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MODEC aposta em novo conceito de casco para construir o FPSO Gato do Mato, que produzirá até 120 mil barris de petróleo por dia no pré-sal brasileiro

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 03/07/2026 às 23:24 Atualizado em 03/07/2026 às 23:26
Conheça o avanço da MODEC na construção do FPSO Gato do Mato. A empresa finalizou a seção dianteira do casco usando nova tecnologia de produção global.
Conheça o avanço da MODEC na construção do FPSO Gato do Mato. A empresa finalizou a seção dianteira do casco usando nova tecnologia de produção global. Fonte: MODEC.
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Conheça o avanço da MODEC na construção do FPSO Gato do Mato. A empresa finalizou a seção dianteira do casco usando nova tecnologia de produção global. 

Um passo decisivo na infraestrutura de exploração de petróleo e gás foi dado pela MODEC, com a finalização da seção dianteira do casco para o novo sistema flutuante de produção (FPSO) do campo de Gato do Mato.

Segundo o PetroNotícias, a estrutura partiu de instalações no Japão rumo a um estaleiro chinês, onde ocorrerá a integração final. Este projeto é uma das apostas estratégicas para a Bacia de Santos, sob gestão da Shell Brasil, com a participação da Ecopetrol e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Historicamente, o projeto Gato do Mato consolidou-se a partir de descobertas em duas frentes: o bloco BM-S-54, detido pela Shell desde 2005, e o bloco Sul de Gato do Mato, adicionado ao portfólio em 2017 por meio de partilha de produção.

A MODEC atua como peça-chave nesta operação, sendo responsável por entregar sua 19ª unidade de produção ou armazenamento para o Brasil e a segunda direta para a Shell no país.

O diferencial do design NGH da MODEC

A unidade em construção é pioneira na aplicação do conceito “Next Generation Hull” (NGH), uma tecnologia própria da empresa japonesa.

Este design foi criado para trazer mais flexibilidade e eficiência à construção de ativos offshore de alta complexidade.

A estratégia reflete uma nova fase de execução, na qual a MODEC adota a fabricação em múltiplos estaleiros, aumentando sua robustez global de entrega.

A montagem do FPSO Gato do Mato segue um modelo de construção distribuído entre diferentes estaleiros.

A próxima etapa ocorrerá na China, onde a seção dianteira do casco, fabricada no estaleiro Yokosuka da Sumitomo Heavy Industries Marine & Engineering (SHI-ME), no Japão, será integrada à parte traseira da estrutura. Depois dessa união, o casco completo avançará para as fases seguintes da construção.

“O marco representa mais do que a conclusão de uma importante seção do casco. Ele demonstra como a inovação e a colaboração estão moldando o futuro da construção de FPSOs“, afirmou Soichi Ide, diretor da unidade de negócios de Soluções de Produção Flutuante da MODEC.

“Ao estabelecer uma parceria com a SHI-ME pela primeira vez para a construção do casco de um FPSO e adotar um modelo de construção em múltiplos estaleiros, estamos implementando uma nova abordagem para a fabricação de cascos, que amplia a flexibilidade da execução e fortalece nossa capacidade global de entrega“, acrescentou.

Dados técnicos do projeto

O FPSO Gato do Mato é projetado para operar em condições extremas, garantindo segurança e eficácia no escoamento de gás condensado do pré-sal.

A estrutura contará com especificações de ponta para sustentar uma vida útil produtiva de longo prazo:

  • Capacidade produtiva: Cerca de 120 mil barris de petróleo por dia.
  • Tecnologia de ancoragem: Sistema spread mooring projetado pela SOFEC.
  • Posicionamento: Aproximadamente 200 quilômetros ao sul da costa do Rio de Janeiro.
  • Ambiente operacional: Lâmina d’água de aproximadamente 2 mil metros de profundidade.

A movimentação da seção dianteira do estaleiro Yokosuka, no Japão, para um estaleiro na China para montagem final, ilustra o nível de coordenação necessário para projetos desta magnitude.

A MODEC utiliza este modelo de logística global para contornar limitações e otimizar o cronograma de entrega da unidade.

Impacto da MODEC na Bacia de Santos

A integração do casco é apenas uma das fases críticas deste empreendimento.

A capacidade da empresa de gerenciar cadeias de suprimentos complexas entre o Japão e a China garante que o projeto Gato do Mato permaneça alinhado aos compromissos contratuais firmados com o consórcio liderado pela Shell.

Portanto, enquanto o casco segue em direção à China, o setor de energia observa o uso do NGH como um possível padrão para futuras construções de FPSOs.

Fonte: PetroNotícias

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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