Petrobras acelera desinvestimentos no transporte de gás natural no Brasil

Flavia Marinho
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28-12-2020 13:36:33
em Petróleo, Óleo e Gás
petrobras - gás natural

A Petrobras encerra 2020 melhor do que era no fim do ano passado, apesar da pandemia e da recessão global, de intensidade sem precedentes, diz Roberto Castello Branco

Na última quarta-feira (23/12), a Petrobras iniciou o processo de venda de suas participações na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil – TBG (51%) e na Transportadora Sulbrasileira de Gás S.A. – TSB (25%). Petrobras põe mais 28 campos de petróleo à venda na Bahia para focar no pré-sal do Sudeste

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De acordo com o comunicado feito pela Petrobras na manhã deste dia, com o início do desinvestimento, todos os ativos de transporte de gás natural antes no portfólio da companhia no Brasil já foram vendidos ou estão em processo de alienação, demostrando o comprometimento da companhia com a abertura do mercado de gás no Brasil.

“A Petrobras encerra 2020 melhor do que era no fim do ano passado, apesar da pandemia e da recessão global, de intensidade sem precedentes. A companhia dá mais um passo importante para a abertura do mercado de gás natural para a competição, o que terá a sociedade brasileira como principal beneficiária”, diz Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras.

Além dos desinvestimentos na TBG e na TSB, a Petrobras está vendendo os 10% remanescentes no capital da Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS), detentora de 2 mil quilômetros de dutos nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Em 2017, a companhia já havia vendido os outros 90%.

Em julho de 2020, a Petrobras concluiu a venda dos 10% de participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), dona de 4,5 mil quilômetros de gasodutos, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Um ano antes, a companhia havia vendido os outros 90% que detinha na TAG.

Desinvestimento bilionário: Petrobras finaliza venda da Liquigás por 4 bilhões de reais

Petrobras informou ontem (23/12) em fato relevante, que finalizou a venda da totalidade da sua participação na Liquigás para a Copagaz e a Nacional Gás Butano por R$4 bilhões. A finalização da transação ocorreu logo após a Itaúsa emitir debêntures bilionário para comprar a líder no mercado nacional de distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)

A Copagaz será a nova controladora da Liquigás, em conjunto com a Itaúsa — empresa de investimentos de acionistas do Itaú Unibanco. A Nacional Gás adquirirá fatia minoritária e, após reorganização societária, será detentora do equivalente a 18% do volume de GLP vendido.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.