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Enquanto Brasil discutia transição, Petrobras destrava 11 novas plataformas no pré-sal até 2027 — Búzios sozinho recebe 6 FPSOs e mira 1 milhão de barris/dia

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 17/05/2026 às 18:00
Atualizado em 17/05/2026 às 18:04
Petrobras lidera novas plataformas no pre-sal: navio plataforma FPSO em operação na Bacia de Santos
FPSO Petrobras em alto-mar no pré-sal da Bacia de Santos
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Plano estratégico atualizado prevê seis FPSOs apenas no campo gigante de Búzios — P-80 e P-82 entram em operação ainda em 2026, e meta é atingir 1 milhão de barris/dia só no campo.

A Petrobras destravou um dos maiores ciclos de expansão offshore de sua história. Conforme a própria Agência Petrobras, a companhia vai instalar 11 novas plataformas no pré-sal até 2027.

O destaque absoluto vai para o campo de Búzios, na Bacia de Santos. Segundo a Agência Brasil, esse campo sozinho receberá seis FPSOs do pacote.

Além disso, o cronograma é apertado. As plataformas P-80 e P-82 entram em operação ainda em 2026. A P-83 fecha o ciclo em 2027, junto com a revitalização da Bacia de Campos.

Por isso, o plano estratégico 2023-2027 destinou US$ 64 bilhões à exploração e produção. Desse total, 67% vão para o pré-sal, ou seja, cerca de US$ 43 bilhões.

Conforme o plano de negócios 2026-2030 da estatal, atualizado em novembro de 2025, a meta é atingir 3,1 milhões de barris equivalentes por dia em 2027. Desse volume, 2,4 milhões virão do pré-sal.

Vista aérea das novas plataformas no pre-sal da Bacia de Santos
Mar do pré-sal com várias unidades produtoras espalhadas no horizonte da Bacia de Santos

O que são as 11 novas plataformas no pre-sal

A lista oficial, consolidada com base em comunicados da Petrobras, Agência Brasil e ANP, define com clareza onde cada FPSO vai operar:

  • FPSO Almirante Tamandaré (Búzios) — capacidade de 225 mil barris/dia, entrou em 2024
  • P-78 e P-79 (Búzios) — cerca de 180-200 mil barris/dia cada, em 2025
  • P-80 e P-82 (Búzios) — 225 mil barris/dia cada, entrada em 2026
  • P-83 (Búzios) — 225 mil barris/dia, em 2027
  • FPSO Sepetiba (Mero) — 180 mil barris/dia, já em operação
  • Duas unidades adicionais em Mero até 2025
  • FPSO Maria Quitéria (Jubarte, Bacia de Campos) — 100 mil barris/dia, 2025
  • Novo FPSO da revitalização de Albacora (Bacia de Campos) — 120 mil barris/dia, 2027

De acordo com a Petrobras, os FPSOs de Búzios seguem o padrão de última geração. Cada um pode comprimir 12 milhões de m³ de gás natural por dia.

Por que Búzios virou estrela do pre-sal

Búzios fica a 180 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2 mil metros. Os poços alcançam mais de 5 mil metros abaixo do fundo do mar.

O campo já opera com cinco FPSOs em produção: P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso. Por isso, com as seis novas unidades, Búzios terá 11 FPSOs simultâneas até 2027.

Deck de FPSO com tubulações: detalhes das novas plataformas no pre-sal
Topside de FPSO de última geração: torres de processamento, dutos e manifolds

Conforme a CNN Brasil, Búzios já bateu recorde de 1 milhão de barris equivalentes por dia em 2025. Por outro lado, a meta da estatal é dobrar esse volume.

Em outras palavras, a Petrobras quer atingir 2 milhões de barris/dia em Búzios nos próximos anos. Seria um dos maiores campos offshore do planeta.

Conforme a Marinha do Brasil em apresentação oficial, Búzios tem potencial para ser o sétimo maior campo em mar do mundo. É a coroa do pré-sal nacional.

Cronograma das novas plataformas no pre-sal

O ano de 2026 é o de maior densidade do plano. Duas plataformas gigantes de Búzios entram simultaneamente: P-80 em meados do ano e P-82 logo depois.

Segundo a Seu Dinheiro, a Petrobras tem antecipado o início de produção de plataformas no pré-sal. O ritmo é o mais agressivo da história recente.

Estaleiro brasileiro construindo FPSO para as novas plataformas no pre-sal
Estaleiro nacional integrando módulos de plataforma FPSO destinada ao pré-sal

Já em 2027, fecham o pacote a P-83 em Búzios e o novo FPSO da revitalização de Albacora, na Bacia de Campos. Essa última opera no limite entre pós-sal e pré-sal.

Conforme a Casa Civil, em maio de 2026 a P-79 entrou em operação. O governo brasileiro tem celebrado o ritmo de expansão.

O que diz Magda Chambriard, presidente da Petrobras

A presidente da estatal, Magda Chambriard, tem reforçado em entrevistas que o pré-sal continua sendo o “motor de geração de caixa” da Petrobras. Por isso, o foco do plano é maximizar Búzios, Mero e Tupi.

Conforme a cobertura do G1, o plano 2026-2030 manteve o pré-sal como prioridade absoluta. A área receberá a maior fatia dos investimentos.

Em outras palavras, mesmo com discussões sobre transição energética, a aposta da estatal é continuar elevando produção. Por isso, o pacote das 11 plataformas se mantém intocado.

Impacto no Brasil: produção, royalties e empregos

Quando todas as plataformas estiverem operando, em 2027, a Petrobras espera atingir 2,4 milhões de barris equivalentes por dia só no pré-sal. Isso representa 78% do total da companhia.

Conforme o PPSA, agência federal que gerencia contratos do pré-sal, os royalties da União seguem crescendo. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo recebem parcelas relevantes.

Operador Petrobras nas novas plataformas no pre-sal
Equipe operacional em deck de FPSO: cada plataforma exige centenas de empregos diretos

Da mesma forma, cada FPSO emprega centenas de pessoas diretamente. Por isso, há também emprego indireto em estaleiros nacionais e cadeia de fornecedores.

Em outras palavras, o pré-sal continua sendo o principal motor da economia petrolífera nacional. A expansão consolida o Brasil entre os 10 maiores produtores globais.

Os riscos do cronograma

Apesar do otimismo, há riscos concretos. Em primeiro lugar, atrasos em estaleiros são comuns em projetos offshore. A P-78 e P-79 já sofreram revisões de cronograma.

Por isso, a OPEP+ tem revisto para baixo a projeção global de demanda. Conforme a notícia recente, o cartel reduziu previsão para 2026 mas elevou para 2027.

Conforme analistas do setor, o preço do barril precisa se manter acima de US$ 70 para garantir retorno econômico. Cotações abaixo disso pressionam decisões de novos investimentos.

Geopolítica do petróleo brasileiro

Ainda assim, conforme a Agência Brasil, a Petrobras busca elevar produção para mitigar efeitos de tensões geopolíticas globais. O cenário internacional pressiona oferta.

O Brasil ocupa posição estratégica. Por outro lado, o país tem reservas confirmadas para décadas e pode compensar parcialmente reduções de oferta de outros polos produtores.

Em outras palavras, o pacote das novas plataformas no pre-sal não é só um plano corporativo. É política industrial e geopolítica energética alinhadas.

O que está por vir até 2030

Conforme o plano de negócios 2026-2030, divulgado em novembro de 2025, a Petrobras avalia contratar mais seis FPSOs após 2027. O ciclo seguinte miraria 2028-2032.

Por isso, o setor naval brasileiro vive momento de expectativa. Estaleiros como Rio Grande, Maraguape e Brasa estão na disputa por encomendas futuras.

Vale lembrar uma ressalva importante. O ritmo depende de variáveis externas. O preço do petróleo, decisões da OPEP+, transição energética acelerada e câmbio podem alterar o cronograma a qualquer momento.

Porém, no curto prazo, o pacote já contratado segue em ritmo de execução. As próximas entregas, em 2026, vão definir se a estatal mantém o compromisso de 3,1 milhões de boed em 2027.

Será que o pré-sal vai garantir ao Brasil a segurança energética de longo prazo, ou estamos apostando alto em um ativo que pode ficar encalhado pela transição global?

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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