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Depois de meses de trabalho pesado feito com as próprias mãos, um casal transformou a frente abandonada da chácara no quintal dos sonhos: gramado novo, jardim tomando forma e cada canto renovado provam que dá para virar um pedaço de terra do avesso sem chamar ninguém, só com dedicação e paciência

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 14/07/2026 às 01:15 Atualizado em 14/07/2026 às 01:19
Assista o vídeoSem chamar máquina, sem contratar equipe e sem pressa, o casal que largou tudo para viver na roça puxou a terra que sobrava atrás da casa, nivelou o chão no rastelo e plantou o gramado da frente inteiro no braço, entregando a primeira parte do jardim pronta e revelando que ainda sobraram 55 metros de grama esperando um destino que eles se recusam a contar
Sem chamar máquina, sem contratar equipe e sem pressa, o casal que largou tudo para viver na roça puxou a terra que sobrava atrás da casa, nivelou o chão no rastelo e plantou o gramado da frente inteiro no braço, entregando a primeira parte do jardim pronta e revelando que ainda sobraram 55 metros de grama esperando um destino que eles se recusam a contar
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Sem contratar equipe e sem máquina pesada, o casal Paulo e Natália, do canal Simplicidade na Roça, puxou a terra que sobrava atrás da casa, nivelou o terreno no rastelo, assentou uma carreira de tijolos e plantou cerca de 20 metros de grama na frente da chácara, entregando a primeira parte do jardim pronta.

No vídeo publicado no canal Simplicidade na Roça, o casal Paulo e Natália registrou o dia em que finalmente atacou a frente da chácara. O trabalho começou com uma tarefa nada glamourosa: retirar a terra acumulada atrás da casa, que estava alta demais e ainda encostava na viga da construção, e levar tudo para a frente, onde faltava volume para receber o gramado. A dupla explica logo no início por que fez daquele jeito, quando decidiu encarar o serviço e o que pretendia entregar até o fim da gravação.

Não foi uma tarde de trabalho. A gravação atravessa dias. Depois de puxar a terra, socar o chão, esperar o serviço na viga, assentar tijolos e passar o rastelo, o casal plantou a grama e ainda voltou no dia seguinte com as mudas de lavanda compradas na cidade. O resultado, mostrado no fim do vídeo, é um quintal com gramado novo, canteiro delimitado e passagem de concreto já desenhada no plano, mas ainda não construída.

A terra que sobrava atrás da casa virou o gramado da frente

Casal transforma frente da chácara com as próprias mãos: gramado novo, jardim de lavanda e quintal renovado sem contratar ninguém. Veja como Paulo e Natália fizeram.
Casal transforma frente da chácara com as próprias mãos: gramado novo, jardim de lavanda e quintal renovado sem contratar ninguém. Veja como Paulo e Natália fizeram.

O problema era duplo e o casal resolveu os dois de uma vez. Atrás da casa havia terra em excesso, num chão desnivelado que Natália descreve como caído, ao ponto de a pessoa andar torto quando ia estender roupa. Na frente, ao contrário, faltava terra para fechar o nível do futuro gramado. A solução foi óbvia e braçal: tirar o que sobrava de um lado e levar para o outro.

Paulo detalha no vídeo que a terra tinha de sair também por outro motivo. Ela estava encostando na viga da casa, e havia um produto de proteção que ainda precisava ser aplicado ali, um serviço que já tinha sido feito pelo lado de dentro mas não pelo lado de fora. Removida a terra, a viga ficou acessível. Nos fundos, o casal deixou cerca de um metro reto além do barranco, um corredor para circular e, mais adiante, receber uma calçada.

Nivelamento no rastelo, socada no chão e a terra frouxa para a grama pegar

Terra colocada não significa terreno pronto. Antes da grama entrar, Paulo passou o rastelo para nivelar e retirar os torrões mais graúdos, aqueles que deixariam o gramado ondulado depois. A regra que ele repete é simples: quanto mais liso o chão, mais liso fica o tapete de grama.

Houve também um cuidado com a textura do solo. Onde o chão estava seco e endurecido, ele cavocou para afrouxar. Natália explica o motivo com a clareza de quem já viu grama morrer: em terra frouxa, a raiz encontra caminho e a placa pega mais rápido. Em chão batido, a grama sofre. Foi essa combinação de socada para firmar e afrouxada superficial para acolher a raiz que o casal aplicou antes de descer a primeira placa.

Cerca de 20 metros plantados, 55 metros ainda esperando lugar

Casal transforma frente da chácara com as próprias mãos: gramado novo, jardim de lavanda e quintal renovado sem contratar ninguém. Veja como Paulo e Natália fizeram.
Casal transforma frente da chácara com as próprias mãos: gramado novo, jardim de lavanda e quintal renovado sem contratar ninguém. Veja como Paulo e Natália fizeram.

O casal faz as contas em voz alta durante o vídeo. Na frente da casa foram plantados aproximadamente 20 metros quadrados de grama, número abaixo dos 25 que eles esperavam, porque um trecho do espaço acabou não sendo aproveitado. Sobraram, guardados, cerca de 50 metros. Somando tudo, restam ainda 55 metros de grama esperando destino, e o casal deixa claro que já sabe onde vai plantar, mas guarda a resposta para os próximos vídeos.

A grama chegou murcha e o casal explica isso antes que alguém comente. É julho, é inverno, e a grama dá uma secada natural nessa época. Ela continua viva e verde por baixo, apenas encolhida. O plano de recuperação é rega diária no fim da tarde e paciência até agosto e setembro, quando, segundo eles, a grama costuma brotar e se desenvolver de verdade.

A carreira de tijolo, a lavanda e o canteiro que mudou a cara da casa

Antes da grama, Paulo assentou uma carreira de tijolos para separar a área do gramado da área do jardim. Foi uma decisão estética que virou a virada do projeto. Ao levantar levemente o canteiro em vez de deixar tudo no mesmo nível, o casal criou um relevo que emoldura a frente da casa, algo que Natália compara a um quadro. Nas palavras dela, ficou perfeito.

No dia seguinte, ela foi até a cidade e voltou com as mudas. A escolha foi lavanda, planta que ela nunca havia cultivado e que, segundo o vídeo, apareceu como sugestão nos comentários de gravações anteriores. Foram 15 mudas por R$ 38, vendidas em bandeja fechada. O plantio aconteceu num dia de geada, com Natália reclamando dos dedos congelados, e algumas mudinhas já murchavam ao serem retiradas da bandeja. A recomendação que ela mesma dá: regar bem, na hora, para não perder nenhuma.

O que ficou faltando e já está no plano

O casal não vende um quintal terminado. Ao contrário, lista em voz alta o que ainda falta. Uma passarela de concreto até a porta, para não pisar em cima da grama, ainda em discussão se será reta ou em curva. Pedras brancas graúdas em volta do canteiro, para conter o barro que escorre com a chuva e dar acabamento. Um contorno preto ao redor da área. E dois canteiros extras que ainda não foram decididos.

Há também um problema estrutural admitido sem rodeios. Uma das calhas não ficou bem instalada e a água escorre pela beirada por cerca de quatro metros. Paulo diz que vai subir e ajeitar ele mesmo, em vez de chamar de volta a equipe que fez o serviço. E deixa no ar a dúvida sobre contratar ou não a mesma pessoa para a calha da cozinha, que ficará dentro da casa e, por isso, não admite erro.

A mandioca que carregou e o cálculo de dois anos de comida

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Fechado o serviço do jardim, o casal foi arrancar mandioca para o almoço. E o pé rendeu bem além do esperado. Paulo conta que tirou dez raízes de um único pé, todas boas de comer. A geada tinha queimado as pontas das ramas, mas não chegou à raiz. O plantio foi feito tarde, e eles sabiam que corriam esse risco.

O cálculo original era de um pé por dia, com 500 pés plantados para atravessar o ano até a próxima safra. Com esse rendimento, a conta muda: cada pé dá cerca de cinco cozinhadas, o que estica a colheita para algo perto de dois anos. O casal cogita plantar alguns pés novos mesmo assim, mais para não perder o costume e testar outra variedade do que por necessidade. O almoço do dia foi mandioca cozida com carne de porco frita, no fogão a lenha.

E você, faria assim ou chamaria alguém?

O que o casal Paulo e Natália mostrou nesse vídeo não é mágica, é serviço bruto dividido em dias, com rastelo, tijolo, carrinho de terra e cálculo feito na conversa. Deu certo, e deu certo sem contratar ninguém para a parte que dependia só de disposição.

Agora queremos ouvir você. Se fosse o seu quintal, você encararia o serviço no braço como esse casal fez ou chamaria alguém para nivelar e plantar a grama? E se você já plantou lavanda ou já teve grama sofrendo no inverno, conta aqui embaixo o que funcionou e o que não funcionou na sua experiência. Comenta que a gente responde.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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