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Cidade dá salto impressionante, sai da 354ª posição e vira a 4ª mais rica do país, superando grandes capitais com PIB de R$ 134,1 bilhões

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 23/06/2026 às 21:01 Atualizado em 23/06/2026 às 21:04
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Imagem: Ilustração artística
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Impulsionada pelo pré-sal, cidade fluminense ultrapassou grandes capitais, acumulou R$ 2,6 bilhões em fundo soberano e transformou royalties em renda básica, transporte gratuito, bolsas universitárias, bicicletas compartilhadas e investimentos voltados ao futuro econômico

O PIB de Maricá alcançou R$ 134,1 bilhões em 2023 e colocou o município de 212 mil habitantes atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Impulsionada pelos royalties do pré-sal, a cidade fluminense também acumulou R$ 2,6 bilhões em um fundo criado para financiar políticas públicas após o ciclo do petróleo.

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PIB de Maricá superou economias de grandes capitais

Localizada a pouco mais de 60 quilômetros do Rio de Janeiro, Maricá passou por uma mudança expressiva em pouco mais de duas décadas. Em 2002, ocupava a 354ª posição entre as cidades mais ricas do país.

Com o resultado registrado em 2023, o município chegou ao quarto lugar no ranking nacional, ultrapassando capitais como Belo Horizonte, Manaus e Curitiba. Foi a primeira vez que uma cidade que não é capital alcançou essa posição.

O PIB por habitante passou de R$ 679 mil, ficando entre os maiores do Brasil. O resultado está diretamente ligado à exploração de petróleo do pré-sal na Bacia de Santos.

Maricá tornou-se a maior receptora de royalties do petróleo do país. Segundo dados da prefeitura, a arrecadação anual proveniente dessa fonte supera R$ 2,7 bilhões.

Fundo soberano já acumula R$ 2,6 bilhões

Para reduzir a dependência futura do petróleo, a prefeitura criou, em 2018, o primeiro fundo soberano municipal do Brasil.

Aproximadamente 15% dos recursos recebidos em royalties são poupados e aplicados em fundos públicos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O objetivo é formar uma reserva capaz de sustentar políticas municipais quando a produção petrolífera diminuir.

O Fundo Soberano de Maricá encerrou 2024 com R$ 2,6 bilhões acumulados, conforme informações da administração municipal.

O modelo também passou a despertar interesse de outras regiões produtoras. Maricá recebeu comitivas oficiais do Amapá, estado ligado à nova fronteira de exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Cidade possui dados inpressionantes e deixa grandes para trás
Imagem: Reprodução

Royalties financiam renda, transporte e educação

Parte da arrecadação do petróleo foi direcionada para programas sociais e serviços públicos. Entre eles está a moeda social Mumbuca, lançada em 2013 e batizada com o nome de um rio local.

Cada mumbuca equivale a R$ 1, mas a moeda circula somente no comércio do município. Ela foi apresentada como a primeira moeda social totalmente digital do Brasil.

Por meio da Renda Básica de Cidadania, mais de 42 mil moradores cadastrados recebem mensalmente 200 mumbucas. O município também mantém ônibus municipais gratuitos desde 2014.

Maricá foi a primeira cidade brasileira com mais de 100 mil habitantes a implantar o sistema de Tarifa Zero.

Outro programa é o Passaporte Universitário, que oferece bolsas integrais para moradores matriculados no ensino superior.

A cidade ainda disponibiliza gratuitamente bicicletas compartilhadas, conhecidas como “vermelhinhas”. As iniciativas transformaram Maricá em referência nos debates sobre renda básica e políticas públicas financiadas por receitas do petróleo.

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Crescimento populacional acompanha transformação econômica

A expansão econômica ocorreu junto com o aumento da população. Maricá passou de 127 mil habitantes em 2010 para 212 mil em 2025, segundo o IBGE, registrando o maior crescimento populacional do estado do Rio de Janeiro no período.

Além do PIB de Maricá e dos programas municipais, a cidade possui 46 quilômetros de praias e seis lagoas.

Entre os principais pontos estão a Praia de Itaipuaçu, com 15 quilômetros de extensão, e a Pedra do Elefante, com 412 metros de altitude.

A Restinga de Maricá reúne dunas, vegetação rasteira e a vila de pescadores de Zacarias. Já a Lagoa de Araçatiba possui uma orla revitalizada de cinco quilômetros, com calçadão, iluminação, restaurantes e espaços para atividades aquáticas.

No centro histórico está a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, templo construído em 1788 que combina elementos barrocos e neoclássicos.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da Prefeitura de Maricá e da Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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