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Sedentarismo avança silenciosamente no Brasil enquanto milhões ignoram um dos maiores fatores de risco para câncer e outras doenças graves

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Escrito por Jefferson Augusto Publicado em 03/06/2026 às 12:23 Atualizado em 03/06/2026 às 12:27
Sedentarismo é apontado como um dos principais fatores de risco para doenças e câncer.
Falta de atividade física preocupa especialistas em saúde pública.
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Enquanto o tabagismo recua após décadas de campanhas de conscientização, a falta de atividade física cresce entre os brasileiros e acende um alerta importante para a saúde pública

O câncer continua entre as principais causas de morte no mundo e, em muitos casos, está diretamente relacionado a fatores que podem ser modificados por meio de mudanças no estilo de vida. Embora grande parte da população associe a prevenção da doença ao combate ao cigarro e ao álcool, especialistas alertam que existe outro fator de risco que afeta um número muito maior de pessoas e que costuma passar despercebido: o sedentarismo.

A informação foi divulgada com base em um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisou os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer em diferentes países. O estudo identificou hábitos e condições que podem ser evitados e que exercem influência direta sobre o surgimento da doença.

Além disso, os resultados mostram que a falta de movimento físico se tornou um dos desafios mais importantes da saúde moderna, especialmente em países como o Brasil, onde milhões de pessoas não alcançam sequer os níveis mínimos de atividade física recomendados.

OMS aponta principais fatores associados ao câncer

O estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde buscou mapear a relação entre o câncer e fatores modificáveis do estilo de vida.

Segundo os dados apresentados, o tabagismo continua sendo o principal responsável pela carga global da doença, representando 15,1% dos casos analisados.

Além disso, as infecções aparecem logo em seguida, contribuindo com 10,2% da carga de câncer observada no levantamento.

O consumo de álcool ocupa outra posição de destaque, sendo responsável por 3,2% dos casos.

Entretanto, a análise não se limitou apenas a esses fatores.

A OMS também avaliou elementos como índice de massa corporal elevado, atividade física insuficiente, uso de tabaco sem fumaça, poluição do ar e exposição à radiação ultravioleta.

Dessa forma, o estudo oferece uma visão mais ampla sobre os riscos que influenciam o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Além disso, os especialistas ressaltam que conhecer esses fatores é fundamental para construir estratégias eficazes de prevenção.

Afinal, identificar um risco é o primeiro passo para combatê-lo.

Brasil reduz número de fumantes, mas enfrenta crescimento do sedentarismo

Pessoas praticam caminhada como forma de combater o sedentarismo.
Pequenas mudanças na rotina podem trazer benefícios significativos para a saúde.

Nas últimas décadas, o Brasil se tornou referência mundial no combate ao tabagismo.

Campanhas educativas, restrições à publicidade, aumento de impostos e a criação de ambientes livres de fumaça contribuíram para uma queda significativa no número de fumantes.

Atualmente, menos de 10% da população adulta brasileira fuma regularmente.

Esse resultado é considerado uma das maiores conquistas da saúde pública nacional.

No entanto, enquanto o país comemora a redução do cigarro, outro problema cresce de forma silenciosa.

Segundo uma pesquisa realizada pela Quest, aproximadamente 52% dos brasileiros se consideram sedentários.

Além disso, quando os critérios da Organização Mundial da Saúde são aplicados, a situação se torna ainda mais preocupante.

Os dados mostram que cerca de 76% da população não alcança os níveis mínimos de atividade física recomendados para a manutenção da saúde.

Consequentemente, milhões de brasileiros convivem diariamente com os impactos negativos da falta de movimento.

E esses efeitos vão muito além da perda de condicionamento físico.

Falta de atividade física aumenta riscos para a saúde

A prática regular de exercícios físicos está associada à redução do risco de diversas doenças.

Por outro lado, o sedentarismo contribui para o aumento de problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão e diferentes tipos de câncer.

Além disso, a ausência de movimento favorece o ganho excessivo de peso, criando um ciclo que pode comprometer ainda mais a saúde.

Nesse contexto, outro dado chama atenção dos especialistas.

Atualmente, cerca de 30% da população brasileira é considerada obesa.

Esse número preocupa porque a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer.

Além disso, existe uma ligação direta entre obesidade e baixos níveis de atividade física.

Por esse motivo, combater o sedentarismo não significa apenas melhorar a qualidade de vida, mas também reduzir significativamente o risco de doenças graves.

O tamanho do problema vai além do risco individual

Os especialistas destacam que o objetivo não é minimizar os riscos do cigarro ou do álcool.

Pelo contrário.

O tabagismo continua sendo um dos principais fatores relacionados ao câncer e merece atenção constante.

No entanto, quando se analisa a saúde pública, é necessário considerar não apenas a intensidade do risco individual, mas também o número de pessoas expostas a ele.

Nesse sentido, os números brasileiros são reveladores.

Enquanto menos de 10% da população fuma, mais da metade se considera sedentária.

Além disso, três em cada quatro brasileiros não atingem o mínimo recomendado de atividade física.

Consequentemente, o impacto coletivo do sedentarismo pode ser enorme.

Por isso, muitos especialistas consideram a promoção do movimento uma das maiores oportunidades de prevenção da atualidade.

Pequenas mudanças podem gerar grandes benefícios

Muitas pessoas acreditam que combater o sedentarismo exige mudanças radicais.

No entanto, a realidade é diferente.

Não é necessário se tornar atleta, correr maratonas ou passar horas dentro de academias para obter benefícios importantes.

Pelo contrário.

A mudança pode começar com atitudes simples incorporadas ao cotidiano.

Caminhar mais, utilizar escadas em vez de elevadores, levantar-se regularmente durante o expediente e reduzir o tempo sentado são exemplos de hábitos que ajudam a aumentar o nível de atividade física.

Além disso, brincar com os filhos, passear com o cachorro, pedalar, dançar ou praticar qualquer atividade prazerosa também contribui para uma rotina mais ativa.

Embora o exercício físico estruturado continue extremamente importante, especialistas reforçam que o movimento diário possui um valor igualmente relevante.

Afinal, o corpo humano foi desenvolvido para se movimentar.

E cada passo conta.

O risco silencioso que milhões de brasileiros ignoram

Diferentemente do cigarro, cujos efeitos nocivos são amplamente conhecidos pela população, o sedentarismo muitas vezes passa despercebido.

Isso acontece porque ele se integra à rotina e acaba sendo visto como algo normal.

Entretanto, a falta de atividade física produz consequências importantes para a saúde ao longo do tempo.

Além disso, seus efeitos costumam surgir de forma gradual, o que dificulta a percepção do problema.

Por esse motivo, especialistas defendem que o combate ao sedentarismo deve ocupar posição central nas políticas de prevenção.

Enquanto alguns riscos são facilmente identificados, outros permanecem silenciosos.

O sedentarismo é um deles.

E, diante dos números apresentados pela OMS e pelas pesquisas realizadas no Brasil, ignorar esse problema pode significar perder uma das maiores oportunidades atuais de reduzir doenças, melhorar a qualidade de vida e prevenir diferentes tipos de câncer.

Qual foi a pequena mudança de hábito que mais ajudou você a se movimentar mais e cuidar melhor da sua saúde no dia a dia?

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