O Exército Brasileiro inaugurou a linha de produção do blindado Guaicurus na sede da Iveco Defence Vehicles em Sete Lagoas (MG), com contrato de 420 unidades até 2033 e 15 já programadas para este ano o mesmo veículo blindado usado por Itália, Reino Unido e Espanha e testado em combate real no Afeganistão e no Líbano.
O Exército Brasileiro acaba de dar um passo concreto na modernização das suas forças blindadas. Nesta terça-feira (31 de março), o Exército Brasileiro participou da inauguração oficial da linha de produção do blindado Guaicurus a Viatura Blindada Multitarefa Leve sobre Rodas (VBMT-LSR) 4×4 na sede da Iveco Defence Vehicles (IDV) em Sete Lagoas, Minas Gerais. De acordo com o portal Defesa aérea naval, o contrato firmado entre o Exército Brasileiro e a IDV prevê a entrega de 420 unidades até 2033, com 15 veículos já programados para entrega ainda este ano.
O que torna esse blindado particularmente relevante é que ele não é um projeto teórico. O mesmo veículo já é empregado por exércitos europeus como Itália, Reino Unido e Espanha, e foi testado em combate real em missões no Afeganistão e no Líbano dois dos cenários operacionais mais exigentes das últimas décadas. Agora, o Exército Brasileiro passa a produzir esse blindado em solo nacional, gerando autonomia tecnológica, empregos e capacidade de manutenção própria.
O que é o blindado Guaicurus e por que o Exército Brasileiro o escolheu

O Guaicurus é uma viatura blindada multitarefa leve de tração 4×4 permanente, com aproximadamente oito toneladas. Apesar do peso relativamente baixo para um blindado, o veículo combina robustez e tecnologia de forma impressionante: sua blindagem resiste a disparos de calibre 7,62 mm e oferece proteção contra explosões na parte inferior um requisito essencial em cenários onde minas terrestres e artefatos explosivos improvisados são ameaças constantes. O tanque de combustível conta com revestimento especial contra perfurações.
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O blindado do Exército Brasileiro integra um sistema de armas automatizado que permite ao atirador detectar alvos a longas distâncias, mesmo em condições de baixa visibilidade, sem precisar sair da proteção do veículo. Além disso, possui capacidade de transpor terrenos alagados e sistema de comando e controle integrado ao rádio IMBEL TRC-1193 Mallet. É o tipo de blindado projetado para operações reais não para desfiles. E o histórico de combate no Afeganistão e no Líbano comprova isso.
420 unidades até 2033: o contrato que coloca o Exército Brasileiro em nova fase

O contrato entre o Exército Brasileiro e a Iveco Defence Vehicles prevê a entrega de 420 blindados Guaicurus até 2033, com 15 unidades já programadas para este ano.
A inauguração da linha de montagem em Sete Lagoas faz parte do Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas, que tem como objetivo transformar a capacidade de combate terrestre por meio da mecanização das Brigadas de Infantaria e da modernização das Brigadas de Cavalaria.
O General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, destacou o significado da produção nacional: “Quem ganha é o Exército Brasileiro, quem ganha é a empresa, mas principalmente quem ganha é o nosso Brasil”.
A produção em Minas Gerais vai além do ganho tático para o Exército Brasileiro garante autonomia tecnológica na manutenção dos blindados e impulsiona a economia nacional com geração de empregos e desenvolvimento de conhecimento técnico especializado.
Testado em combate no Afeganistão e no Líbano: o currículo operacional do blindado que o Exército Brasileiro agora produz
O blindado que o Exército Brasileiro escolheu não é uma aposta é uma plataforma comprovada em combate. Países como Itália, Reino Unido e Espanha empregam o mesmo veículo em suas forças armadas, e ele foi utilizado em operações reais no Afeganistão e no Líbano teatros de operação onde a proteção balística, a mobilidade em terreno irregular e a confiabilidade mecânica são questões de vida ou morte.
A escolha de um blindado já testado em combate por exércitos de referência reduz significativamente o risco operacional para o Exército Brasileiro.
Em vez de desenvolver um projeto do zero o que levaria anos de testes e correções, o Exército Brasileiro optou por produzir nacionalmente um veículo que já provou sua eficácia em cenários extremos.
A transferência de tecnologia da IDV para a linha de montagem em Sete Lagoas garante que o Brasil não seja apenas comprador, mas fabricante com capacidade de fazer manutenção, adaptação e evolução do veículo em solo nacional.
Além do Guaicurus: as novas versões do Guarani que o Exército Brasileiro apresentou
No mesmo evento, o Exército Brasileiro também apresentou novas versões da viatura blindada 6×6 Guarani, que possui mais de 800 unidades previstas no cronograma da Força.
A versão Ambulância foi projetada para apoio à saúde em combate, permitindo atendimento e evacuação de feridos com mobilidade e proteção blindada um recurso crítico em operações onde hospitais de campanha podem estar a dezenas de quilômetros de distância.
Já a versão Posto de Comando funciona como um centro tático móvel, ampliando a capacidade de comando e controle das tropas em tempo real.
O programa Guarani, somado ao Guaicurus, coloca o Exército Brasileiro em uma posição de modernização acelerada com blindados leves e pesados sendo produzidos em território nacional e com tecnologia que acompanha o que há de mais avançado em veículos militares no mundo.
O Exército Brasileiro agora fabrica blindados com histórico de combate em dois continentes
A inauguração da linha de montagem do Guaicurus em Sete Lagoas marca um momento concreto na modernização do Exército Brasileiro.
São 420 blindados previstos até 2033, um veículo testado em combate real por três exércitos europeus, produção nacional com transferência de tecnologia e integração com o programa Guarani que prevê mais de 800 unidades. É a maior renovação de veículos blindados do Exército Brasileiro em décadas.
O que começou como contrato de defesa agora gera empregos, tecnologia e autonomia em Minas Gerais. E o blindado que protegeu soldados europeus no Afeganistão e no Líbano agora será montado e operado por brasileiros com a missão de defender o maior país da América do Sul.
Você acompanha a modernização do Exército Brasileiro? O que acha de produzir blindados testados em combate aqui no Brasil? E 420 unidades até 2033 é suficiente para as necessidades do país? Deixe sua opinião nos comentários.

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