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Shell planeja investir cerca de US$ 2 bilhões por ano até 2025 no Brasil

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 10/05/2019 às 01:00 Atualizado em 09/05/2019 às 21:59

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Shell tem planos de investir, ao ano, cerca de US$ 2 bilhões em suas atividades, no Brasil, até 2025, mas pode aumentar esse montante para aproveitar novas oportunidades de aquisições nos três leilões de óleo e gás.

O vice-presidente de exploração da Shell para a América do Norte e o Brasil, Martin Stauble, disse durante a OTC Houston 2019 que Brasil é o principal impulsionador do Capex da petroleira atualmente. Apesar do apetite em relação ao Brasil, o executivo afirmou que o país ainda apresenta alguns desafios: “Ainda é muito difícil conseguir permissões sísmicas”, informou.

O presidente global da companhia, Ben van Beurden, conta que a ofensiva da empresa, no país, não se concentrará só no setor petrolífero e que o plano de expansão da multinacional anglo-holandesa também passa pelo gás natural, biocombustíveis e energia solar. A entrada no refino, por sua vez, está descartada.

Questionado se a empresa tem interesse no pacote de oito refinarias colocado à venda pela Petrobras, Ben van Beurden explicou que a Shell vendeu boa parte de seus ativos no refino, no mundo, nos últimos anos, e que o foco da companhia está, hoje, em refinarias integradas a complexos petroquímicos e a centros (“hubs”) de comercialização global. “O Brasil pode vir a ser um centro integrado, no futuro, mas não para nós neste momento”, comentou.

O executivo esteve reunido nesta quarta-feira, 08 de Maio, com o presidente Jair Bolsonaro para, segundo van Beurden, expressar a “confiança e comprometimento” da Shell com o país e ouvir os planos do governo para o setor. A previsão da empresa é que sua produção em águas profundas possa ultrapassar o patamar de 900 mil barris diários de óleo equivalente (BOE/dia) em 2020 e que o Brasil pode representar metade desse volume.

De acordo com Beurden, o Brasil está no topo da estratégia global de crescimento da empresa em águas profundas. Ben van Beurden disse que vê o leilão dos excedentes da cessão onerosa, previsto ocorrer em outubro, como “atrativo”, porque se trata de ativos com reservas provadas e em produção.

A Shell produz, atualmente, cerca de 375 mil BOE/dia, no Brasil. A petroleira opera o Parque das Conchas e Bijupirá-Salema (Bacia de Campos), e é sócia da Petrobras nos principais campos do pré-sal (Lula e Sapinhoá).

Enquanto analisa potenciais poços massivos no offshore brasileiro, a Shell pretende perfurar dois poços de águas profundas no México – um no final do ano e outro em janeiro de 2020.

A Shell, porém, vê oportunidades de integração na cadeia de gás natural. “Acreditamos no gás como combustível do futuro e o Brasil é um grande mercado, mas precisamos de definições políticas para destravar esse mercado. Há muito gás disponível, especialmente no pré-sal, que precisa encontrar um lar”, disse.

“O Brasil é um dos ‘players’ mais proeminentes em biocombustíveis, no mundo… Na geração de energia, queremos crescer nas próximas décadas nesse setor e o Brasil tem fantásticas oportunidades nisso, em energia solar, eólica, mas também em geração térmica a gás natural”, afirmou.

Ben van Beurden explica que a busca por novos negócios na área de renováveis e na geração de energia, no Brasil, está dentro da estratégia global da petroleira de se reposicionar frente à transição energética para uma economia de baixo carbono. Em fevereiro, a empresa anunciou a sua estreia no setor de energia, no Brasil, ao entrar com uma fatia de 29,9% no consórcio responsável pela construção da termelétrica a gás de Marlim Azul (565 megawatts), em Macaé (RJ), ao lado do Pátria Investimentos e da Mitsubishi. A unidade consumirá o gás da Shell do pré-sal.

Petrobras adianta perfuração de poços, enquanto aguarda a conclusão do desenvolvimento das unidades que serão interligadas os quatro navios-plataformas (FPSOs) em fase de construção  P-68, P-70, MERO 1 E SÉPIA

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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