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McDonald’s encontrou uma estrada romana de 45 metros e três sepultamentos durante as obras, financiou a preservação e abriu o restaurante com clientes caminhando sobre o achado por um piso de vidro

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 13/07/2026 às 23:42 Atualizado em 13/07/2026 às 23:44
McDonald’s encontrou uma estrada romana de 45 metros e três sepultamentos durante as obras
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Descoberta em Frattocchie, perto de Roma, obrigou a empresa a rever a construção, financiar escavações e integrar uma antiga via ligada à Via Appia ao novo edifício. O resultado foi um restaurante com piso de vidro e acesso independente à área arqueológica, mantendo o empreendimento em funcionamento sem esconder o patrimônio encontrado no terreno.

O McDonald’s encontrou uma estrada romana de 45 metros e três sepultamentos humanos durante a construção de uma unidade em Frattocchie, na Itália. Em vez de abandonar o endereço ou cobrir as ruínas, a empresa adaptou o projeto e abriu o restaurante sobre o achado.

A informação foi publicada por The Sun, jornal britânico de notícias gerais e cobertura internacional. A descoberta ocorreu em 2014, durante as obras do restaurante, que recebeu clientes a partir de 2017.

O projeto reuniu construção, arqueologia e preservação no mesmo terreno. A empresa financiou os trabalhos e instalou painéis transparentes no piso, permitindo que clientes observassem parte da antiga estrada enquanto circulavam pelo estabelecimento.

Escavação de 2014 revelou 45 metros de estrada romana

A abertura do terreno revelou pedras organizadas que formavam um trecho de estrada romana com 45 metros. A estrutura estava preservada sob o local escolhido para receber o novo restaurante.

Escavação de 2014 revelou 45 metros de estrada romana
Escavação de 2014 revelou 45 metros de estrada romana

A estrada teria sido construída por volta do século II antes de Cristo e deixado de ser usada até o século III. Isso coloca sua origem próxima de 2 mil anos atrás, muito antes da ocupação moderna de Frattocchie.

A descoberta mudou a condução da obra. O terreno deixou de ser apenas a base de uma construção comercial e passou a exigir escavações cuidadosas, proteção das pedras e acompanhamento de profissionais especializados.

Via encontrada era uma ramificação da antiga Via Appia

A estrada descoberta não fazia parte do caminho principal da Via Appia. Era uma via secundária que se conectava a essa importante rota da Roma Antiga.

Essa ramificação pode ter levado a um povoado ou a uma grande propriedade. Embora menor, ela ajudava a ligar áreas locais a uma estrada usada para conectar Roma a outras regiões.

Essa diferença é importante porque evita tratar o achado como um pedaço da pista principal. O trecho preservado era uma ligação antiga associada à Via Appia, com função própria dentro da rede de caminhos romanos.

Três sepultamentos humanos apareceram ao lado da estrada

As escavações também encontraram três sepultamentos humanos próximos ao trecho pavimentado. Os restos são atribuídos a três homens que podem ter sido enterrados no século III.

Os sepultamentos indicam que o uso daquele espaço mudou ao longo do tempo. Depois que a via perdeu sua função, partes de sua área lateral passaram a ser utilizadas para enterramentos.

Os restos humanos foram incorporados ao estudo arqueológico do local. O projeto evitou transformar essa descoberta em elemento de espetáculo e manteve o foco na preservação histórica e na compreensão do antigo caminho.

McDonald’s financiou escavação e preservação do local

O McDonald’s decidiu manter o empreendimento e financiar os trabalhos necessários para proteger o sítio. Arqueólogos participaram da escavação, enquanto autoridades italianas acompanharam as decisões relacionadas ao patrimônio.

McDonald’s financiou escavação e preservação do local
McDonald’s financiou escavação e preservação do local

The Sun, jornal britânico de notícias gerais e cobertura internacional, detalhou o custeio da escavação pela empresa. A obra avançou com mudanças que permitiram preservar a estrada romana dentro do projeto comercial.

A construção passou a considerar dois espaços no mesmo endereço. Na parte superior ficou o restaurante, enquanto a área arqueológica foi mantida abaixo, protegida pela estrutura instalada sobre o terreno.

Essa decisão evitou que os 45 metros de estrada romana fossem novamente escondidos. O local passou a funcionar como restaurante e também como ponto de acesso a um patrimônio encontrado durante a própria construção.

Piso de vidro colocou as ruínas sob os pés dos clientes

Painéis transparentes foram instalados no piso para permitir a observação da estrada. Assim, clientes que circulam pelo restaurante conseguem enxergar parte do caminho romano preservado abaixo do edifício.

Piso de vidro colocou as ruínas sob os pés dos clientes
Piso de vidro colocou as ruínas sob os pés dos clientes

A estrutura funciona como uma passagem elevada sobre o achado. Ela mantém a área comercial separada das ruínas, mas não elimina a ligação visual entre o restaurante e o sítio arqueológico.

O projeto também criou um acesso independente à área arqueológica. Dessa maneira, o visitante pode conhecer o espaço sem depender apenas da visualização disponível entre as mesas.

O piso de vidro tornou a descoberta parte permanente da arquitetura. A antiga estrada não foi levada para um museu distante, pois permaneceu no mesmo terreno onde foi encontrada.

Restaurante passou a dividir o terreno com um espaço arqueológico

A unidade abriu em 2017, três anos depois da descoberta. O intervalo foi usado para escavar o local, preservar a estrutura e adaptar a construção à presença das ruínas.

Mario Federico, dirigente da McDonald’s Italia, classificou a unidade como o primeiro restaurante com área museológica da empresa. Ele apresentou o projeto como um exemplo de colaboração entre atividade privada e preservação pública do patrimônio.

O resultado mostra como uma obra comercial pode mudar quando o subsolo revela vestígios importantes. Nesse caso, a solução não exigiu escolher entre o restaurante e a estrada romana, pois ambos foram integrados ao mesmo edifício.

A estrada de 45 metros, os três sepultamentos e a ligação com a Via Appia deram ao terreno uma importância que não existia no projeto inicial. A construção precisou respeitar essa nova realidade para continuar.

O restaurante permaneceu em funcionamento, enquanto as ruínas receberam proteção e visibilidade. O caso evidencia como decisões de engenharia podem permitir a convivência entre infraestrutura moderna e patrimônio arqueológico.

Quando uma obra encontra um patrimônio de 2 mil anos, você acredita que adaptar a construção é sempre melhor do que transferir as ruínas para outro local? Deixe sua opinião nos comentários ou compartilhe esta publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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