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Mais de 5 mil famílias já integram a rede de uma associação criada pela professora Geane Poteriko no Paraná, que doa próteses feitas em impressora 3D e nasceu inspirada na filha sem parte do braço

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 26/06/2026 às 11:12 Atualizado em 26/06/2026 às 11:14
No Paraná, a Dar a Mão produz próteses em impressora 3D de baixo custo para quem tem agenesia e já reúne mais de 5 mil famílias na rede nacional.
No Paraná, a Dar a Mão produz próteses em impressora 3D de baixo custo para quem tem agenesia e já reúne mais de 5 mil famílias na rede nacional.
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A professora paranaense Geane Poteriko criou a Dar a Mão depois que a filha nasceu com agenesia, sem parte do braço. Hoje a associação reúne mais de 5 mil famílias e produz próteses em impressora 3D, de baixo custo, para quem tem diferenças nos membros no Paraná e no Brasil.

Diante de um diagnóstico que mudaria a vida da filha, Geane Poteriko não esperou por uma solução pronta: foi atrás de criar a sua. A professora estudou o assunto, mobilizou voluntários e fundou uma associação que hoje fabrica próteses com impressora 3D para o país inteiro. O que começou como a busca de uma mãe virou uma rede nacional de tecnologia assistiva de baixo custo.

Segundo a Associação Dar a Mão, a entidade nasceu em 2015 em São João do Ivaí, no norte do Paraná, e hoje conecta mais de 5 mil famílias associadas em todo o Brasil. Toda a produção das próteses é feita por voluntários, sem nenhum funcionário remunerado. O nome é um trocadilho afetuoso: junta o nome da filha, Dara, com o gesto de “dar a mão” a quem precisa.

Quem é Geane Poteriko e como nasceu a Dar a Mão

A história começa com um nascimento e um susto comum a muitas famílias.

A filha de Geane, Dara, nasceu com uma diferença no membro superior, sem parte de um dos braços.

Em vez de tratar o caso como um problema isolado, a professora resolveu transformá-lo em causa.

Ela pesquisou próteses, descobriu o potencial da impressão 3D e começou a reunir gente disposta a ajudar.

A Dar a Mão foi oficialmente fundada em 2015, no norte do Paraná, com Dara como inspiração e símbolo.

Desde então, a associação cresceu de um projeto local para uma rede com bases em vários estados.

Geane uniu duas vidas numa só missão: a de mãe e a de fundadora de uma organização de tecnologia assistiva.

O que é agenesia e por que a prótese 3D ajuda

No Paraná, a Dar a Mão produz próteses em impressora 3D de baixo custo para quem tem agenesia e já reúne mais de 5 mil famílias na rede nacional.
Para entender o trabalho da Dar a Mão, é preciso entender a condição que ela atende.

A agenesia de membros é a ausência congênita de um braço, uma perna ou parte deles, presente desde o nascimento.

Estima-se que a agenesia atinja cerca de uma a cada 1.500 crianças, segundo dados citados por entidades do setor.

Crianças com agenesia enfrentam um desafio extra: elas crescem, e a prótese precisa acompanhar esse crescimento.

Uma prótese tradicional importada pode custar dezenas de milhares de reais e ficar pequena em poucos meses.

É aí que a impressão 3D muda o jogo, ao permitir refazer a peça barata sempre que a criança cresce.

A prótese deixa de ser um luxo único e passa a ser um item substituível, como uma roupa que se troca de tamanho.

Como a impressora 3D barateia a prótese

A tecnologia por trás do projeto é o que torna a conta possível.

A impressora 3D constrói a prótese camada por camada, em plástico resistente e leve, a partir de um modelo digital.

Como o molde é um arquivo de computador, cada prótese pode ser personalizada para o corpo de quem vai usar.

Muitos modelos funcionam com fios que imitam tendões: ao mover o punho ou o cotovelo, a mão se fecha.

Sem motores ou eletrônica cara, o mecanismo é puramente físico, o que reduz custo e manutenção.

Enquanto próteses comerciais passam de R$ 200 mil em versões avançadas, uma peça impressa pode sair por poucas centenas de reais.

É essa diferença de preço que permite à impressora 3D atender muita gente que jamais compraria o equipamento.

A rede nacional de voluntários por trás da Dar a Mão

No Paraná, a Dar a Mão produz próteses em impressora 3D de baixo custo para quem tem agenesia e já reúne mais de 5 mil famílias na rede nacional.
O alcance da Dar a Mão não vem de uma fábrica, e sim de gente espalhada pelo país.

A associação organiza Bases de Extensão Local, as BELs, em diferentes estados, para aproximar o serviço das famílias.

São cerca de uma centena de voluntários, muitos ligados à área da saúde, que tocam a produção sem receber salário.

Desde 2015, a Dar a Mão mantém também um acordo de cooperação técnica com a PUC-PR para pesquisa em tecnologia assistiva.

Esse arranjo une conhecimento acadêmico, trabalho voluntário e a tecnologia da impressora 3D no mesmo projeto.

A rede de mais de 5 mil famílias associadas é o que dá escala nacional a uma ideia que começou no interior do Paraná.

Cada base nova significa mais uma região do Brasil com acesso a próteses de baixo custo.

Quem recebe as próteses da Dar a Mão

Do outro lado da rede estão crianças e adultos à espera de um movimento simples.

As próteses vão para pessoas com agenesia ou outras diferenças nos membros, em geral sem condições de comprar o equipamento.

Para uma criança, ganhar a prótese pode significar segurar um copo, andar de bicicleta ou escrever com mais firmeza.

As famílias procuram a associação, que avalia o caso e encaminha a produção da peça sob medida.

Como o serviço é gratuito e voluntário, a fila depende do ritmo de doações e do número de voluntários ativos.

Mais do que a função mecânica, a prótese costuma devolver autonomia e confiança a quem a recebe.

É o ponto em que a tecnologia e o gesto solidário se encontram na rotina real das pessoas.

Por que o modelo importa: inclusão de baixo custo

O caso da Dar a Mão se encaixa numa transformação maior da saúde acessível.

A impressão 3D vem democratizando a tecnologia assistiva, antes presa a preços proibitivos.

Ao baixar o custo de uma prótese para centenas de reais, o modelo abre a porta para quem o mercado tradicional ignorava.

No Brasil, onde o acesso a equipamentos caros é desigual, soluções como essa ganham peso social enorme.

A lógica é replicável: arquivos de prótese podem ser compartilhados e impressos em qualquer cidade com uma máquina.

É a diferença entre depender de uma importação cara e produzir a solução perto de casa, no Paraná ou em qualquer estado.

Quando a tecnologia barateia, a inclusão deixa de ser promessa e vira rotina de oficina.

O que o caso da Dar a Mão mostra

A trajetória de Geane Poteriko é um exemplo de como um problema pessoal pode virar solução coletiva.

Ela prova que tecnologia barata, somada a trabalho voluntário, pode entregar saúde onde o dinheiro não chega.

Mas vale manter o pé no chão na leitura dos números.

Os mais de 5 mil são famílias associadas à rede, e não próteses entregues, que somam centenas ao longo dos anos.

Próteses de impressão 3D são ajudas funcionais valiosas, mas não substituem membros nem fazem tudo o que uma mão biológica faz.

E, por depender de voluntários e doações, o ritmo de entrega varia e nem sempre acompanha a demanda.

Ainda assim, poucos projetos resumem tão bem como a impressora 3D pode transformar inclusão em algo concreto e barato.

De um diagnóstico em São João do Ivaí a uma rede nacional, a Dar a Mão mostrou que dá para devolver movimento com baixo custo.

E você, sabia que uma prótese de mão pode custar centenas, e não milhares, com uma impressora 3D? Comenta aqui se você toparia ser voluntário de um projeto como a Dar a Mão na sua cidade.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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