O Sindicato dos Metroviários se reúne na noite desta terça-feira (12), na Zona Leste de São Paulo, para decidir se deflagra a paralisação. Caso aprovada, a greve dos metroviários começa à 0h de quarta-feira (13) e deve afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Milhões de passageiros do transporte público de São Paulo podem enfrentar uma manhã caótica nesta quarta-feira (13). A possível greve dos metroviários depende do resultado de uma assembleia geral marcada para a noite desta terça-feira (12), na sede do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, em Belém, na Zona Leste da capital.
Segundo a Veja, a reunião está prevista para as 18 horas e deve definir se a categoria entra em paralisação a partir da 0h de quarta. Se aprovada, a interrupção atingirá as principais linhas operadas diretamente pela estatal e pressionará o governo estadual a negociar uma pauta que envolve concurso público, plano de saúde, plano de carreira e participação nos resultados.
Quais linhas do metrô seriam afetadas pela greve
O eventual movimento atinge apenas as linhas administradas diretamente pelo Metrô de São Paulo. Estão na lista a Linha 1-Azul, a Linha 2-Verde, a Linha 3-Vermelha e a Linha 15-Prata, que juntas transportam a maior parte dos usuários do sistema.
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Há ainda menções à possibilidade de impacto na Linha 17-Ouro, que também está sob responsabilidade da estatal. As linhas concedidas à iniciativa privada, no entanto, não fazem parte do movimento.
A Linha 4-Amarela e a Linha 5-Lilás, operadas por concessionárias, devem funcionar normalmente. Trens da CPTM, do consórcio ViaMobilidade e da TIC Trens também não estão incluídos na pauta sindical apresentada até o momento.
Quando e onde será a assembleia que decide a paralisação
A assembleia foi convocada para esta terça-feira, 12 de maio, a partir das 18 horas. O encontro acontece na sede do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, no bairro do Belém, Zona Leste da capital paulista.
Caberá à categoria presente votar a favor ou contra a deflagração da paralisação. Se a maioria aprovar, a greve dos metroviários começa oficialmente à 0h de quarta-feira (13), com efeito imediato nas linhas operadas pela estatal.
A definição é aguardada por usuários e pela administração paulista, que pode tentar acordo de última hora para evitar o impacto sobre o transporte público da capital e da região metropolitana.
O que a categoria reivindica do governo estadual
A pauta da assembleia vai muito além de reajuste salarial. O sindicato afirma que a redução do quadro de funcionários ao longo dos últimos dez anos elevou a sobrecarga de trabalho e cobra a abertura de concurso público para reposição.
Outro ponto crítico é o plano de saúde Metrus. A entidade se posiciona contra o aumento do desconto aplicado sobre os trabalhadores, mudança que considera prejudicial à categoria.
Também estão na pauta a revisão do plano de progressão salarial, com os chamados “steps” estendidos a todos os funcionários, e a negociação sobre a participação nos resultados deste ano. Em comunicado, o sindicato afirma que a greve “pode ser evitada” caso o governo estadual e a direção do Metrô atendam às demandas apresentadas pela categoria.
Desafio da catraca livre proposto pelo sindicato
Na tentativa de pressionar o governo estadual sem inviabilizar a circulação dos usuários, o Sindicato dos Metroviários lançou o que chama de “desafio da catraca livre”. A proposta é uma alternativa direta à paralisação.
Segundo a entidade, se o governo aceitar liberar a cobrança de tarifa nas linhas operadas pela estatal, os trabalhadores manteriam o funcionamento do sistema no dia da possível paralisação. Os passageiros não pagariam pela passagem, mas os trens continuariam circulando normalmente.
A medida ainda não recebeu resposta formal por parte do governo estadual ou da direção do Metrô. Caso seja recusada, a expectativa do sindicato é que a categoria aprove a paralisação na assembleia.
Por que a redução de pessoal está no centro da disputa
O argumento de que o quadro foi enxugado é um dos pontos mais sensíveis da negociação. Para o sindicato, a queda no número de profissionais ativos comprometeu condições de trabalho e pode afetar a segurança da operação.
A categoria defende que o concurso público é a única forma de recompor as equipes de operação, manutenção e atendimento. Sem novas contratações, a entidade afirma que a sobrecarga continua a crescer.
O tema também se conecta à discussão sobre plano de carreira. A demanda pela progressão salarial estendida a todos busca corrigir distorções acumuladas em anos sem ajustes estruturais nas regras internas.
O que esperar nas próximas horas
O desfecho da assembleia desta terça-feira é o ponto central para definir o cenário do transporte público em São Paulo nas próximas 48 horas. A votação concentra a expectativa de usuários, empresas e poder público.
Se houver acordo nas últimas horas antes da reunião, o movimento pode ser suspenso. Já a negativa do governo estadual em discutir a pauta tende a empurrar a categoria para a aprovação da paralisação.
Em caso de greve dos metroviários confirmada, os passageiros precisarão buscar alternativas de transporte logo no início da madrugada de quarta-feira, com pressão maior sobre ônibus, aplicativos de transporte e linhas privadas do metrô que não aderem ao movimento.
A discussão sobre uma nova greve no transporte público da maior cidade do país coloca em xeque uma equação difícil: o direito de mobilização dos trabalhadores e o impacto direto sobre milhões de pessoas que dependem do metrô todos os dias para chegar ao trabalho, à escola ou ao hospital.
E você, o que pensa sobre essa situação? Acha que a paralisação se justifica diante das pautas apresentadas pelo sindicato? Acredita que o governo estadual deveria aceitar o “desafio da catraca livre”? Deixe seu comentário, conte como a possível greve afeta sua rotina e marque alguém que precisa acompanhar essa pauta.
