Shell liberada para perfurar em Gato do Mato, no pré-sal da Bacia de Santos

Shell

Atividade a ser executada pela navio-sonda Brava Star da Constellation (ex-QGOG) foi liberada pelo Ibama esta semana e a Shell espera primeiro óleo para 2023

O Ibama concedeu, esta semana, licença ambiental para início das perfurações da Shell em Gato do Mato, ativo comprado pela petroleira em 2017.
As perfurações ficarão á cargo do navio-sonda Brava Star, da empresa Constellation (QGOG) e resta agora a Shell apresentar o cronograma atualizado do projeto de perfuração dentro de 15 dias, á partir de ontem (24/06).

A liberação do Ibama envolve a perfuração de dois novos poços exploratórios e inclui um teste de formação a ser feito na parte sul de Gato do Mato.

O ativo de Gato do Mato

O campo de Gato do Mato está sob lâmina d’água entre 2.035 e 2.070 metros e localiza-se á cerca de 220 Km da costa do Rio de Janeiro.

A Shell é proprietária (80%) em parceria com a Total (20%) do bloco de exploração BM-S-54, denominado de Gato do Mato e localizado no pré-sal da Bacia de Santos.
O campo terá a instalação de um FPSO com capacidade de produção de 90 mil barris por dia de petróleo e 8,5 milhões de metros cúbicos de gás natural .

O ativo foi adquirido pela Shell em 2017, na 2ª Rodada de Partilha e as perfurações já haviam sido anunciadas pelo presidente da companhia para este ano.
O presidente da Shell Brasil, André Araújo, declarou ainda que o primeiro óleo do campo está previsto para 2023.

A Shell planeja investir cerca de US$ 2 bilhões por ano até 2025 no Brasil e segundo declarações do vice-presidente de exploração da Shell para a América do Norte e o Brasil, Martin Stauble, durante a OTC Houston 2019, o Brasil é o principal impulsionador do Capex da petroleira atualmente.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)