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Por anos o Star Wars liderou, mas o filme mais caro da história agora é Jurassic World: Domínio, com orçamento de US$ 658,8 milhões e bilheteria que passou de US$ 1 bilhão

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/06/2026 às 15:15
Atualizado em 21/06/2026 às 15:17
O filme mais caro da história não é mais o Star Wars: é Jurassic World, com orçamento de US$ 658,8 milhões e bilheteria acima de US$ 1 bilhão.
O filme mais caro da história não é mais o Star Wars: é Jurassic World, com orçamento de US$ 658,8 milhões e bilheteria acima de US$ 1 bilhão.
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Um documento fiscal revelado em 2026 mostrou que o filme mais caro da história não é mais o Star Wars. O posto agora é de Jurassic World: Domínio, cujo orçamento chegou a US$ 658,8 milhões. E o detalhe que ninguém esperava: mesmo com bilheteria acima de US$ 1 bilhão, o longa pode ter dado prejuízo.

Durante anos, a indústria do cinema teve um campeão de gastos bem conhecido. Mas uma revelação recente embaralhou o ranking e coroou um novo recordista. O filme mais caro da história já feito não é uma space opera nem um épico de super-heróis, e sim um longa cheio de dinossauros: Jurassic World: Domínio, da Universal, lançado em junho de 2022, fecha a trilogia mais recente da franquia que começou em Parque dos Dinossauros.

A informação veio à tona em 2026, a partir de uma declaração fiscal apresentada no Reino Unido e analisada pela revista Fortune. Os papéis mostraram um orçamento de produção de US$ 658,8 milhões, número que destronou o antigo líder e jogou luz sobre como os custos de Hollywood explodiram nos últimos anos. Por trás da cifra, há uma história de pandemia, contabilidade criativa e uma bilheteria que, por incrível que pareça, pode não ter sido suficiente.

O número que tirou o Star Wars do topo

O filme mais caro da história não é mais o Star Wars: é Jurassic World, com orçamento de US$ 658,8 milhões e bilheteria acima de US$ 1 bilhão.
Jurassic World: Dominion

Até esta revelação, o título de filme mais caro da história pertencia a Star Wars: O Despertar da Força, de 2015, da Disney. Aquele longa reativou a franquia Star Wars com um custo estimado em algumas centenas de milhões de dólares e reinava no topo da lista havia quase uma década. Era o símbolo de quanto um blockbuster moderno podia consumir.

Agora, segundo a apuração da Washington Times, a Universal tirou esse posto da Disney. Com os US$ 658,8 milhões de orçamento bruto, Jurassic World: Domínio passou a ser oficialmente o filme mais caro da história já registrado em documentos. A troca de líder não é só curiosidade de fã: ela mostra que a corrida por grandes produções ficou ainda mais cara depois de 2020, a ponto de um filme de dinossauros superar até a poderosa marca Star Wars em gastos.

Por que custou tanto: a conta da pandemia

O grande vilão do orçamento atende por um nome conhecido: covid-19. As filmagens de Jurassic World: Domínio aconteceram em 2020, no auge da pandemia, quando o mundo parava e os estúdios precisavam manter protocolos rígidos de segurança para rodar qualquer cena. A Universal montou um esquema caríssimo para proteger elenco e equipe, com testes constantes, isolamento e estrutura reforçada, o que inflou a conta de forma brutal.

Além do custo sanitário, houve o custo do tempo. Os atrasos provocados pela pandemia empurraram a estreia em cerca de um ano, e manter sets, equipamentos, equipes técnicas e astros parados ou em ritmo reduzido por meses custa uma fortuna. Some-se a isso um elenco caro, que juntou os nomes da nova trilogia com os astros clássicos de Parque dos Dinossauros, e o resultado foi o orçamento que transformou o longa no filme mais caro da história. A bilheteria, como veremos, teria que ser gigantesca só para empatar.

O truque do orçamento: bruto contra líquido

Aqui entra um detalhe que quase ninguém percebe ao ler manchetes sobre cinema. O número de US$ 658,8 milhões é o custo bruto, mas não foi exatamente isso que saiu do bolso do estúdio. Conforme explicam veículos como o Collider, o filme recebeu um abatimento fiscal de cerca de US$ 128 milhões do governo do Reino Unido, dentro de um programa que devolve até 25,5% do que é gasto em produções no país.

Com esse desconto, o custo líquido de Jurassic World: Domínio caiu para algo em torno de US$ 531 milhões. Ainda assim, é uma quantia colossal, suficiente para manter o posto de filme mais caro da história mesmo na conta enxuta. Esse jogo entre bruto e líquido também explica por que rankings de orçamento variam tanto de uma reportagem para outra: depende se você conta o valor antes ou depois dos incentivos fiscais. O importante é que, de qualquer forma, o longa ficou na frente do Star Wars.

Mais de US$ 1 bilhão e ainda assim no vermelho?

E chega a parte mais surpreendente. Jurassic World: Domínio arrecadou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria no mundo todo, um número que normalmente seria sinônimo de sucesso estrondoso. O problema é que, com um orçamento dessa altura, nem uma bilheteria bilionária garante lucro. Isso porque os estúdios dividem a renda das salas com os cinemas e ainda precisam bancar marketing, distribuição e juros, despesas que somam centenas de milhões a mais.

Estimativas iniciais, como as do site Deadline, chegaram a apontar um lucro de algumas centenas de milhões, mas esses cálculos foram feitos antes de o custo real vir à tona. Com o orçamento verdadeiro revelado, há quem suspeite que o filme mais caro da história possa ter, na prática, dado prejuízo nas contas de cinema, dependendo apenas de outras fontes de receita para fechar no azul. Vendas digitais, streaming, produtos licenciados e até as áreas temáticas de parques entram nessa conta para tentar salvar o investimento.

O que isso diz sobre o cinema de hoje

O caso de Jurassic World: Domínio é um retrato do momento de Hollywood. Os grandes estúdios apostam cada vez mais alto em franquias consagradas, na esperança de que o nome conhecido garanta público. Só que, quanto maior a aposta, maior o risco, e produções como essa mostram que mesmo um bilhão de dólares em bilheteria pode não bastar quando o orçamento sai do controle.

Esse cenário ajuda a entender por que tantos estúdios passaram a investir pesado em streaming e a repensar o tamanho de seus blockbusters. Quando o filme mais caro da história precisa de parques temáticos e plataformas digitais para talvez não dar prejuízo, fica claro que o modelo do megaorçamento tem limites. A franquia dos dinossauros, que um dia revolucionou os efeitos especiais, virou também um símbolo dos perigos financeiros da era dos super-blockbusters, bem além do velho duelo com o Star Wars.

A história de Jurassic World: Domínio é cheia de viradas, como um bom filme de ação. Por anos o Star Wars carregou o título de produção mais cara, até que uma simples declaração fiscal revelou que os dinossauros tinham comido um orçamento ainda maior, de US$ 658,8 milhões, e que nem a bilheteria bilionária teria garantido lucro fácil. É dinheiro de sobra para fazer pensar.

E você, imaginava que o filme mais caro da história seria justamente esse, ou apostaria em outro título? Conta nos comentários qual longa você achava que liderava essa lista.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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