Bunker produzido está em conformidade com as normas da IMO e faz da Petrobras participante do clube mundial de petroleiras produtoras desse tipo de combustível
Segundo publicado pela Ship & Bunker, a Petrobras produziu seu primeiro lote de Bunker VLSFO com teor de enxofre em conformidade com as normas da IMO (Organização Marítima Internacional) para 2020, que preveem índice de enxofre abaixo de 0,5% a partir de 1º de janeiro de 2020.
O bunker produzido pela estatal brasileira possui 0,34% de enxofre e as especificações do combustível foram elaboradas pela própria empresa.
O Bunker é o nome que se dá ao combustível utilizado no motor dos navios, também chamado de óleo pesado, é viscoso e tem alto teor de enxofre devido a sua composição, uma mistura entre óleo combustível e óleo diesel.
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O combustível deve ser capaz de trabalhar sob alta pressão sem que suas utilidades, ou estrutura molecular sejam afetadas, causando perda de potência no motor da embarcação. É aliado ao lubrificante em sua injeção, imprescindível na saúde das engrenagens que movimentam o navio.
Ingresso no clube dos produtores
Com a produção do bunker a Petrobras entra para o clube das petroleiras fabricantes do combustível e o seu desenvolvimento foi desafiador, pois normalmente os óleos produzidos no Brasil são conhecidos por serem particularmente pobres em enxofre.
O ingresso da Petrobras ao grupo se dá antes da publicação do novo limite mundial de enxofre, a empresa se junta a Red Sea Bunkering (RSB), a BP, cujo combustível estará disponível no segundo semestre de 2019, e a Stonewin, que oferecerá bunkers VLSFO de 0,50%, a partir de 1º de maio, em conformidade com o IMO 2020 em Port Louis, Ilhas Maurício.
A primeira produção de bunker pela Petrobras foi de 618 toneladas e segundo relatos foi transportada por um navio afretado pela Petrobras.

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