térmico durante reentrada “saltitante”.
A NASA ajustou o perfil baseada nos dados da Artemis I — uma decisão de engenharia que pode ter salvado a missão.

O que faz a Apollo parecer um brinquedo
A diferença tecnológica entre 1969 e 2026 é abismal.
A Orion usa trajetória de retorno livre, aproveitando a gravidade da Terra e da Lua para reduzir consumo de combustível. Assim, é mais segura que as Apollo, que dependiam de grandes queimas de motor.
O SLS gera mais empuxo que o Saturn V. A Orion tem sistemas de suporte de vida, navegação e comunicação que não existiam na era Apollo. Além disso, o escudo térmico é projetado para velocidades e temperaturas que as Apollo nunca enfrentaram em perfil direto.
Para entender como esse nível de engenharia extrema já opera em plataformas de petróleo no oceano, veja a reportagem.

O que vem depois: primeira mulher na Lua
A próxima missão é a Artemis III, prevista para 2027-2028. Portanto, será o primeiro pouso tripulado na Lua em mais de 55 anos.
O alvo é o polo sul lunar, onde cientistas acreditam existir gelo de água em crateras permanentemente sombreadas. Dessa forma, Christina Koch pode se tornar a primeira mulher a pisar na superfície da Lua.
Contudo, a missão enfrentou atrasos por questões técnicas no SLS e no Starship da SpaceX (que será o módulo de pouso). O custo total do programa Artemis já soma US$ 93 bilhões.
Ainda assim, depois de 53 anos de silêncio, a humanidade não está apenas voltando à Lua — está voltando para ficar. E a tecnologia que tornou isso possível faz tudo que veio antes parecer um ensaio.

Esta na cara que eles nunca estiveram na lua, ainda mais nessa época !
Antonio Carlos, entendo a desconfiança, mas as missões Apollo foram verificadas de forma independente por dezenas de países — incluindo a própria União Soviética, rival dos EUA na corrida espacial. Os retrorefletores deixados na Lua em 1969 são usados até hoje por observatórios no mundo todo para medir a distância Terra-Lua com precisão de centímetros. A Artemis II, que acabou de voltar, é continuação direta desse legado. Abraço!