A aposta usa a tecnologia do Prosub, o programa criado em 2008 que já entregou os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero, prevê mais quatro convencionais e o nuclear Álvaro Alberto, agora adiado para 2038
O país que aprendeu a construir submarinos quer agora vendê-los para os vizinhos. O Brasil fechou com a França uma parceria para ampliar a indústria naval militar brasileira e criou o Projeto Latam, que busca identificar oportunidades de exportação de submarinos e outros meios navais para países da América Latina, segundo a Revista Fórum, em reportagem de 8 de julho de 2026.
O plano não nasceu do zero, e é isso que o torna crível. A estratégia aproveita as capacidades industriais e tecnológicas desenvolvidas pelo Prosub, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, lançado em 2008, registra a Revista Fórum, a partir de resposta da Marinha encaminhada pelo Ministério da Defesa à Câmara dos Deputados.
O que é o Prosub, o programa que ensinou o Brasil a fazer submarinos
Para entender a ambição de exportar submarinos, é preciso olhar o que já foi construído. O Prosub prevê a construção de quatro submarinos convencionais da classe Riachuelo e de um submarino nuclear, o Álvaro Alberto, detalha a Revista Fórum.
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E a lista de entregas já é concreta, não promessa. A Marinha já incorporou os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero, enquanto o Almirante Karam tem entrada em operação prevista para 2027, segundo a Revista Fórum, que lista as entregas uma a uma. Em leitura desta redação, devidamente sinalizada: três submarinos na água e um quarto a caminho é o tipo de portfólio que dá lastro para uma conversa de exportação. Ninguém compra submarino de quem nunca terminou um.
Há uma lógica por trás desses nomes, em leitura sinalizada desta redação a partir do que a Revista Fórum descreve. A parceria com a França e o Prosub sempre tiveram como eixo a transferência de tecnologia: não se trata de comprar submarinos prontos lá fora, e sim de aprender a fabricá-los aqui, do casco aos sistemas internos. É essa capacidade instalada, e não os cascos em si, que o Projeto Latam quer transformar em produto de exportação. Um país que só compra depende do vendedor para sempre; um país que aprende a construir pode virar vendedor, e é exatamente essa a virada que a Marinha propõe.
O estaleiro de Itaguaí: o trunfo brasileiro na venda de submarinos
O coração desse projeto todo é uma estrutura no Rio de Janeiro. O Projeto Latam tem como uma das bases o Complexo Naval de Itaguaí, considerado pela Marinha uma das estruturas mais modernas de construção naval militar do Hemisfério Sul, registra a Revista Fórum.
A função dele vai além de montar os submarinos brasileiros. A instalação foi criada para sustentar o desenvolvimento dos submarinos nacionais, mas pode servir de plataforma para futuras parcerias industriais e para o fornecimento de equipamentos a outros países latino-americanos, detalha a Revista Fórum, que trata a instalação como peça central do plano. Em observação desta redação, devidamente sinalizada: essa é a virada de chave da estratégia. Um estaleiro que ia apenas abastecer a própria frota passa a ser oferecido como fábrica regional, e é aí que a engenharia vira negócio de exportação.
O submarino nuclear Álvaro Alberto e o adiamento para 2038
Nem tudo no programa corre no prazo, e a matéria não esconde isso. O lançamento do submarino nuclear Álvaro Alberto foi adiado para 2038, embora a Marinha reafirme a intenção de ampliar a capacidade brasileira de operar e desenvolver submarinos de propulsão nuclear no futuro, informa a Revista Fórum.

Vale dimensionar o que está em jogo, em leitura sinalizada desta redação. Um submarino de propulsão nuclear é uma tecnologia que pouquíssimos países dominam no mundo, porque permite ao submarino ficar submerso por meses sem emergir. O adiamento para 2038 mostra o tamanho da dificuldade, mas também explica por que a parceria com a França importa: a experiência acumulada nos submarinos convencionais é justamente o que sustenta o sonho do nuclear e, agora, a proposta de exportação.
Por que a indústria de submarinos do Brasil interessa ao leitor
A conexão com o bolso e o orgulho do leitor brasileiro é direta, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. Uma indústria de submarinos não fabrica só submarinos: ela puxa siderurgia, eletrônica, engenharia de precisão e milhares de empregos qualificados, o mesmo tipo de cadeia industrial pesada que move a economia dos estados onde o CPG tem mais leitores. Transformar o Prosub, um programa que custou bilhões dos cofres públicos, em fonte de exportação é a diferença entre um gasto e um investimento que se paga.
E há um mercado real do lado de fora, ainda em leitura sinalizada. Vários países da América Latina têm litoral extenso, plataformas de energia no mar e rotas comerciais para proteger, exatamente o tipo de cliente que precisa de meios navais e que hoje compra tudo de fornecedores da Europa, dos Estados Unidos ou da Ásia. Se o Brasil entrar nessa fila como vendedor, e não como comprador, muda o jogo: o país deixa de gastar divisas importando defesa e passa a atrair recursos exportando engenharia. O Projeto Latam é, no fundo, uma aposta de que o vizinho prefere comprar de quem está no mesmo continente e fala quase a mesma língua.
Também é justo registrar o outro lado da conta, ainda em leitura sinalizada. Programas de submarinos são caros, longos e cheios de atrasos, e o próprio adiamento do Álvaro Alberto para 2038 prova isso. Vender para fora ajuda a diluir esse custo bilionário por mais unidades, tornando cada submarino mais barato de produzir. É a mesma lógica de qualquer fábrica: quanto mais peças saem da linha, menor o custo de cada uma. A diferença é que, aqui, a peça é um submarino de guerra, e o cliente é o país vizinho.
Por fim, um ponto que a própria Revista Fórum sublinha na origem do anúncio: a resposta que detalhou o Projeto Latam foi enviada pela Marinha ao Ministério da Defesa e à Câmara dos Deputados, ou seja, é uma estratégia oficial em discussão institucional, e não boato de bastidor. Isso dá peso ao plano, mesmo que exportar submarinos seja, por natureza, um projeto de longo prazo, medido em anos e não em meses.
Com a parceria, Brasil e França avaliam transformar a experiência acumulada no Prosub em uma oportunidade de cooperação industrial e de exportação de tecnologia naval para a América Latina, resume a Revista Fórum. Conta pra gente nos comentários: você achava que o Brasil já tinha capacidade de exportar submarinos para os vizinhos?
Assista: os novos submarinos de guerra da Marinha do Brasil
A frota que sustenta o projeto apareceu na TV. Em novembro de 2025, o programa Domingo Espetacular mostrou os novos submarinos da classe Riachuelo apresentados pela Marinha na base de Itaguaí, exatamente os meios navais que embasam o Projeto Latam descrito pela Revista Fórum.

