No Lago Pend Oreille, testes de submarinos usam águas profundas e silenciosas para medir ruídos, comparar projetos e evitar parte dos custos do oceano
Os testes de submarinos da Marinha dos Estados Unidos também são realizados em um lago no interior de Idaho. O Lago Pend Oreille tem mais de 350 metros de profundidade e oferece um ambiente que ajuda a isolar os ruídos produzidos por embarcações submersas.
Uma publicação institucional de 13 de setembro de 2022 apresentou as instalações e os testes feitos no lago. As informações foram divulgadas por NAVSEA, órgão da Marinha dos Estados Unidos responsável por sistemas navais.
A escolha importa porque o som na água pode ser medido com mais clareza quando não se mistura a outros barulhos. O casco, o propulsor e as partes mecânicas geram vibrações que ajudam técnicos a avaliar um projeto antes de uma etapa maior de teste.
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Um lago profundo e silencioso melhora a escuta debaixo da água
Um lago não fica livre de sons, mas tem menos fontes de barulho em comparação com o mar aberto. O Lago Pend Oreille é apresentado pela Marinha como o maior, mais profundo e mais silencioso corpo de água de Idaho.

Em condições de teste, o tráfego de barcos e o mau tempo ainda podem interferir nas medições. Por isso, uma área relativamente quieta ajuda a separar o som do modelo do ruído que vem do ambiente.
Assinatura acústica é a marca sonora que uma embarcação deixa na água
Assinatura acústica é o conjunto de sons e vibrações que um submarino, um navio ou um equipamento submerso produz na água. Não é um som único, mas a combinação de sinais gerados pelo movimento e pelas peças da embarcação.
A análise inclui o ruído irradiado, que é o som que sai da embarcação e se espalha pela água. Essas medições ajudam a identificar características do projeto que precisam de ajuste.
Casco, propulsor e vibrações internas podem mudar o resultado dos testes
Casco é a parte externa que forma o corpo do submarino. Propulsor é o conjunto que movimenta a embarcação na água. A geometria dessas partes e as vibrações das máquinas mudam a forma como o som se espalha.
Os trabalhos do destacamento incluem pesquisa de propulsores, acústica estrutural e acústica na água. Em linguagem simples, essas áreas observam os sons ligados à estrutura, às peças móveis e ao contato da embarcação com a água.
Medir essas diferenças em modelos permite avaliar alterações antes de levar o projeto a testes de maior escala.
O lago evita parte dos problemas e custos de uma operação no oceano
NAVSEA, órgão da Marinha dos Estados Unidos responsável por sistemas navais, detalha que o Lago Pend Oreille oferece um ambiente adequado a testes acústicos sem parte dos problemas e custos das operações no oceano aberto.
Isso não significa que o mar deixa de ser importante. O lago funciona como uma etapa controlada entre experiências menores e avaliações de embarcações em tamanho real, reduzindo a dificuldade de repetir medições em condições parecidas.
Em mar aberto, barcos e clima podem contaminar os dados. No lago, a equipe concentra a análise no efeito do casco, do propulsor e das demais partes que geram som.
Modelos de submarinos ajudam a testar mudanças sem usar uma embarcação completa
A estrutura em Bayview usa modelos de submarinos em grande escala, áreas de teste e equipamentos para medir som. Essas versões menores preservam características importantes do submarino e tornam possível analisar componentes antes do uso de uma embarcação completa.

Entre os trabalhos estão a pesquisa de propulsores e a calibração de transdutores acústicos. Transdutor acústico é um equipamento que emite ou capta som na água, útil para tornar a medição mais precisa.
Experiências anteriores contribuíram para o desenho de propulsores, para partes ligadas ao sonar e para evitar custos na construção de submarinos. Sonar é um equipamento que usa som para perceber objetos debaixo da água.
O mesmo cuidado com ruídos serve para navios e equipamentos submersos
Fora do ambiente militar, o mesmo princípio de medir ruído e vibração pode ser útil para avaliar navios, equipamentos de pesquisa e outros dispositivos que operam debaixo da água. A engenharia acústica permite observar sons, vibrações e falhas antes que eles se tornem um problema maior.
A instalação também trabalha com organizações privadas e pesquisas acadêmicas, além de grupos ligados à Marinha. O material institucional não aponta um produto comercial específico que tenha saído desses testes.
A escolha do Lago Pend Oreille mostra que a engenharia naval não depende apenas do oceano para estudar submarinos. Mais de 350 metros de profundidade e um ambiente mais silencioso ajudam a medir sons que poderiam se perder em condições mais barulhentas.
Para quem está fora da área naval, a ideia é simples: antes de uma embarcação ir ao mar, modelos e instrumentos permitem ouvir, comparar e corrigir detalhes que afetam o funcionamento debaixo da água.
Você acha que um lago profundo pode oferecer respostas que o oceano esconde? Conte nos comentários e compartilhe esta história com quem gosta de engenharia e tecnologia.
