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Quatro pistas, 270 aviões e capacidade para 110 milhões de passageiros por ano: começa a sair do chão na Etiópia o mega-aeroporto de US$ 12,5 bilhões assinado pelo escritório de Zaha Hadid, uma “cidade aeroporto” onde até 80% dos viajantes estarão só de passagem

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 13/07/2026 às 22:36 Atualizado em 13/07/2026 às 22:38
Batizado de Aeroporto Internacional de Bishoftu, o mega-aeroporto da Etiópia quer ser o maior da África
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Batizado de Aeroporto Internacional de Bishoftu, o mega-aeroporto da Etiópia quer ser o maior da África. Serão quatro pistas e lugar para 270 aeronaves, num projeto de US$ 12,5 bilhões que começa em 2030 com 60 milhões de passageiros e mira 110 milhões na fase final.

A África está prestes a ganhar um novo colosso da aviação. A Etiópia iniciou a construção de um mega-aeroporto que promete mudar o futuro das viagens internacionais no continente. Segundo o portal NSC Total, o Aeroporto Internacional de Bishoftu terá capacidade final para impressionantes 110 milhões de passageiros por ano número próximo dos maiores terminais do planeta.

Estimado em US$ 12,5 bilhões, o projeto fica perto da cidade de Bishoftu, a cerca de 40 a 45 quilômetros de Adis Abeba, a capital etíope. A construção começou oficialmente em janeiro de 2026, e a primeira fase deve abrir em 2030, já com estrutura para 60 milhões de passageiros anuais.

Quatro pistas, 270 aviões e 110 milhões de passageiros

Novo aeroporto da Ethiopian Airlines terá abertura inicial prevista para 2030 (Foto: Reprodução, ZHA)
Novo aeroporto da Ethiopian Airlines terá abertura inicial prevista para 2030 (Foto: Reprodução, ZHA)

Os números do projeto impressionam. Quando estiver pronto, o mega-aeroporto terá quatro pistas, espaço para 270 aeronaves e capacidade muito acima dos maiores aeroportos que a África tem hoje. O desenho é assinado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, conhecido por obras arrojadas ao redor do mundo.

A ambição é clara: ser o maior aeroporto do continente africano. A meta final, de 110 milhões de passageiros por ano, coloca Bishoftu no mesmo patamar dos gigantes globais e faz do empreendimento uma aposta de peso no futuro das viagens aéreas.

Uma “cidade aeroporto” onde até 80% só passam

A ideia, porém, vai muito além de um terminal grande. A Ethiopian Airlines e o escritório de Zaha Hadid tratam o empreendimento como uma verdadeira “cidade aeroporto”, com terminal, hotel, áreas comerciais, espaços de conexão, carga aérea e ligação por transporte rápido.

Boa parte desse fluxo, aliás, nem vai ficar na Etiópia. Segundo o projeto, até 80% dos passageiros podem estar apenas em conexão, trocando de voo a caminho de outro destino. Em outras palavras, o mega-aeroporto nasce pensado para ser um grande ponto de baldeação da aviação mundial.

Por que a Etiópia precisa de um novo hub

A construção de um aeroporto do zero tem um motivo prático. O atual principal aeroporto do país, o Addis Ababa Bole, está cercado por áreas urbanas e enfrenta sérias restrições para crescer. Bishoftu surge como saída viável, por ser erguido em uma área aberta, com espaço de sobra para expansão.

Por trás do plano está uma das companhias mais fortes da África. A Ethiopian Airlines opera voos para mais de 160 destinos domésticos, internacionais e de carga, e quer ampliar sua presença global dentro da estratégia batizada de Vision 2035. O novo hub é peça central nesse tabuleiro.

Aberto por fases: 2030 e, depois, 110 milhões

O gigante não nascerá pronto. A construção começou oficialmente em janeiro de 2026, e a primeira etapa está prevista para 2030, já com capacidade para 60 milhões de passageiros por ano — número que, sozinho, colocaria Bishoftu no patamar dos grandes hubs mundiais.

A fase final é ainda mais ousada, mirando os 110 milhões de passageiros anuais. Para se ter ideia, os maiores aeroportos do mundo em 2025 giraram em torno desse volume: Atlanta teve 106,3 milhões, Dubai 95,2 milhões e Tóquio-Haneda 91,7 milhões, segundo o ranking do ACI World.

US$ 12,5 bilhões: quem vai pagar a conta

Um projeto dessa escala exige um financiamento à altura. Do total de US$ 12,5 bilhões, a Ethiopian Airlines pretende bancar 30%, enquanto o restante deve vir de financiadores internacionais, de acordo com a Reuters.

O Banco Africano de Desenvolvimento também entrou na operação: comprometeu-se com US$ 500 milhões e atua na captação de outros US$ 8,7 bilhões para viabilizar a obra. Não à toa, o primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali classificou o empreendimento como “o maior projeto de infraestrutura aeronáutica da história da África”.

A aviação africana em plena decolagem

O mega-aeroporto surge em um momento de expansão do transporte aéreo no continente. Um relatório da IATA estima que o número de passageiros na África cresça 3,7% ao ano entre 2023 e 2043, o que representaria 179 milhões de viajantes a mais no período.

Os efeitos econômicos são igualmente expressivos. Segundo levantamento da Air Transport Action Group, a aviação já sustenta 8,1 milhões de empregos e US$ 75 bilhões em PIB na África — e a projeção é chegar a 16 milhões de empregos e US$ 190 bilhões até 2043. Um cenário em que um hub como Bishoftu pode fazer toda a diferença.

E você, embarcaria numa conexão nesse gigante?

De quatro pistas a uma “cidade aeroporto” para 110 milhões de passageiros, o mega-aeroporto de Bishoftu promete colocar a Etiópia no centro do mapa da aviação mundial.

E você, embarcaria em uma conexão nesse gigante africano? Acha que projetos assim vão mudar a forma como voamos pelo mundo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem ama acompanhar as grandes obras do planeta.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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