Segundo o IBGE, o custo nacional da indústria de construção civil e dos insumos passou de R$ 1.252,10 por metro quadrado em novembro para R$ 1.276,40 por metro quadrado em dezembro de 2020
O Índice Nacional da indústria de Construção Civil (INCC/Sinapi), divulgado na terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 1,94% no que diz respeito aos insumos em dezembro, após um avanço de 1,82% em novembro. A taxa acumulada em 2020 foi de 10,16%, a maior da série histórica com desoneração da folha de pagamento das empresas do setor, iniciada em 2013.
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Segundo o IBGE, o custo nacional dos insumos da indústria de construção civil passou de R$ 1.252,10 por metro quadrado em novembro para R$ 1.276,40 por metro quadrado em dezembro. A parcela dos materiais teve elevação de 3,39%, enquanto o custo da mão de obra subiu 0,25%.
Alta nos insumos inviabiliza retomada das obras
“A indústria de construção civil foi muito impactada, a partir de julho, pelas altas sequenciais das parcelas dos insumos”, explica o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.
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Do outro lado, a indústria da construção civil foi afetada negativamente. As empresas do setor viram subir os preços de várias insumos básicos como cimento e ferro (utilizado nos vergalhões) e estimam que essa alta pode prejudicar não só os empreendimentos imobiliários privados, mas também impactar o custo de obras públicas.
Desequilíbrio nos contratos da construção civil
“Os aumentos têm sido surpreendentes e a consequência disso é muito ruim. Provoca um desequilíbrio nos contratos de obras públicas, nos contratos industriais, nos lançamentos imobiliários que estão previstos para acontecer e nos que já estão em andamento. Em um momento em que é preciso gerar emprego, renda e fazer girar a economia, isso é um perigo” avalia o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona.
Ele afirma que falta material no mercado, o que, junto com a alta demanda, tem forçado os preços para cima. Essa escassez, segundo Baraona, é provocada por um desaquecimento na produção de insumos com o cimento e o aço, que começou antes da pandemia, mas que se intensificou desde então.
Influenciada pela alta significativa na parcela dos materiais, a região Nordeste apresentou a maior variação regional em dezembro (2,37%) e o maior resultado acumulado em 2020 (12,50%). Nas demais regiões, os resultados foram: 1,75% (Norte), 1,69% (Sudeste), 2,27% (Sul) e 1,35% (Centro-Oeste).
