Projeto no Crimson Oak Pond usa ilhas flutuantes para criar abrigo, filtrar nutrientes e melhorar o ambiente dos peixes, enquanto 10 mil shads reforçam a alimentação dos bass e a vida selvagem rende cenas inesperadas
O canal BamaBass mostrou uma nova etapa no manejo do Crimson Oak Pond, um lago de 5 acres, equivalente a mais de 20 mil metros quadrados, criado para peixes-isca e uma grande variedade de animais silvestres.
No episódio, o responsável pelo projeto instalou ilhas flutuantes com plantas aquáticas, soltou 10 mil peixes-isca.
A ideia das ilhas surgiu de uma dúvida antiga dos seguidores. Desde a construção do lago, muitas pessoas perguntavam por que o local não recebia vegetação aquática.
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Segundo o BamaBass, a vontade sempre existiu, principalmente porque outros tanques da propriedade já contam com peixes tropicais e diferentes tipos de plantas. O problema é que biólogos especializados em lagos sempre deram o mesmo alerta: em grandes corpos d’água, plantas enraizadas podem se espalhar demais e sair do controle.
Caso a vegetação se espalhe pelo fundo do lago, uma das poucas formas de controle seria o uso de pulverização, o que poderia afetar os peixes.
Por isso, o canal buscou uma alternativa que entregasse os benefícios das plantas sem deixar que elas enraizassem na camada de argila do fundo.
Ilhas flutuantes funcionam como filtro natural e abrigo para os peixes
A solução escolhida foi o uso de estruturas chamadas BMATS, apresentadas no vídeo como ilhas flutuantes capazes de sustentar plantas sobre a superfície da água. Em vez de as raízes se fixarem no fundo, elas ficam suspensas na coluna d’água, absorvendo nutrientes diretamente do lago.

Patrick Rogers, representante da BMATS, explicou que o sistema usa gramíneas nativas e plantas aquáticas para retirar nutrientes em excesso da água.
O foco, segundo ele, é reduzir cargas de nitrogênio e fósforo, substâncias que podem chegar a lagos por causa de fertilizantes usados em áreas agrícolas ou gramados.
As plantas armazenam esses nutrientes em seus tecidos. Depois, em eventos de colheita, a biomassa pode ser retirada, removendo parte desse material do ambiente.
O sistema também cria uma zona rica em oxigênio e sombra debaixo das ilhas, onde pequenos peixes podem se esconder e predadores como bass podem caçar.
No Crimson Oak Pond, foram instaladas três ilhas flutuantes de aproximadamente 16,3 metros quadrados cada, totalizando cerca de 48,8 metros quadrados de área flutuante.
Elas receberam plantas como cord grass e rush, espécies descritas no vídeo como resistentes e comuns no sul e no leste dos Estados Unidos. A montagem foi simples: os copos aeradores foram encaixados nas placas, as mudas foram colocadas e os tapetes flutuantes foram conectados.
Estrutura foi ancorada para não encostar na margem
Depois da montagem, cada ilha foi presa ao barco e levada até o ponto escolhido do lago. O sistema de ancoragem usa uma corda resistente, uma boia e uma âncora no fundo. Com isso, a ilha pode circular ao redor do ponto central, mas sem sair da área definida.
Esse detalhe foi importante porque evita que as estruturas encostem nas margens. Se isso acontecesse, as plantas poderiam eventualmente enraizar no solo, justamente o problema que o projeto queria evitar.
A previsão citada no vídeo é que, em cerca de um mês, as plantas cresçam o suficiente para cobrir os tapetes, deixando a estrutura com aparência mais natural.
O canal também recebeu uma versão menor da ilha flutuante para testar em Cedar Falls, outro tanque da propriedade. Nesse caso, a estrutura não foi ancorada no primeiro momento.
A ideia foi observar como ela se comportaria flutuando livremente e se os bass usariam o local como ponto de emboscada, principalmente se rãs e pequenos animais fossem atraídos pela vegetação.

Lago recebeu 10 mil peixes-isca para alimentar novas gerações de bass
Além das ilhas, o Crimson Oak Pond recebeu 10 mil threadfin shad, pequenos peixes usados como alimento para bass. O canal explicou que a soltura ocorreu perto do período de reprodução desses peixes, algo considerado importante porque, se conseguirem desovar com sucesso, os 10 mil exemplares podem se multiplicar rapidamente.
A presença dos shads é importante para alimentar bass de diferentes tamanhos. Segundo o BamaBass, os maiores bass do lago costumam buscar presas maiores, como golden shiners, tilápias e camarões. Já a segunda e a terceira geração de bass ainda dependem bastante de peixes menores, como os threadfin shad.
O vídeo também destaca que bass costumam preferir peixes-isca sem espinhos, como shads e golden shiners, porque são mais fáceis de engolir e digerir.
Outra explicação importante é que os threadfin shad se alimentam principalmente de fitoplâncton. Por isso, o canal deixou as ilhas pequenas o suficiente para não retirar nutrientes demais da água, mantendo as florações de plâncton necessárias para sustentar esses peixes.
Parte dos shads também foi levada para Cedar Falls, onde os bass atacaram rapidamente os pequenos peixes. O canal observou que, nesse tanque mais cheio de plantas e com menos plâncton, os shads provavelmente não sobreviveriam por muito tempo, e golden shiners seriam mais adequados ao ambiente.
Águia-careca aparece no lago e surpreende ao comer pequena tartaruga
A movimentação de peixes atraiu também predadores naturais. O canal registrou uma águia-careca capturando um dos grandes shads soltos no lago. Porém, a cena que mais chamou atenção veio depois, quando a ave entrou na água, pegou algo pequeno e levou para o alto de um poste.
Com uma câmera de maior alcance, o BamaBass conseguiu identificar o que a águia estava comendo: uma pequena tartaruga.
O autor do vídeo afirmou que ficou surpreso, principalmente porque havia muitos peixes frescos disponíveis no lago. A cena foi tratada como um registro incomum na rotina da propriedade.
Filhotes de Moby mostram comportamento agressivo no aquário
Outro ponto importante do episódio foi a atualização sobre os filhotes de Moby, um bass criado por nove anos e descrito como um dos peixes mais agressivos acompanhados pelo canal. Moby morreu recentemente, mas câmeras subaquáticas registraram que ele havia conseguido se reproduzir um dia antes.
Três alevinos foram capturados e levados para um aquário de 300 galões. O canal mostrou que eles já repetem comportamentos parecidos com os do pai, atacando pequenos peixes, pellets de proteína e até o dedo do criador. Um deles tentou engolir um mosquito fish grande demais, mas acabou cuspindo o peixe depois de perceber o erro.
O maior filhote recebeu o nome provisório de Moby Jr. Os seguidores sugeriram nomes como Kobe e Mojo para os outros dois, mas o canal explicou que ainda pretende observar a personalidade de cada um antes de decidir. Também foi mencionado que uma amostra de nadadeira de Moby foi enviada para exame de DNA, e que, quando os filhotes crescerem, novos testes poderão confirmar oficialmente a relação genética.
Chuva, plantas, rãs, tartarugas e pesca completam a rotina no lago
Depois de cerca de dois meses de seca, a fazenda recebeu aproximadamente 3 polegadas de chuva. Com a água subindo, áreas de grama ficaram alagadas e passaram a servir como esconderijo para filhotes de peixes, girinos e pequenos animais. Para o BamaBass, isso pode ajudar a criar uma fonte de alimento mais autossustentável para os bass.
O episódio ainda mostrou manutenção de lírios tropicais, adição de fertilizante em cápsulas nos vasos, bluegills grandes, tartarugas, rãs, guaxinins, tatus, um castor raro na área e uma cobra chamada Jake the Snake.
No fim, o canal pescou alguns bass perto das novas ilhas e usou um scanner para identificar os peixes por chip, acompanhando peso, histórico e comportamento.
Entre manejo, observação e registros inesperados, o vídeo do BamaBass mostrou como o lago se tornou um ecossistema acompanhado em detalhes, onde cada planta, peixe e animal selvagem interfere diretamente no equilíbrio do ambiente.

